quinta-feira, 24 de maio de 2007

O embelezamento da criminalidade no Brasil

Visto a repercussão do post anterior, e algumas interpretações erradas sobre o objetivo do artigo, este novo post irá tratar de um mal que já encoberta já há algum tempo nosso país: a vanglorização da mídia e do Estado com os criminosos.

Isso mesmo. Parece estranho falar sobre isso, mas é o que acontece. Só pegando como exemplo o caso anterior, mesmo que o secretário-geral do Condepe, Ariel de Castro Alves, estivesse certo quanto ao dizer que o acontecido tinha sido um bizarro exemplo do que estamos nos transformando por causa da violência, é preocupante a garra com que ele falou que iria apurar o caso. Decerto que foi um crime sim, mas comparado à casos bem mais tristes e cruéis que acontecem contra a “sociedade justa”, em que punições e apurações são bem levianas, é revoltante tal ímpeto ao apurar o caso.

E se pararmos para pensar, isto acontece muito, principalmente em informações fornecidas pela mídia. A retratação do criminoso como mais um “vacilo” da sociedade moderna, tornou-se praxe na comunicação social, sendo ainda passada em letras de música, filmes de sucesso e dramalhões de horário nobre. Não é muito incomum ouvirmos que certo homem tornou-se bandido pois não teve oportunidade na vida. É engraçado ouvirmos isso, sério. Imaginem se todos os miseráveis deste país se tornassem bandidos? Todos sabem a resposta.
Esse é um dos principais erros que são passados à nós como História. A figura do traficante que sempre conviveu com aquele mundo e se tornou apenas mais um produto do meio, pois as portas sempre estiveram fechadas à ele, é passada continuamente à nós.

Assim, questões como a diminuição da maioridade penal e a pena de morte são assuntos considerados muito “cruéis” para serem tratados pelo Estado, que se sai como um órgão esperançoso demais, pois acredita que o assaltante que matou dois, ou aquele traficante que matou sei-lá-das-quantas, tem conserto. Deste modo, o Estado funciona mais como uma “retificadora incompetente de vidas”, em que promete que cada individuo preso, sairá com as condições necessárias para ser tornar um cidadão do “bem”.

Assim, isso torna-se um dos principais pontos fracos do nosso Estado. A preocupação em achar um motivo pelo qual tal homem se transformou em bandido e esquecer das tragédias cometidas por ele, já se transformou rotineiro nas apurações de casos e comentários sobre crimes. É impactante demais para acreditar, mas é o que anda acontecendo em nosso país, fazendo com o que o povo tome as rédeas da situação e derrame sangue culpado.

Muitos creditam a causa da violência à sociedade, o que é muito fácil de ser feito, uma vez que a sociedade é algo muito abstrato, que não tem um centro, sendo formada por um conjunto de indivíduos. Dessa forma, quando se fala em mudar a sociedade, se fala em mudar cada indivíduo para atingir o objetivo de uma forma geral. Portanto a culpa vai para a sociedade e não para a ineficiência do Estado em gerir suas riquezas, que são arrecadadas dos cidadãos.

Com isso vem em seguida a justificativa da desigualdade social. Fazendo a relação equivocada de Pobreza = Violência. O que na prática não se justifica, uma vez que vemos no Brasil que a violência não é exclusividade dos pobres. Os políticos, que tem grande poder aquisitivo e muitas influências, roubam milhões dos cofres públicos, e na maioria das vezes prejudicam não só uma pessoa, mas centenas com o dinheiro que não foi para a saúde, por exemplo. Há também muitos empresários que cometem crimes em busca de dinheiro ou poder, e eles não são pobres! A justificativa da pobreza só estaria correta sem que todos que roubassem fosse exclusivamente para sobreviver, comprar comida, e não para enriquecer.

