segunda-feira, 5 de maio de 2008

O Fervor do Terror

Com ideias fracas e filmes sem conteúdo algum, as industrias cinematográficas responsáveis pelos blockbusters que lotam as salas de cinemas semanalmente, sofrem com o acaso em que filmes de gêneros como comédia e terror caíram. A crítica situação faz com que uma idéia certa se torne uma série exaustiva, apesar de boa (como Jogos Mortais 1,2,3,4 e 5..) e torna o gênero terror – de longe um dos mais reverenciados pela maioria da população – algo pastelão, repetitivo e sem efeito algum.

Felizmente nem tudo são decepções. Contamos com diretores e roteiristas competentíssimos atualmente e que fazem com que seguimentos antes já copiados exaustivamente, se reinventassem e nos presenteassem com bons longas que realmente assustam.

Se em sua mente, ao ler sobre diretores contemporâneos competentes e inteligentes, veio o nome do Quentin Tarantino, que de vez em quando se envolve em um projeto de gênero duvidoso, se enganou. A não ser pelo ótimo Planeta Terror/A Prova de Morte, que junto com o fenomenal Robert Rodriguez buscaram o que tem de mais delicioso nos sangrentos filmes Trash passados nas famosas Grindhouses dos anos 80. Aliás, este projeto de Rodriguez e Tarantino foi um acerto em tanto, pois fez com que transformassemos a tenebrosa nostalgia desses filmes que nos assustavam antigamente, em um piada, visto o retrato fiel da insanidade e baboseira que era o roteiro de um filme desses. Fenomenal.

Reinventar películas é o acerto da vez agora. Pegar um fio de meada posto no passado e colocar características modernas com inteligencia e bom senso tem sido a bola da vez para que o gênero Terror não caia no anonimato. Tivemos a volta de zumbis com a ótima franquia Extermínio (1,2); o monstro devorador com o assustadoramente perfeito Cloverfiel – Monstro; a temática Céu/Inferno com o Colheita do Mal – sucesso de publico e crítica e super recomendado por este blog -; a costumeira reprodução de obras do mestre Stephen King, como o enigmático 1408, além dos costumeiros serial killer´s, que dificilmente agradam, tendo pelo visto sido salvo pela recente franquia bem sucedida de Jogos Mortais.

A utilização de elementos até então inéditos como uma fábrica de tortura no nojentamente bom O Albergue ou o amadorismo de um câmera em um prédio com zumbis - como em Rec -, dão um toque bem maior em filmes de terror e fazem com que o tédio vá embora. E prestem atenção no caso de reproduções americanas de filmes de terror japonês: a qualidade é muito inferior. Os filmes de terror japoneses têm um toque assustador a mais, inexplicavelmente melhor. Comparem: O Grito americano e O Grito japonês. A diferença é nítida.

Enfim. Ainda dá para salvarmos o gênero que tanto nos agrada. Levar sustos, ter o frio da barriga característico, querer saber qual sera a próxima morte, entre outras boas características que nos rodeiam ao assistirmos um filme do gênero e que não podem ser rejeitadas. Que venham muitas morte e sangues para nossa alegria.

Post inspirado no "O Horror do Terror", feito pelo blogueiro Rafael de Carvalho.


Dica do Post:

Comemorando 40 anos e aproveitando que o post é sobre cinema, assistam - novamente também -, o ÓTIMO 2001 - Uma Odisséia no Espaço (Stanley Kubrick). Quem já conhece o trabalho de Kubrick, sabe da excelencia e da magestade com que o diretor conduz uma câmera. A intelectualidade junto à crítica à uma politica e uma sociedade de época, faz com que o filme não envelheça e ainda nos faça pensar. As dúvidas são muitas e é impossível negar isso. É um show de filosofia na ficção científica, e sem duvida alguma, uma das maiores obras-primas já realizadas no cinema mundial. Sem mais.

9 comentários:

Larissa Bohnenberger disse...

Eu gosto de filmes de terror. Mas dos que realmente metem medo. Por isso ando decepcionada com o gênero atualmente. Eu quero ficar uma noite sem dormir depois de assistir a um filme de terror! Será que é tão difícil, meu Deus???

Rssss!

Freddy Simões disse...

