
Bom, antes de tudo gostaria de agradecer por aqui aos incentivos e aos votos dos amigos deste blog, além é claro dos convites de Meme´s e premiações - Muito obrigado mesmo. Não voltei no tempo determinado, mas não foi por desleixo, foi falta de tempo mesmo e de internet, hehehe.
Bom, acumulei bons assuntos neste meu tempo de recesso e tentarei trazer todas as semanas o que me pertubou durante esses últimos tempos.
Como eu não queria voltar com um post polêmico, e negativo, resolvi presenteá-los com a minha lista dos 10 melhores álbuns de 2007. Eu realmente espero que vocês curtam. Bom, muito obrigado à todos vocês pelo apoio.
Diego Moretto.
Os 10 Melhores álbuns de 2007
Este ano foi ótimo para a indústria da música, com lançamentos geniais e que me fez ficar bem perdido na hora da escolha dos dez mais. Entretanto, as bandas que eu pensei que estariam nesta lista, não conseguiram tal proeza. Um grande exemplo é o Linkin Park, que lançou um álbum normal, bom mas sem nada a acrescentar. O Chris Cornell lançou um álbum bem sem-graça, em que apenas sua bela voz salva o disco. O Foo Fighters quase entrou nesta lista, mas ainda não foi dessa vez. Grandes nomes como Andrew Bird, Björk, White Stripes e Vanguart também passaram perto da lista, mas não entraram. Bom, esta é a minha opinião dos melhores discos de 2007, realmente espero agrada-los.
Neon Bible – The Arcade Fire: (capa em destaque no post) 1º
Os canadenses do Arcade Fire surpreenderam a indústria musical ao lançar o fabuloso Funeral (2005), um disco complicado e de extremo bom gosto. Com o sucesso do primeiro álbum, duvidou-se da competência da banda em produzir um cd tão bom quanto foi o de estréia. Bom, em março de 2007 eles provaram que são atualmente a banda com maior habilidade e inteligência musical da nova geração. Neon Bible surpreende pelo mistério e pela deliciosa complicação – característica marcante da banda. Não apenas é preciso ser minucioso para descobrir cada instrumento usado nas canções, como também é necessário um grande atentamento às belíssimas letras, em que poesias sublimes tornam-se doces aos nossos ouvidos. Há quem duvide que a letra de Ocean of Noise é a mais bonita deste ano?
Destaque para My Body is a Cage, No Cars Go, Black Wave / Bad Vibrations e Neon Bible. Com isso tudo, o Arcade Fire não apenas leva o título de melhor álbum de 2007 como também um dos melhores desta década.
Back to Black – Amy Winehouse: 2º
São poucas as cantoras que se consagram logo no começo da carreira. Amy Winehouse é um grande exemplo disso, já que em seu segundo álbum (o primeiro por uma grande gravadora) conseguiu a proeza de ser denominada Diva.
Back to Black traz o melhor que um disco de R&B e soul podem nos trazer atualmente. Com uma voz poderosa e letras pessoais, o álbum é brilhante do começo ao fim. O hit do ano,
Rehab, tem todas as características que fazem singles estourarem na mídia, mas com o diferencial de não seguir um modismo.
É único. Me and Mr. Jones e
Back to Black também são esplendorosas canções que destoam no afinamento e no vigor de Winehouse. Infelizmente a cantora beirou ao precipício neste ano. Foram tantos acontecimentos lamentáveis que parecem ter passado 20 anos em apenas 365 dias. Nem por isso ela deixa de ficar no pódio.
Back to Black são 37 minutos de pura excelência.

In Rainbows – Radiohead: 3º
O Radiohead é a banda de 2007. Isso porquê foram capazes de não apenas nos surpreender com um brilhante disco, mas também por tomarem uma atitude notável. Já como banda alternativa (romperam o contrato com a gigante EMI), a banda anunciou que colocaria a venda o novo álbum em um site e deixaria a livre arbítrio do fã o valor do disco. A atitude foi vangloriada pelos fans e subestimada pela industria. O resultado foram milhões de cópias vendidas no site e um novo modo de vender álbuns, certamente copiado no futuro. In Rainbows já é consagrado como um dos melhores do Radiohead. Não ofusca a genialidade do Ok Computer e nem o fabulosismo do The Bends, mas nem por isso deixa de passar despercebido. As canções variam no barulho, podendo ser bem potentes (Bodysnatchers) ou suaves (Nude). Há aquela balada triste já marcante da banda (Videotape) e aquele tipo de música que nos fazem cantá-la por semanas a fio, devido a plenitude de sua bela letra (Jigsaw Falling Into Place).
Assim, In Rainbows consegue ainda ficar no pódio, mesmo tido seu lançamento em recentes 3 meses. O Radiohead novamente mostrou que ainda pretende ser os melhores da década, assim como foram no passado.
Life in a Cartoon Motion – Mika: 4º
O libânes Mika surpreendeu a todos com um delicioso disco, recheado de sons dançantes e com baladinhas que fazem qualquer um suspirar. Comparado cansativamente ao mestre Freddie Mercury – devido ao seu afinadíssimo e potente timbre vocal-, Mika ficou entre os primeiros nas paradas musicais do mundo inteiro com a totalmente única Grace Kelly, música que espelha bem o álbum por inteiro. O segundo single Love Today e a balada Any Other World, além da incrível Relax, Take it Easy são destaques excepcionais frente à um álbum maravilhoso e único. Há, tenham atenção dobrada em Lollipop - essa é genial.