Nosso país sofre de uma Anomia muito grande. Há um constante desrespeito das leis instituídas, e isso é muito comum de ver, basta o ato de avançar o carro no sinal vermelho, estacionar em local proibido, pichar paredes ou qualquer outra atitude que vá ao contrário do que a lei determina. Esse desrespeito cresce na medida que é tomado como bom exemplo por um número maior de indivíduos.

Muitas marcas ainda vem da época da ditadura, quando o conjunto de regras era maior e mais controlado, porém de uma forma totalitária, o que é muito perigoso. Nesta época foi criada a imagem do policial malvado e do bandido Hobin Wood, que é bom e vira ladrão para combater “as injustiças”. Partido dessa ótica vemos que o bandido é idolatrado, enquanto o policial, que está para manter a ordem, é tido como o vilão da história. Obviamente a polícia deve agir com a inteligência, da forma menos violenta possível, mas as vezes é preciso de a força para manter a ordem, e quando isso é feito muitas vezes é condenado, quando a mídia e o Estado enaltecem o criminoso e deixam o cidadão honesto desprotegido.

Não há lugar para os presos no Brasil, e nem uma forma de reeducá-los para voltar a convivência na sociedade. Isso se deve as poucas penitenciarias, leis frouxas e falta de um programa carcerário eficiente. O sujeito é preso, amontoado e ainda consegue controlar o crime de dentro da cadeia. Deveríamos fazer igual a países que colocam os presos para trabalhar e gerar seu próprio sustento, realizar obras públicas e pagar sua dívida com a sociedade, esta que só aumenta a cada dia, uma vez que a estadia do delinqüente é paga pela própria população.

Só sairemos rumo a algum destino melhor quando remunerarmos bem os policias e colocarmos os bandidos para trabalhar. Felizmente com as recentes atuações da Polícia Federal, que capturam tanto corruptos da elite quanto traficantes do morro, a imagem da instituição tem melhorado. Assim poderemos sonhar com um dia em que as crianças prefiram ser policiais à virar traficantes. Um dia onde se respeite a lei e tenha a os órgãos públicos como solução e não como causa de colapsos sociais.

Post escrito em parceria com o blogueiro Fernando Teixeira.

22 comentários:

!André! disse...

Ohhh, muito bom memso. Muito politico mas com bom senso. Gostei também da diversidade de assuntos.
Está de parabéns velho...lembra um pouquinho o meu, mas estou começando ainda. Quando der dá uma passadinha, críticas construtivas são sempre bem vindas.

Abraços!

!André!

http://abrindobau.blogspot.com/

Alexandre Clarim disse...

A pobreza não é sinônimo de violência, concordo mas sem dúvida a violência é um dos sintomas da desigualdade social. Se houvesse melhor distribuição de renda, educação, oportunidades, geração de riqueza, investimento em tecnologia, muitos jovens e crianças de áreas pobres não se envolveriam com a criminalidade. A falta de perspectiva de vida cada dia alimenta mais o exército do tráfico.
Logicamente, violência, loucos, psicopatas irão existir até nas cidades mais pacatas do mundo mas o crime organizado só se desenvolve em locais onde o capitalismo atingiu seu nível mais selvagem.
Continue levantando estes temas para debate. Sempre é muito bom.
Alexandre - www.omiconarede.com

carol disse...

Ia dizer praticamente o mesmo que o Alexandre.
E se ele me permite, faço das palavras dele as minhas!!


Adoro seu blog, vou linkar ao meu...

um bjo grande!

R Lima disse...

De tudo o dito e bem dito... concluo assim igual a vc... só faremos justiça neste país qdo a justiça for bem remunerada e o criminoso pagar trabalhando.

Mas ainda veremos isso nesse país?

Adrian Masella disse...

PRECONCEITO, pra mim tudo gira em torno dessa palavra. Preconceito com quem é pobre, preconceito com quem é negro, preconceito com quem se veste mal, preconceito com quem é rico.

Conseguiriamos nós, conseguir mudar esse "cenário" social do Brasil, sem antes ABOLIR essa palavra do nosso vocabulário?? Acho que não.

