terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Ei, isso é uma alcatéia, não um rebanho!

Confesso que esse post não tem nenhum fundamento oficial, foi baseado em conversas começadas em mesas de bar e terminadas no messenger. Mas a opinião de mais de uma pessoa diante esse tema me incomodou profundamente.

O episódio da aceitação da libertação das duas reféns pelas FARCs foi um acontecimento de grande destaque para a imprensa mundial. Hugo Chávez, um dos responsáveis pelo feito, conseguiu o que era o seu único objetivo: melhorar sua imagem diante o mundo e com uma tacada só, desviar a atenção de seu povo e da população mundial da sua derrota no plebiscito em que decidiria o futuro da Venezuela. Atitude brilhante, diga-se de passagem.

Mas o perigo está em acharmos que a ação dos guerrilheiros na Colômbia deve ser aplaudida e que eles (como sugere Chávez) sejam rotulados como grupo político e não como terroristas. Sou claro diante isso: atitudes do MST, aqui no Brasil, já são tidas como terroristas por mim, agora o que dizer de bandidos que matam em troca de dinheiro? De pessoas que seqüestram estrangeiros (fonte de renda do país) e utilizam da Coca como meio de gerar economia? Que foram capazes de tirar um bebê de uma mãe, que ainda o amamentava, e quase deixar a criança morrer, por simples orgulho? É desnecessário dizer outras calamidades que as FARCs cometem. São sim um grupo terrorista da pior espécie, comparado com a Al Qaeda, entre outros.

O que fazer então? Infelizmente a birra de Hugo com o presidente colombiano Uribe tem seu fundo de verdade. Uribe é extremamente passivo, assim como Lula. E nem ao menos tem o poder que nosso presidente tem diante outros países. Usa atitudes erradas, como tentar acabar com a plantação de coca. Errada? Pois é, errada. A Colômbia é um país paupérrimo e tem na Coca sua principal fonte de riqueza. Não é aberto e nem aceito, mas intrinsecamente é a verdade. Milhares de famílias se sustentam trabalhando nas lavouras. Com o fim das plantações, o índice de desemprego iria subir vertiginosamente e a miséria junto à violência também. O Haiti seria o Brasil perto da Colômbia, caso isso acontecesse. É um processo árduo e lento, que vai demorar a se concretizar. As FARCs não podem continuar na ativa e infelizmente não tenho alternativas que não sejam sangrentas.

O momento para se tomar cuidado conosco (os latinos de forma geral) é agora. Chávez tem planos junto às FARCs e não serão planos benéficos com certeza. A Colômbia tem um presidente fraco q tudo indica que haverá reeleição. O nosso apaziguador – Lula -, se tornou um fanfarrão de mão cheia, pois não se decide para que lado do muro se prende e isso é perigosíssimo para o Brasil – que também tem ligações com o grupo guerrilheiro colombiano, ligações do PT e do MST, já oficialmente provadas.

A dica é que não nos encantemos por supostas atitudes heróicas, que na verdade possuem um passado sangrento e um futuro repleto de ganância psíquica e que não trará vantagem à nossa já sofrida América Latina.

DICA DO POST: Assistam (ou comprem) o fabuloso dvd da inglesa Amy Winehouse. Intitulado "I Told You I Was Trouble", o dvd traz um concerto magnifico em Londres, com um set list louvável e uma presença de palco brilhante dessa problemática cantora. Além disso tudo, há um documentário que nos ajuda a entendermos melhor este mundinho drogado e triste da melhor revelação dos últimos tempos depois do Arcade Fire. Outro dvd que chegou com tudo no mercado foi o do libânes Mika. Se com o cd nenhum parte de nosso corpo conseguia ficar parada, com o dvd ''Live in cartoon motion'', fica provado que Mika é o principal artista pop do momento. A sua potente voz, suas letras e sua presença revigorante no palco, deixam Justin Timberlake no chinelo. Para finalizar as dicas de dvds, o brasileiríssimo Paulinho da Viola lançou - já há algum tempo-, o saudoso Acústico MTV, tido pela Rolling Stone como melhor disco brasileiro de 2007. E a revista não errou. Paulinho tem o que falta à Chico Buarque e Gilberto Gil: afinação e classe no palco. Não sou fã de samba, mas me rendo à este dvd. Aproveitem!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O Umbigo Dourado

