quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

À Procura da Felicidade II

Meus avós costumavam dizer: “Dinheiro não traz felicidade...”. Aliás, talvez esse seja um dos jargões mais ouvidos por nós, no decorrer de nossas vidas. Entretanto, em um mundo onde o bem de consumo se tornou completamente indispensável para uma boa sobrevivência, tal frase se torna até utópica demais.

O motivo pelo qual escrevo este artigo, é que no decorrer das últimas semanas, a quantidade de reportagens que li e assisti de crimes horríveis ligados à algum tipo de fortuna, foi incrível.

Começa-se pelo “cinematográfico” caso do ganhador da Mega-Sena, Renné Senna, que foi assassinado em sua própria fazenda. Depois de não muita investigação, a polícia decretou a prisão da mulher do milionário, Adriana Almeida. Após isso, a ocorrência de fatos e envolvidos no escândalo aumentou gradativamente, revelando ao Brasil um frio e cruel plano de golpe, digno de filme Hollywoodiano. O coitado do milionário morreu sem ao menos poder se defender, sem as pernas (que perdeu devido a uma Diabetes), foi assassinado à queima-roupa por um homem ainda não identificado.

Casos assim, infelizmente não são surpresas para ninguém (quem não se lembra de Suzane von Richthofen ?). A gana por grana, realmente tem feito pessoas cometerem absurdos. O prêmio da Mega-Sena se tornou um tipo de busca ambiciosa dos brasileiros por uma boa vida, mesmo que as chances de conseguir tal desejo, são incrivelmente mínimas. Sinceramente acho o modo de distribuição do prêmio ridículo. Por quê, ao invés de entregar um prêmio de R$52 milhões a apenas uma pessoa, não se divide este montante em 52 partes? Não seria mais justo? Não faria mais pessoas felizes? Pessoas como o pobre ex-lavrador Renné, ao receber tamanha quantia, infelizmente, não sabem como investir tanta grana. O ex-lavrador comprou casas, fazendas, carros, tudo de luxo, tudo em uma cidade de interior. Era previsível que tragédias estavam por vir.

Nesta semana, a ex-ganhadora do Big Brother Brasil, Cida, depois de enfrentar um árduo processo judicial movido pelo seu antigo companheiro – que queria metade do prêmio de R$500 mil ganhados no programa –levou uma surra do atual marido em frente ao pequeno filho. Depois de denuncia-lo à polícia, a Big Brother desabafou à imprensa "Nunca tive tantos problemas como o que estou tendo agora. Isso desde que eu ganhei o BBB. É claro que eu tenho momentos felizes, mas também são muitos que te colocam para baixo e se pergunta: Por que estou passando por isso? Por que estou sofrendo tanto?”, disse Cida, em relação à sua vida rica após BBB.

Dinheiro é bom, isso não se discute. Tanto que este artigo não é de longe um discurso socialista sobre um mundo mais justo. Mas nos últimos anos, a ocorrência de crimes graves por causa do dinheiro tem sido nojenta. E o pior, quem realmente deveria nos presentear com bons exemplos (políticos?), acaba de uma vez por denegrir a imagem do país. “Dinheiro não traz felicidade...” não é algo que deve ser acreditado, mas sim compreendido. Não pense que tendo muito dinheiro seus problemas acabaram. Ao contrário amigos, estão apenas começando.

3 comentários:

wozhangwei disse...

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Fernando Teixeira disse...