Porque o preconceito que nos diz pra tomar cuidado com quem tem o semblante "assustador", é o mesmo que gera a raiva que a pessoa com esse semblante cria ao ser olhada de esguelho, ou ao ver as pessoas atravessando a rua pra não passarem perto, com medo.

Quanto ao exemplo, de crianças preferirem o traficante ao policial, eu sinceramente não as culpo. De um lado temos a TV mostrando traficantes com celular, TV, regalias e MUITO PODER até mesmo DENTRO das grades. E do outro vemos o abuso de poder das forças armadas, com atos violentos pra conter multidões. Seguindo a mesma linha de raciocínio, e sendo preconceituoso, as pessoas humilde que moram no morro e NÃO SÃO CRIMINOSAS, vêem o traficante comprando remédios, comida e segurança pra elas, sendo que, ao mesmo tempo, elas vêem os policiais invadindo o morro, e provocando tiroteios e terror.

Preconceito gera violência, e A CARA DA VIOLÊNCIA gera preconceito!
Círculo vicioso, ciclo sem fim.

Mais uma vez, desculpa o comentário GIGANTE e parabéns pelo seu senso crítico. Tomara que tenhamos mais pessoas assim!

Abraços!!

David Faustino disse...

Eu não acho qeu boa remuneração seja uma forma de ser incorrumptivel... creio que a nossa policia não foi formada para proteger o cidadão mas sim para reprimi-lo... qtas vezes eu já naum fui parado pq eles pensaram que poderia ser um criminoso mas ser parado é normal mas não posso ser tratado de uma forma humilhante... eu um das vezes apontaram a arma na minha frente... e eu naum tinha nada... uma policia que faz isso e eu sei que muitas das vezes faz de sacanagem ou apenas para mostrar a superioriadade, não tem conciencia do tipo de trabalho que tem... É facil corromper alguém que não tem vinculo afetivo com aquilo que faz... sei disso pois eu vivo no meio de Lobistas que muitos não ganham muito mas jamais serão corrompidos por uma mala preta... eu acho que o problema ta na formação e não no salario do policial...

Omar disse...

Bom vamos lá:

1 - O seu texto, embora bem escrito, Diego, é altamente falacioso. Pela sua argumentação, fica claro que você entende que qualquer um que cometa um crime (ou um ato infracional no caso de menores de idade) o fez por ser vagabundo, ou seja, é a típica visão pequeno burguesa de mundo. Não é bem assim, estamos falando de seres humanos e isso por si só - embora fiquemos tentados - impede que se faça qualquer tipo de generalização, além disso, Diego, vivemos num Estado de Direito, isso significa estarmos sob o Império da lei, onde a lei deve ser cumprida. Quando esta é descumprida pelo próprio Estado ou por qquer cidadão o mesmo Estado criminoso está em perigo. A Constituição complementada pelas leis penais vigentes outorgam ao Estado o monopólio da força e concedem a todo cidadão o direito a um julgamento antes de ser condenado. Analisando o crime, isso mesmo, crime, cometido pela população que fez justiça com as próprias mãos(se é que aplicar a pena de morte a um assaltante pode ser chamada de justiça) não resta outra conclusão senão condenar a todos os que participaram do ato, um por um. Caso contrário estar-se-á negando um dos postulados mais fundamentais de qquer Estado de Direito.

2 - A relação pobreza-criminalidade não é uma relação ou necessária ou suficiente, mas relevante. Sabe, Diego, eu não suporto aquele programa do Gugu (mas a minha esposa adora e agora recém-casado, estou sendo obrigado a assistir todos os domingos, rs) mas pelo menos para mostrar a desigualdade social reinante no Brasil, aquela porcaria serve. Toquei nesse ponto porque qual é a perspectiva de futuro que os filhos ou mesmo os próprios pais naquelas famílias que pedem para voltar para o local de onde vieram, teriam? É claro que eu não estou dizendo que eles SERÃO bandidos, estou dizendo que se eles se tornarem bandidos a explicação já estará dada e não bastará jogar o cara na penitenciária como a Direita costuma clamar que o problema estará resolvido.