O último filme de terror que me chamou um pouquinho a atenção foi "1408". Recentemente, tive vontade de vomitar ao assistir a uma porcaria intitulada "A última chamada" (se não me engano, o título era esse). O gênero está totalmente prostituído com esses filminhos clichês que não assustam nem uma criança de 7 anos! Não se vêem mais filmes de terror como "Drácula de Bran Stocker", "Cabo do Medo", "O Exorcista", "Psicose", "O iluminado", "Misery (Louca obsessão)", "Fargo", "O silêncio dos inocentes" etc. Enfim, é falta mesmo de bons diretores!

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"A ressurreição do disco de vinil na era do download e da pirataria"

Leia e comente no blog "Café Cultural":

http://cafe-cultural.blogspot.com

O ANTAGONISTA disse...

rescentemente, a coisa mais assustadora que vi foi um filme dos Ursinhos Carinhosos que passou na HBO... cara, nos quase 4 segundos que assisti aquilo, fiquei realmente traumatizado. Assustador mesmo! rs....
Quanto ao gênero terror, acho que a indústria tende a seguir alguns modismos. Quando uma receita dá certo, vem atrás uma avalanche de filmes parecidos. Não vi nada de interessante nesse gênero ultimamente, nada que me fizesse perder o sono.

Valeu.

L.S. Reis disse...

Olá Diego!
Entrei no seu blog um dia desses, li e li um monte de coisas, e na hora de postar meu comentariozinho (que a tanto tempo vc não vê!) meu pai chegou pra usar o computador urgente, rs. Acontece. ^^
Achei muito legal a sua breve e abrangente análise (vc é bom nisso) dos filmes de terror! O que tenho reparado é que realmente essa coisa de cair na mesmice tem acontecido não somente com os filmes de terror, mas com o cinema hollywoodiano de uma maneira geral... Tenho assistido alguns filmes made in outro lugar ultimamente e visto como existem multiplas formas de fazer cinema e multiplas histórias que ainda não foram contadas!... Ficar só nos blockbusters já perdeu a graça a um bom tempo, e acho que mais pessoas tem descoberto isso! Admito que não assisti uma versãozinha japonesa que fosse, nem do Chamado, nem do Grito. Mas meus respeitos a Cloverfield, simplesmente genial! \o/
Cara, mas me diz o que é aquela "placa" preta em 2001?! A força maior e onipresente (Deus)? Acho que nunca teremos respostas pra maioria das perguntas que aquele filme deixa, rs.

Abraços, meu rapaz (escrevi demais)! É sempre bom ver vc aqui firme e forte ^^

Danilo Moreira disse...

Faz tempo q eu nao vejo um filme de terror. O ultimo q vi foi Jogos Mortais.

Mas concordo com esse excesso de repetição de fomulas, só pq deu certo os produtores e diretores investem naquilo de maneira tão pesada que nao percebem que uma hora caira no enjoo.

Felizmente, a arte do terror sempre se reinventa, e é isso que nunca lhe tira o merito de, apesar de terror, de ser também uma arte.

Abçs!!!

Te convido a mais uma sessão nostalgia, no Em Linhas.

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http://emlinhas.blogspot.com/

EM LINHAS...
Quando as palavras se tornam o nosso mais precioso divã.

Novo texto: Sessão Nostalgia 2
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Gustavo Zago disse...

realmente perdemos o verdadeiro terror!!

belissima dica!!@001 é uma obra prima!!
belo blog tb...gostei mt
visit me!
http://guiaimpessoal.blogspot.com/

Cora disse...

ei querido
atualizei
xD
bjo pra vc!

Fábio C. Martins disse...

Diego, vou confessar que não sou fã de filmes de terror. Não sei o motivo, prefiro assistir filmes engraçados e, principalmente, os mamão com açúcar. Gosto de um bom entretenimento, nada de sustos, receios, medos...

Mas, uma coisa eu tenho que concordar contigo. Os filmes de terror japoneses são fantásticos.

Abraços

Diego Moretto disse...

Pois é. Repetição de formulas, roteiros canastrões, muitos efeitos, atores ruins.... tudo isso faz com que o genero se perca no mercado cinematografico. Mas ainda há esperanças.. abs e muito obrigado pelos comentários!
Volte Sempre!