Desastres naturais, de pequenas e enormes escalas, são responsáveis por imagens tristes e assustadoras de milhares de pessoas desoladas por perderem tudo o que tinham, assim como é lamentável assistirmos reportagens vindas de países paupérrimos da Ásia e África. Todo ano, mobilizações em prol da paz e em prol da ajuda humanitária fazem parte de calendários com festas e realizações com o objetivo de se arrecadar o máximo o possível para que o dinheiro seja revertido para ONGs e instituições que realizam o ato da caridade.

O estranho é que, às vezes, a quantia juntada em tais eventos, sequer beira ao valor de uma obra de arte, por exemplo. A foto em questão neste artigo é de uma bela obra de Pablo Picasso chamada Boy With a Pipe (The Young Apprentice), e que foi leiloada e vendida para um colecionador por mais de US$100 milhões. Aos que me conhecem melhor, sabe o quanto aprecio uma obra de arte. Em meu computador tenho uma pasta no arquivo com mais de mil obras de artistas e exposições que acho fascinante e que não me canso de revê-las.

No entanto, não entendo o porquê de se pagar tanto pela beleza dessas obras. Acho que por serem fantásticas e com um conteúdo histórico sublime, deveriam ser obras sem valor financeiro e que não poderiam ser vendidas. A meu ver, é muito egoísmo querer mante-las em uma sala fechada e particular. Enquanto se gasta milhões e mais milhões em obras de arte ou em produzir importantíssimas peças em ouro, milhares de pessoas morrem todo dia devido à miséria, em tantos países deste mundo.

Será que o ignorante sou eu ao dizer que seria um melhor gasto doar à uma empresa séria e beneficente alguns milhões de dólares do que gastar o dinheiro com quadros ou peças de museu, que a não ser pela beleza, não trará mais nenhum utensílio?

Essa minha atitude na certa é desnecessária. Quando que o egoísmo das pessoas que podem ajudar vai ter finalidade e assim começar uma revolução por um mundo mais confortável?? Claro, não sou hipócrita em dizer que falta apenas dinheiro para que a situação da Etiópia se resolva, por exemplo, mas sem dúvida é um grande começo. Falo tudo isso como um grande capitalista que sou, mas capitalista por viver em um mundo que “nos obriga” a agir como tal, em uma política em que a outra alternativa é pior de se seguir. Mas ao menos, posso ter a são consciência de que ainda não sou um búfalo egoísta deste decadente mundo.

Dica do Post:
Assistam ao delicioso filme "PS. Eu te Amo". Uma história romântica com boas pitadas de humor. No elenco a talentosa Hillary Swank (Menina de Ouro) e o competente Gerard Bultler (300). Ainda em cartaz nos cinemas. Realmente ótimo. Nota:8.5

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Cuidado com este cordeiro!

O presidente venezuelano Hugo Chávez, foi o principal benfeitor responsável pela libertação das duas mulheres mantidas reféns pelas FARCs - grupo guerrilheiro colombiano. A libertação aconteceu após uma assídua e contínua negociação que já durava alguns meses. O negócio foi fechado com a libertação de Clara Rojas e Consuelo González, o que é um grande feito, visto que até hoje não haviam libertado nenhum prisioneiro de um seqüestro que dura mais de cinco anos. Apesar das desavenças, a negociação também contou com a ajuda do presidente colombiano Álvaro Uribe, que há anos tenta insistentemente combater o narcotráfico e o grupo guerrilheiro, problemas que são interligados, já que as FARCs se sustentam com o dinheiro vindo da plantação da coca colombiana. A intromissão de Chávez se deu pelo pressionamento do presidente francês Nicolas Sarcozy na libertação da refém franco-colombiana Ingrid Betancourt – pressão essa egoísta, diga-se de passagem.