"Assim, isso torna-se um dos principais pontos fracos do nosso Estado. A preocupação em achar um motivo pelo qual tal homem se transformou em bandido e esquecer das tragédias cometidas por ele,"

Doeu ler isso! Este não é o ponto fraco do Estado, se realmente o Estado tem essa preocupação, este é o ponto forte isso sim, porque sabendo as causas que levaram o sujeito a entrar no mundo do crime pode impedir que outros cidadãos acabem trilhando o mesmo caminho.

3 - Sobre a redução da maioridade, disso eu já tratei diversas vezes no meu blog, por isso aqui só vou colocar um argumento: a lei penal nunca vai acabar com existência da criminalidade, ela atua sobre o criminoso, isto é, a consequência não sobre a causa, sobre a causa atuam outras ciências.

Caramba, acho que já falei demais, ainda teria mais o que dizer porque pela primeira vez, Diego, acho que discordo de mais de 50% do que você falou.

Dragus disse...

Discordo do Omar e concordo contigo.

Na verdade dada as coisas como estão somente uma ditadura (infelizmente) conseguiria resolver, dado que as leis feitas por bandidos para bandidos não irão mudar e a sociedade está mais preocupada em votar no BBB do que com seu voto nas urnas.

Fica difícil aplicar qualquer mudança em uma democracia desequilibrada onde o voto não é um direito conquistado, mas uma imposição sem distinção entre quem pode ou não participar dele.

Também comentei a respeito da mesma coisa em meu blog... Aliás, tem sido assunto recorrente nos últimos dias. =/

Infelizmente.

Fábio C. Martins disse...

É, meu velho. Pelo que se pode ver, o buraco é mais embaixo.
Eu sigo a filosofia: Roubou, furtou é ladrão. Matou é assassino. Estuprou é estuprador e etc. Cada coisa em seu lugar.

O problema é que muita gente acredita que o meio que gera o cidadão. De certa forma, também acredito nisso, mas dizer que por ele ser pobre começou a roubar, já é bem diferente.

O que me deixa mais indignado é ver nos tele-jornais que quando há uma manifestação de professores na paulista é um CAOS, é um grande PROBLEMA. Isso sim é desgostoso.

Abraços

Leandro Paiva disse...

Pois é amigo, enquanto a miséria, o péssimo sistema de saúde e pricipalmente um sistema educacional ineficaz continuarem a ser fonte de votos e de lucro para alguns pilantras, mafiosos que estão entranhados na política nacional, continuaremos a amargar esse Brasil que tem um potencial enorme mas é bom para poucos.

Rob Gordon disse...

Como sempre, seus posts são brilhantes. Concordo com tudo o que disse, especialmente com aquela anomalia de generalizar qualquer bandido como produto de uma sociedade que não oferece oportunidades.

Como qualquer generalização, não se sustenta.

caio arroyo disse...

Um problema que dificilmente vai mudar tao cedo, sao poucos os que pensam como voce, a maioria nao ta nem ai e vota no mesmo cara sempre, nao importa o q ele fez, porque acha ele simpatico ou algo do tipo, uma lastima

Lidiana de Moraes disse...

Olá, gostei dos eu blog!
Assuntos diversos, bem escritos e com opinião fundamentada!
É bom saber que não sou a única pessoa que inspira ser jornalista mas que sabe que é possível misturar assuntos sérios com entretenimento! Parabéns!
beijo

RFL disse...

