quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Desafiando Gigantes (Facing the Giants, 2006)


O que fazer quando tudo ao seu redor desmorona? Quando problemas parecem ser mais comuns do que se imagina e os desastres sobrepõe os momentos de felicidade? Das duas uma: ou cavar cada vez mais fundo o buraco onde se encontra, ou entregar o coração e a alma à Deus e esperar pelo o que vier. Desafiando Gigantes mostra o que pode acontecer caso a segunda opção seja a escolhida. Com um roteiro fraco, péssimas atuações e um diretor que beira ao amador, o filme consegue tocar fundo telespectadores passivos, com situações que espelham (de forma demasiada irreal) uma vida cotidiana e que poderia acontecer com qualquer um.

SINOPSE: Em seis anos à frente do time de futebol americano Shiloh Eagles, o treinador Grant Taylor nunca levou sua equipe às finais. O fracasso invade sua casa, quando descobre que não pode ter filhos com a esposa. Ao mesmo tempo, Grant descobre que pode ser demitido. É quando ele ora a Deus e recebe a mensagem de um visitante inesperado. Nesse instante, o treinador irá desafiar tudo e todos, a fim de provar que Deus lhe deu coragem e força para vencer.


Alex Kendrick é o nome maior do filme. É ele quem dirigiu e escreveu o longa, atua como protagonista e ainda de quebra é diretor de elenco. Multiuso? Que nada. Kendrick é o responsável por transformar um filme grandioso e lindo em um desastre cinematográfico, repleto de erros e de defeitos que denigrem a imagem de um ótimo filme aos mais avisados.


Sendo um filme abertamente evangélico, o roteiro prega o que a devoção ao senhor divino pode fazer em nossas vidas. Isso posto no dia-a-dia foi de uma grandeza enorme e emocionante, entretanto, as falas são feitas e repetidas constantemente, o que torna falso e soa enjoativo. É idêntico as falas de um pastor lendo a bíblia e proclamando. O roteiro peca também na história demasiada previsiva. Tudo o que você pensa que vai acontecer, acontece, sem surpresas. Apesar de tudo isso, defino a história como empolgante e muito emocionante. Lágrimas escorrem nos primeiros momentos do filme. A força da proclamação no roteiro e as situações causam um calafrio surpreendente e é isso que faz o filme ficar ótimo.


Quanto as atuações, fracas, praticamente amadoras, mas mesmo assim conseguem passar a motivação do recado. Lembram aqueles “fatos reais” dos programas da emissora LURD? Pois é, idênticos. Na verdade o filme é uma superprodução seguindo o mesmo estereotipo. O protagonista, Kendrick, consegue passar tanta emoção como uma porta, e isso prejudica e muito o andar da carruagem.


Como diretor então nem se fala. As captações das câmeras de modo amplo, muito usada por iniciantes, acabam por estragar momentos emocionalmente proveitosos, uma pena, porque poderia dar muito certo caso fosse usado da forma adequada.


Agora, diga-se de passagem, outro grande acerto do “faz-tudo” no filme foi a trilha sonora. Recheada de hits do gospel contemporâneo são aplicados à medida certa nas cenas, algumas dando até impulsos contagiantes.


Assim, Desafiando Gigantes é um filme para a vida. Traz ensinamentos grandiosos e faz o coração chorar de uma forma surpreendente. É tocante e lindo. Ser uma péssima produção cinematográfica não o impede de passar a belíssima mensagem ao qual o filme se propõe. Esqueça dos defeitos e curta este que provavelmente será um filme inesquecível para a sua vida.
Nota : 7,5


Dica do post:
Se preparem que no próximo dia 29/10 (às 21hrs) será exibido simultâneamente na Holanda, Alemanha e Inglaterra, além de mais de 36 salas de cinema em 18 cidades brasileiras o documentário/show "Arctic Monkeys at Apollo", filme produzido durante um show realizado na última turnê dessa que é hoje uma das melhores bandas de rock alternativo. Não percam!

10 comentários:

Flavia Melissa disse...

Wow, se com todas essas mancadas o filme consegue ter nota 7,5, vale a pena mesmo! É tipo eu, beibe, que mesmo com todos os defeitos ainda consigo ser ótima, hahahaha ;)

Agora, sobre entregar a situação a Deus e deixar a vida te levar... Acho que seríamos todos muito mais felizes se agíssemos como peixes de correnteza em determinadas situações da vida... Naquelas situações em que a gente saca que está tentando fazer focinho de porco virar tomada, sabe?

Porque não vai virar nunca...
Beijos!

Larissa Bohnenberger disse...

Tenho preconceitos que, acredito, me impediriam de apreciar este filme. Mas quem sabe um dia eu assista. Não gosto de falar ser conhecer!
Bjs!

Péricles Carvalho disse...

já assisti ese filme! fala sobre superação e é realmente muito legal. ele é cristão tb, aliás, acho até que assisti em uma igreja.

gosto de histórias de superação!

ótima resenha!


passa lá no meu blog depois!;)

www.periclesvc2008.blogspot.com

Arthurius Maximus disse...

Eu vi o filme. É legal para a "sessão da tarde" mas eu não veria novamente.

éden-san disse...

oi, diego!

tem um presentinho pra você lá no meu blog... dá uma passada lá!

abraços.

Melina disse...

Gostei do seu site, bem interessante as matérias.
Teh!

Ju disse...

Interessante o filme, vou procurar assistir. Gosto de filmes que deixam uma mensagem importante para nós.
Super interessante tb o doc. sobre o Arctic Monkeys, amooo essa banda, vou ver se vai passar na minha city..rsrsrs
Beijo!

Diego Moretto disse...

nhá, pois é. O filme eh deste tipo: não assistiria de novo mas adorei ter assistido, me emocionou bastante. A crítica foi a pedio e eu não podia recusar. Assistam, vale a pena.
Obrigadão pelos comentários, voltem sempre!
Abração =)

ualas disse...

"O roteiro peca também na história demasiada previsiva"

não achei o roteiro nem um pouco previsivo, tanto que determinadas partes do filme me emocionaram pelos calafrios causados pela surpresa (como na hora em q o treinador faz o capitão do time carregar o seu companheiro de time por uma distancia muito maior do q a q ele mesmo achava q era capaz de carregar alguém)
mas pra conseguir apreciar o filme em todas as suas partes é necessario um certo "feeling" relacionado a DEUS e a coisas espirituais que acredito nao seja todo mundo q tenha.

Diego Moretto disse...

Assim como deve se ter um certo "feeling" relacionado a Deus, para que se tenha uma boa visão sobre o filme, tbm deve se ter o msm feeling em relação ao cinema.
O roteiro é de todo previsivo sim. Na parte em que vc mencionou é um exemplo disso. Vai me dizer que vc não esperava que o rapaz conseguisse atravessar o campo? Ou que o o time deles sairia do fracasso ao sucesso de forma instântanea?
São detalhes nas falas e no seguimento do filme que o mostram claramente.
Apesar disso tudo, não tiro o mérito do longa. Eu particularmente gostei muito, me emocionou bastante mesmo. Porém tenho de ser realista.
Grande abraço e volte sempre =)