Assim, semana passada Hugo anunciou o resgate, mas na data combinada não aconteceu a ação, o que gerou comentários de que essa seria mais uma idéia populista baseada no sonho de Chávez do que um acontecimento histórico. Mas o venezuelano provou o contrário, libertando essas duas reféns.

A pergunta que fica no ar é: Porque Chávez interferiu nesta negociata?

Razões há muitas. Claro que devemos acreditar que também foi por uma causa moralista e humanitária, já que esse conflito entre o governo da Colômbia e as força guerrilheira do país já dura há bons anos. Mas o motivo é mais amplo a meu ver. Hugo que quer a América Latina para ele, isso é inegável. Seu sonho Bolívar não se restringe apenas à Venezuela e ao Mercosul. Com essa ação louvável, ele conquista admiradores por todo mundo. Até o governo norte-americano se pronunciou felicitando Hugo pela intermediação na libertação das reféns. O que temos de tomar cuidado e que tudo foi planejado por ele. Os ideais de Hugo Chávez para com os paises latinos são perigosos. Lógico, não são tão ensandecidos como a revista Veja insiste em divulgar, mas são ideais que atrasariam a economia e a política de nossos paises latinos.

A carapuça de cordeiro da vez caiu como uma luva nos planos do presidente venezuelano, e cada presidente (principalmente o Uribe, no momento) deve ter ciência de que ainda é o velho Hugo, o mesmo difusor de uma cultura neo-socialista hipócrita e que utiliza de ameaças e pressões para conseguir o que almeja, e isso para mim é um defeito político irrefutável, causador de grandes tragédias que bem conhecemos em nossa história.


Dica do Post: Ouçam o fabuloso novo álbum da cantora indie Cat Power. Jukebox são canções regravadas por ela de forma brilhante, entoando uma força divina na voz rouca e com uma banda de dar calafrios. Ouçam as ótimas New York, I Believe in You e Don´t explain. Já é um dos meus favoritos para 2008...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

1 ano de Blog

Muitos duvidaram que este dia chegaria, digo isso honestamente, até eu duvidava. Mas tudo ocorreu bem e hoje orgulhosamente comemoro junto aos meus amigos conquistados nestes 12 meses, um ano de blog.

Este espaço é a minha fuga do mundo e por isso tenho grande carinho por ele. Gostaria de agradecer a todos os amigos conquistados, amigos bloggueiros que desejo muito debater qualquer assunto q seja em uma mesa de bar algum dia.

Comemorando o aniversário, reformulei todo layout do blog. Com a ajuda do brilhante Arne Balbinotti, moldei o que parecia o ideal para mim de um blog, e acho que consegui construir o meu objetivo. Ok, foram madrugadas difíceis – sou bem complicado-, enchendo o pobre Arne com minhas idéias e rindo demais de nossas palhaçadas (obrigado rapaz), mas o resultado final foi satisfatório. Com o tempo vocês desfrutarão mais e mais das novidades que este blog deseja proporcionar a vocês.

Para começar, cada post trará um dica. Seja ela de álbum, de música, de filme, de peça de teatro.... enfim, uma dica.

Bom, um brinde à nós e que mais um ano venha. Obrigado pelo apoio!

.Diego Moretto.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Blog em Construção por tempo bem curto...


Aniversário do blog chegando e resolvi, com a ajuda de um célebre amigo, colocar mais tijolinhos neste meu tão amado espaço. Blog em construção galera, por pouco tempo....

assistam o fabuloso vídeo narrado por Pedro Bial: uma sublime crônica sobre a vida. "Filtro Solar".
Diego Moretto.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Os 10 melhores álbuns de 2007


Bom, antes de tudo gostaria de agradecer por aqui aos incentivos e aos votos dos amigos deste blog, além é claro dos convites de Meme´s e premiações - Muito obrigado mesmo. Não voltei no tempo determinado, mas não foi por desleixo, foi falta de tempo mesmo e de internet, hehehe.