The Flying Club Cup – Beirut: 5º
Não enquadrar a arte em nenhum estereótipo, atualmente, é o melhor a se fazer. Tanto pela dificuldade que certas obras apresentam quanto pelo crime de não deixar o artista se expressar do modo que ele queira sem ser criticado por isso. Voltando a falar da complicação, quem já teve a oportunidade de ouvir, em que estilo você enquadraria o Beirut? Há alguns que dizem que eles são pop, mas não concordo, acho o estilo pop muito superficial, porque o que não é pop hoje em dia não é? Mas realmente encontrar um estilo para o Beirut é uma tarefa para lá de complicada. Utilizando elementos folks com detalhes sobressaltantes folclóricos e ciganos, o grupo faz uma música extremamente diferente. Começaram com isso desde o começo da banda, com seus EP´s e seu primeiro disco bem imaturos mas já dizendo que coisa boa vinha por aí. Bom, e veio. The Flying Cup é uma obra-prima, e são de poucos discos que digo isso. O cd é de cabo-à-rabo diferente e maravilhoso. Viajante para melhor exemplificar. Este é um daqueles em que não podemos escolher as melhores, mas vejam o clip de Nantes e comprovem o que digo.
Cease to Begin - The Band of Horses 6º
Os americanos do Band of Horses conquistaram um grande público com um ritmo bem agitado e talentoso. Além uma bela capa,
Cease to Begin é um disco estupendo, em que funciona experimentações da banda inteira e, por mais diferentes que sejam as músicas, caem direitinho em nossos ouvidos. Há detalhes do folk/rock e do cowntry nas canções – algumas com grande influência desses estilos-, e o indie é uma característica que funciona no disco inteiro. O vocalista utiliza um tom vocal que nos remete às deliciosas baladas oitentetistas.Coloque o disco no carro e viaje ao som de
No One's Gonna Love You e
Detlef Schrempf. Destaques para
Window Blues,
Is There a Ghost e Cigarettes e
Wedding Bands. Brilhante!

Favourite Worst Nightmare – Arctic Monkeys 7º
O Arctic Monkeys (assim como nosso primeiro lugar da lista) lançou um notável álbum, que mexeu com os padrões musicais ingleses e mundiais há poucos anos. Eles precisavam apenas comprovar que realmente eram tão fenomenais, ou se eram apenas sortudos principiantes. Bom, no começo de 2007, Favourite Worst Nightmare chegou e colocou os caras como os novos reis do Britpop. O primeiro single, Brianstorm, trouxe uma carga grande de agitação e guitarras descontroladas, assim como há no álbum todo. D is for Dangerous e 505 são outros destaques fenomenais. Além dos dois ótimos álbuns lançados, a banda também é realmente competente no palco, característica que não deve passar despercebidas já que estamos tratando de jovens que ainda não chegaram aos 22 anos.
Young Modern – Silverchair: 8º Depois da obra-prima Diorama (2002), Daniel Johns anunciou que estaria envolvido em um projeto paralelo com seu tecladista Paul Mac (The Diassociatives) e que não teria planos para o silverchair, deixando seus fans perplexos com o que parecia ser o fim. Em 2006, a banda voltou a se apresentar e trazendo músicas inéditas, que ocupariam – em 2007-, o Young Modern, mais um disco diferente de tudo o que a banda já fez – característica louvável do grupo. Com ingredientes que vem desde a década de 70 até os dias atuais, a banda veste uma carapuça indie e nos surpreende com ótimas canções. O primeiro single, Straight Lines, começa com um irrequieto piano e explode em altos agudos na voz de Johns. Além dela, há a épica e maravilhosa Those Thieving Birds, dividida em três partes que mostram até onde pode chegar a genialidade do vocalista, tanto nas melodias quanto nas letras. Outros destaques são a única If You Keep Losing Sleep, a pesada Mind Reader e a bonitinha Low, que se sobressaem em meio a todos os ótimos sons. Felizmente a banda já anunciou um show por terras brasileiras em 2008 e um possível álbum no futuro, é aguardar e se deliciar com as novidades de uma das melhores bandas do mundo.
Era Vulgaris – Queens of the Stone Age: 9º
O Queens of the Stone Age sempre foi sinônimo de ousadia e de qualidade. Em todos seus álbuns há ambas características. Em Era Vulgaris, surpreendeu a todos pelo tom melódico e desleixado (isso é um elogio, acreditem) além da sensualidade arruaceira que presentearam os fans, mas sem esquecer da fúria que também se tornou marca registrada do grupo desfalcado liderado pelo talentoso Josh Homme. Em Sick Sick Sick e 3´s & 7´s mostram todo o ardor dos antigos álbuns, com riffs perfeitos e que nos fazem viajar nas músicas. Há também a exótica e suavemente pop Make it Wit Chu, e as estonteantes Battery Acid e I'm Designer, que levam este álbum a um patamar superior e se torna um dos melhores não apenas do ano, mas de toda carreira do QOTSA.
The Reminder – Feist: 10º
A canadense Leslie Feist é uma ex-cantora de punk que apenas conseguiu o estrelato cantando seus sons jazzísticos e sublimes. Lançou há dois anos um belíssimo álbum, ao qual ofuscou com o lançamento do incrível The Reminder, um disco bem gostoso de se ouvir e que é recheado por canções cantadas por uma interprete maravilhosa e competente. Feist coloca em suas suaves canções ritmos dançantes e brinca com este amplo universo do soul e do jazz. O tom rouco da voz da cantora (reza a lenda que é por causa do seu passado como punk), destoa talento nas interpretações. Os destaques vão para as tristes The Park e The Water, com agudos que realmente chegam ao coração, e também ao notável e divertido single 1, 2, 3, 4. Feist fica no pódio de uma das melhores cantoras indies da atualidade, ao lado da afinadíssima Cat Power e da talentosa Regina Spektor.