"dinheiro não tras a felicidade!" Bom, isso é uma questão pessoal. O fato é que nenhuma pessoa pode determinar o que outra deve achar, ou que caminho deve seguir para encontrar a felicidade. Com isso vem aquela outra frase lindíssima: "A felicidade está nas pequenas coisas da vida!" Muito bonita a frase, exaltando os momentos impares(?) de nossas vidas. Mas quem disse que é só nas pequenas coisas? o fato é q niguem pode dizer o que é bom ou o que é felicida pra outra pessoa. Cada um que decida isso! Quanto a crimes por dinheiro, não é de hoje que eles existem. O mundo sempre foi atormentado por ladrões e saqueadores. Os povos bárbaros invadiam cidades romanas e as saqueavam, os romanos invadiam as cidades bárbaras e cobravam altissimos impostos para "proteger" a cidade. Mas nao era só em terra firme que o pergio rolava solto, nos mares, embarcações piratas saqueavam e se apoderavam dos navios roubados. A violência e a busca por riquesas está presente no DNA humano. O que difere são as formas de riquesas. Hoje temos o dinheiro, mas ja tivemos cavalos, gado, metais...coisas que ainda representam valores hoje.
O fato é que com a impunidade que sempre houve é cada vez mais comum isso acontecer. Mas sempre há quem proteja os bandidos, mas e as vítimas? os coitadinhos dos bandidos nascem bons, mas o "sistema cruel" fazem com que eles virem assasinos...isso é o que a esquerda e os direitos humanos(?) afirmam. O fato é que as pessoas que matam por dinheiro ou roubam sofrem de uma carência de principios, muitas pessoas são pobres, mas nem por isso roubam ou deixam de ser honestas. Se a felicidade está nas pequenas coisas eu não sei, quem pensar assim que seja feliz. O fato é que ninguem deve dizer pra outra pessoa o caminho da felicidade, cada um sabe o seu. Por isso existem pessoas que tem principios e objetivos em suas vidas, e essas quando acabam juntando dinheiro a custa de seus esforçoes e privações são alvo de inveja, e não de admiração. O culto a bandidagem no nosso país é evidente! Como vimos no teu proprio blog diego, um rapaz q estudou em escola publica toda a vida e nao fez cursinho passou em 1° lugar na faculdade publica. Será sorte? Não, isso é resultado de determinação e trabalho, privações e diciplina. Pessoas como essas nao devem ser invejadas, mas sim admiradas. Por fim, se dinheiro tras o não a felicidade não importa, o que importa é saber respeitar o caminho que cada pessoa resolve trilhar em busca de sua felicidade. desde que isso nao vá alem da liberdade dos outros.

Diego Moretto disse...

Bom, apesar de eu conhecer poucas culturas pessoalmente, esse caráter contraditório e lunático da(de) busca pela felicidade, só encontro, infelizmente, com o povo brasileiro. Frases prontas e bonitas são o que mais há em nossa cultura, bem diferente das atitudes q mancham a imagem de nosso povo perante outros países. Boa parte do povo brasileiro - talvez por ser o Brasil um país de 3º mundo -, visiona uma vida regada a dinheiro. Aqui (isso na maioria dos lugares...), o dinheiro é algo fundamental na vida de uma pessoa feliz. Ou seja, ser miserável e feliz se compara a ver duendes no parque. Acho q não é bem assim. Também concordo Fernando, quando diz que quem quiser felicidade na vida, deve procurar e batalhar por si próprio para conseguir tal característica na vida. Infelizmente, é só abrirmos a página policial do jornal para vermos que tal ação não é feita de forma honesta. E isso não se restringe a pessoas pobres e sem estudo não. A grande maioria das pessoas q cometem crime visando lucro, são os estudados, os colarinhos brancos, que pensam q só pq estão vestindo o blazer francês comprado com o dinheiro da sociedade, podem avacalhar o povo, roubando o q o ladrão de galinha condenado a 6 anos de prisão levaria vidas para conseguir...
Infelizmente isso é de cultura. Vencer com honestidade e esforço, é algo muito, mas muito raro no mercado de trabalho e na sociedade em geral. Realmente, não serei tolo a ponto de dizer q dinheiro não traz felicidade, nem que a felicidade esta nas pequenas coisas. Só espero q as gerações futuras possam ao menos ter bons exemplos ao seu redor. Para isso, devemos tentar não apenas mudar a mente da sociedade, e sim tudo que a envolve. Pode ser utopia minha, mas não se pode continuar com tal cultura de subir a custo dos outros. O país esta em declínio. Tenho medo de pensar até aonde o dinheiro pode levar uma alma fraca...