Bom, acumulei bons assuntos neste meu tempo de recesso e tentarei trazer todas as semanas o que me pertubou durante esses últimos tempos.

Como eu não queria voltar com um post polêmico, e negativo, resolvi presenteá-los com a minha lista dos 10 melhores álbuns de 2007. Eu realmente espero que vocês curtam. Bom, muito obrigado à todos vocês pelo apoio.

Diego Moretto.

Os 10 Melhores álbuns de 2007

Este ano foi ótimo para a indústria da música, com lançamentos geniais e que me fez ficar bem perdido na hora da escolha dos dez mais. Entretanto, as bandas que eu pensei que estariam nesta lista, não conseguiram tal proeza. Um grande exemplo é o Linkin Park, que lançou um álbum normal, bom mas sem nada a acrescentar. O Chris Cornell lançou um álbum bem sem-graça, em que apenas sua bela voz salva o disco. O Foo Fighters quase entrou nesta lista, mas ainda não foi dessa vez. Grandes nomes como Andrew Bird, Björk, White Stripes e Vanguart também passaram perto da lista, mas não entraram. Bom, esta é a minha opinião dos melhores discos de 2007, realmente espero agrada-los.

Neon Bible – The Arcade Fire: (capa em destaque no post)

Os canadenses do Arcade Fire surpreenderam a indústria musical ao lançar o fabuloso Funeral (2005), um disco complicado e de extremo bom gosto. Com o sucesso do primeiro álbum, duvidou-se da competência da banda em produzir um cd tão bom quanto foi o de estréia. Bom, em março de 2007 eles provaram que são atualmente a banda com maior habilidade e inteligência musical da nova geração. Neon Bible surpreende pelo mistério e pela deliciosa complicação – característica marcante da banda. Não apenas é preciso ser minucioso para descobrir cada instrumento usado nas canções, como também é necessário um grande atentamento às belíssimas letras, em que poesias sublimes tornam-se doces aos nossos ouvidos. Há quem duvide que a letra de Ocean of Noise é a mais bonita deste ano?
Destaque para My Body is a Cage, No Cars Go, Black Wave / Bad Vibrations e Neon Bible. Com isso tudo, o Arcade Fire não apenas leva o título de melhor álbum de 2007 como também um dos melhores desta década.


Back to Black – Amy Winehouse:

São poucas as cantoras que se consagram logo no começo da carreira. Amy Winehouse é um grande exemplo disso, já que em seu segundo álbum (o primeiro por uma grande gravadora) conseguiu a proeza de ser denominada Diva. Back to Black traz o melhor que um disco de R&B e soul podem nos trazer atualmente. Com uma voz poderosa e letras pessoais, o álbum é brilhante do começo ao fim. O hit do ano, Rehab, tem todas as características que fazem singles estourarem na mídia, mas com o diferencial de não seguir um modismo. É único. Me and Mr. Jones e Back to Black também são esplendorosas canções que destoam no afinamento e no vigor de Winehouse. Infelizmente a cantora beirou ao precipício neste ano. Foram tantos acontecimentos lamentáveis que parecem ter passado 20 anos em apenas 365 dias. Nem por isso ela deixa de ficar no pódio. Back to Black são 37 minutos de pura excelência.

In Rainbows – Radiohead:

O Radiohead é a banda de 2007. Isso porquê foram capazes de não apenas nos surpreender com um brilhante disco, mas também por tomarem uma atitude notável. Já como banda alternativa (romperam o contrato com a gigante EMI), a banda anunciou que colocaria a venda o novo álbum em um site e deixaria a livre arbítrio do fã o valor do disco. A atitude foi vangloriada pelos fans e subestimada pela industria. O resultado foram milhões de cópias vendidas no site e um novo modo de vender álbuns, certamente copiado no futuro. In Rainbows já é consagrado como um dos melhores do Radiohead. Não ofusca a genialidade do Ok Computer e nem o fabulosismo do The Bends, mas nem por isso deixa de passar despercebido. As canções variam no barulho, podendo ser bem potentes (Bodysnatchers) ou suaves (Nude). Há aquela balada triste já marcante da banda (Videotape) e aquele tipo de música que nos fazem cantá-la por semanas a fio, devido a plenitude de sua bela letra (Jigsaw Falling Into Place).