Texto fantástico!
Parabéns.
Concordo com boa parte das suas idéia. Porém, eu acho que a pobreza é uma das formas que leva a violência. A criança nasce na favela, e cresce vendo os muleques mais velhos sempre de carro, com muito dinheiro e mulher. Ele é uma pessoa sem perspectiva, sem educação, sem disernimento, sem cultura, é um ser totalmente fora do "nosso" mundo. Vive um mundo paralelo. Um mundo cheio de violência, drogas, famílias desistabilizadas, entre outras coisas. Isso tudo gera violência, e leva a criança à um mundo sem volta. Claro que não devemos colocar a culpa de tudo na pobreza, ja que muitos moradores de favela são pessoas honestas e trabalhadoras.Mas também devo concordar que o Estado é omisso. Não apenas no Brasil, mas em boa parte do mundo.
Muitas coisas justificam essa balburdia que acontece em nosso país, e uma delas é a fraqueza e a inoperância do Estado.

Parabéns pelo Blog.

Abraços

Dorian disse...

Diego,
Parabéns!
Lucidez e inteligência para tratar de um problema com muitas causas e poucas soluções (mas elas existem!). O caso da invasão da reitoria da USP é emblemático. Alunos que imitam presos amotinados em presídios, usam da violência (sim, invasão e depredação é violência) para defenderem suas idéias. Admitem assim que o método utilizado está errado e que a revolta e a desordem podem ser utilizados como meio para conseguir algo. Triste e lamentável!

ra disse...

texto otimo...
eh legal ter pessoas com senso politico...
ainda mais nos dias de hj onde polica eh a a vergonha brasileira....

legal tb falar sobre os protestos, peles sao prova q a revolta do povo pode resultar em alguma coisa....

Arne Balbinotti disse...

Muito interessante teu Blog... se for você mesmo que redige os textos, parabéns, por que estão muito bem escritos, logo logo no Jornal da Globo...

Cris Penha disse...

ótimas questões sociais que o seu blog apresenta!!

Continue a mostrar p nossa sociedade a cara que ela realmente tem!!!


Abraços!

LuuZampieri disse...

adorei o teu post, de verdade mesmo.
a verdade é que a nossa polícia é muito prematura, precisa de uma mudança total e de uma vez...
temos que evitar que mais pessoas trilhem esse caminho!!

hmmmm, tô meio confusa com as idéias ainda, por isso não vou comentar mais, pra não ficar sem nexo!

;)

Arthurius Maximus disse...

Acho que a banalização e a romantização do crime pela mídia são um fato. Porém, deve-se separar o joio do trigo. É fácil detectar-se indivíduos que não tem quaisquer chances ou desejos de retornarem para a sociedade como homens de bem. Esses, independentemente da idade que possuírem, deveriam ser segregados e até mesmo destruídos. Os demais seriam trabalhados e encaminhados para uma vida "direita". Reincidindo, aí sim seriam banidos definitivamente.

Cristina Barroca disse...

Conserva de Pepinos

Pepinos! Pepinos! Pepinos! "Distribuição gratuita e sem fins lucrativos." os clichês na ponta da língua.

http://piclespicles.blogspot.com/

E é aqui que iremos descascar, destrinchar, servir e conservar todos os pepinos plantados, colhidos e espalhados por aí.

Sirva-se á vontade. Consuma da maneira que melhor lhe convir.

Diego Moretto disse...

Bom, acho que nem tenho o que comentar aqui. Os comentarios vieram como tentáculos, cheio de vértices da vergonha que esta este país.

Este post foi derivado do anterior a este, visto que muitos comentarios pareciam não ter entendido o meu verdadeiro ponto de vista. Muitos pensanvam que eu estava defendendo o bandido, o que foi o assunto deste artigo. É incrivel como algumas novelas, filmes, jornais e o Estado, colocam o marginal como o coitado da historia, com conclusões pífias, como dizer que ele é fruto de uma sociedade discriminatória. Bom, mas em sumo é isso. Tudo que realmente eu acho foi muito bem explicado no artigo.

Agradecimento especial ao amigo Fernando Teixeira, que fez um exuberante trabalho em cima deste post. Vlw mesmo cara, sem a sua ajuda não teria conseguido expressar metade do que eu queria.

E é claro: obrigado a todos vcs, amigos que sempre me visitam e deixam comentarios de tirar o fôlego. Muito obrigado e voltem sempre.