
A importunação de panfleteiros e vendedores autônomos no dia-a-dia nas ruas de nossas cidades, apesar de desgastantes, podem ser entendidas, já que cada um tem seu trabalho e isso deve ser respeitado. No entanto, é frustrante ser parado e intimado, mesmo sob alegação de compromissos ou de falta de tempo, por àqueles que se auto-proclamam difusores da fé pela Igreja Universal do Reino de Deus.
Nos poucos minutos de diálogo com o tal difusor, é extremamente perceptível a falta de noção de realidade dessas pessoas. Qualquer problema pessoal é interpretado como maldição demoníaca, e tudo têm cura pelas mãos do senhor naquela igreja.
Convenhamos, não há máfia maior. A chamada IURD tem em suas posses nada mais nada menos do que dois jornais de grande tiragem de cópias, 30 rádios, uma emissora nacional de televisão (uma das maiores do Brasil, diga-se de passagem), além de nada mais nada menos do que sete milhões de fiéis espalhados por mais de dois mil e quinhentos templos pelo Brasil. Além disso, há as influências nas áreas jurídicas e políticas de nosso país com grande escala no poder. O fundador da igreja, o Bispo Edir Macedo (que se auto denominou Bispo, diga-se de passagem), tem um patrimônio milionário ao qual se soma jatinho e casas no exterior.
Com o devido respeito aos fervorosos fieis e sua crença, é visível e agoniante a presepada que se forma dentro dessas igrejas. O dízimo, por exemplo, é de 10% da renda de cada família (às vezes de cada salário particular do fiel). O dinheiro tem de ser somado ao montante de 10 mil, que é o valor separado tirado de cada igreja para ser enviado à matriz em Porto Alegre – RS.
Os dizeres de cartazes na rua beiram ao cômico. Neles há curas para doenças como câncer e leucemia, além de promessas de como salvar uma dívida sem importar o tamanho dela. E por aí vai. O mais triste é ver que há a esperteza intrínseca nesse negócio, com um investimento na massa mais pobre de cada cidade. Famílias em estado de pobreza lamentável são atraídas à essas Igrejas sob a promessa de uma vida melhor e com resoluções de seus problemas.
Não digo isso sem conhecer a fundo o trabalho dessas entidades, e àqueles que duvidam, basta procurar uma dessas igrejas e tirar suas próprias conclusões.
Há também o lembrete de que o dono é Edir Macedo, pessoa que enfrenta diversos processos na justiça, além de um histórico terrível, incluso vídeo famoso no You Tube.
Gostaria de enaltecer que sob hipótese alguma este é um texto de inferiorização ou preconceito à religião, mas basta uma pequena vasculhada pela internet ou até mesmo um simplório encontro com um “difusor da fé evangélica” para termos uma noção do que esta bem à frente de nossos olhos e não enxergamos.
Com tamanha articulação neste negócio envolvido, e com tanto dinheiro que isso traz, até o grande Al Capone se sentiria figura tosca comparado à tudo isso. Deus seja louvado!
Dica do Post:
Dois álbuns britânicos foram recén-lançados, e nos trazem o que a de melhor no old e new rock.
Oasis traz em seu vintage “Dig Out Your Soul”, canções que se perdem nas empreitadas da banda. E olha que isso não se torna uma crítica, porque o álbum é bom. Neste, os irmãos Gallagher trabalham juntos em 3 faixas do álbum e que talvez sejam as melhores. Uma mistura de beatles com, hã, Oasis e que dá certo, apesar do psicodelismo exagerado. Destaque para a faixa "Falling down" (.2/5estrelasde5.).
Bem diferente na sonoridade do Oasis, o tri Keane chega com seu Perfect Symmetry, um álbum completo e que melhor define a banda. Fugindo das comparações de Coldplay e Doves, o Keane monta um álbum que apesar de bucólico, é empolgante. Agudos e sintetizadores agora são mais frequemtes e nem por isso chatos. Ponto alto da banda. Destaque para a faixa "Lovers are Losing" (.3/5estrelasde5.).