Assim, In Rainbows consegue ainda ficar no pódio, mesmo tido seu lançamento em recentes 3 meses. O Radiohead novamente mostrou que ainda pretende ser os melhores da década, assim como foram no passado.

Life in a Cartoon Motion – Mika:

O libânes Mika surpreendeu a todos com um delicioso disco, recheado de sons dançantes e com baladinhas que fazem qualquer um suspirar. Comparado cansativamente ao mestre Freddie Mercury – devido ao seu afinadíssimo e potente timbre vocal-, Mika ficou entre os primeiros nas paradas musicais do mundo inteiro com a totalmente única Grace Kelly, música que espelha bem o álbum por inteiro. O segundo single Love Today e a balada Any Other World, além da incrível Relax, Take it Easy são destaques excepcionais frente à um álbum maravilhoso e único. Há, tenham atenção dobrada em Lollipop - essa é genial.

The Flying Club Cup – Beirut:

Não enquadrar a arte em nenhum estereótipo, atualmente, é o melhor a se fazer. Tanto pela dificuldade que certas obras apresentam quanto pelo crime de não deixar o artista se expressar do modo que ele queira sem ser criticado por isso. Voltando a falar da complicação, quem já teve a oportunidade de ouvir, em que estilo você enquadraria o Beirut? Há alguns que dizem que eles são pop, mas não concordo, acho o estilo pop muito superficial, porque o que não é pop hoje em dia não é? Mas realmente encontrar um estilo para o Beirut é uma tarefa para lá de complicada. Utilizando elementos folks com detalhes sobressaltantes folclóricos e ciganos, o grupo faz uma música extremamente diferente. Começaram com isso desde o começo da banda, com seus EP´s e seu primeiro disco bem imaturos mas já dizendo que coisa boa vinha por aí. Bom, e veio. The Flying Cup é uma obra-prima, e são de poucos discos que digo isso. O cd é de cabo-à-rabo diferente e maravilhoso. Viajante para melhor exemplificar. Este é um daqueles em que não podemos escolher as melhores, mas vejam o clip de Nantes e comprovem o que digo.

Cease to Begin - The Band of Horses

Os americanos do Band of Horses conquistaram um grande público com um ritmo bem agitado e talentoso. Além uma bela capa, Cease to Begin é um disco estupendo, em que funciona experimentações da banda inteira e, por mais diferentes que sejam as músicas, caem direitinho em nossos ouvidos. Há detalhes do folk/rock e do cowntry nas canções – algumas com grande influência desses estilos-, e o indie é uma característica que funciona no disco inteiro. O vocalista utiliza um tom vocal que nos remete às deliciosas baladas oitentetistas.Coloque o disco no carro e viaje ao som de No One's Gonna Love You e Detlef Schrempf. Destaques para Window Blues, Is There a Ghost e Cigarettes e Wedding Bands. Brilhante!



Favourite Worst Nightmare – Arctic Monkeys

O Arctic Monkeys (assim como nosso primeiro lugar da lista) lançou um notável álbum, que mexeu com os padrões musicais ingleses e mundiais há poucos anos. Eles precisavam apenas comprovar que realmente eram tão fenomenais, ou se eram apenas sortudos principiantes. Bom, no começo de 2007, Favourite Worst Nightmare chegou e colocou os caras como os novos reis do Britpop. O primeiro single, Brianstorm, trouxe uma carga grande de agitação e guitarras descontroladas, assim como há no álbum todo. D is for Dangerous e 505 são outros destaques fenomenais. Além dos dois ótimos álbuns lançados, a banda também é realmente competente no palco, característica que não deve passar despercebidas já que estamos tratando de jovens que ainda não chegaram aos 22 anos.




Young Modern – Silverchair:

Depois da obra-prima Diorama (2002), Daniel Johns anunciou que estaria envolvido em um projeto paralelo com seu tecladista Paul Mac (The Diassociatives) e que não teria planos para o silverchair, deixando seus fans perplexos com o que parecia ser o fim. Em 2006, a banda voltou a se apresentar e trazendo músicas inéditas, que ocupariam – em 2007-, o Young Modern, mais um disco diferente de tudo o que a banda já fez – característica louvável do grupo. Com ingredientes que vem desde a década de 70 até os dias atuais, a banda veste uma carapuça indie e nos surpreende com ótimas canções. O primeiro single, Straight Lines, começa com um irrequieto piano e explode em altos agudos na voz de Johns. Além dela, há a épica e maravilhosa Those Thieving Birds, dividida em três partes que mostram até onde pode chegar a genialidade do vocalista, tanto nas melodias quanto nas letras. Outros destaques são a única If You Keep Losing Sleep, a pesada Mind Reader e a bonitinha Low, que se sobressaem em meio a todos os ótimos sons. Felizmente a banda já anunciou um show por terras brasileiras em 2008 e um possível álbum no futuro, é aguardar e se deliciar com as novidades de uma das melhores bandas do mundo.

Era Vulgaris – Queens of the Stone Age:

O Queens of the Stone Age sempre foi sinônimo de ousadia e de qualidade. Em todos seus álbuns há ambas características. Em Era Vulgaris, surpreendeu a todos pelo tom melódico e desleixado (isso é um elogio, acreditem) além da sensualidade arruaceira que presentearam os fans, mas sem esquecer da fúria que também se tornou marca registrada do grupo desfalcado liderado pelo talentoso Josh Homme. Em Sick Sick Sick e 3´s & 7´s mostram todo o ardor dos antigos álbuns, com riffs perfeitos e que nos fazem viajar nas músicas. Há também a exótica e suavemente pop Make it Wit Chu, e as estonteantes Battery Acid e I'm Designer, que levam este álbum a um patamar superior e se torna um dos melhores não apenas do ano, mas de toda carreira do QOTSA.

The Reminder – Feist: 10º

A canadense Leslie Feist é uma ex-cantora de punk que apenas conseguiu o estrelato cantando seus sons jazzísticos e sublimes. Lançou há dois anos um belíssimo álbum, ao qual ofuscou com o lançamento do incrível The Reminder, um disco bem gostoso de se ouvir e que é recheado por canções cantadas por uma interprete maravilhosa e competente. Feist coloca em suas suaves canções ritmos dançantes e brinca com este amplo universo do soul e do jazz. O tom rouco da voz da cantora (reza a lenda que é por causa do seu passado como punk), destoa talento nas interpretações. Os destaques vão para as tristes The Park e The Water, com agudos que realmente chegam ao coração, e também ao notável e divertido single 1, 2, 3, 4. Feist fica no pódio de uma das melhores cantoras indies da atualidade, ao lado da afinadíssima Cat Power e da talentosa Regina Spektor.




sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Pequeno hiato....

Olá galera!!!!
Bom, aos que me visitam com frequencia, peço desculpas pelo transtorno de falta de posts. Bom, estou de segunda à segunda estudando para a segunda etapa do Vest-UFES, e são mais ou menos, 11hrs por dia de história, portugues, literatura e redação. Por isso não tem sobrado tempo para eu me dedicar ao blog, infelizmente.
Mas calma, não estou fechando o blog, mas acho improvável (não impossível) eu escrever um post até o próximo dia 20, que quando terminam as provas e minha vida começa a surgir de novo, hehehe.
Bom, espero não perder meus leitores fieis. Um grande abraço à todos.

Diego Moretto

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Brasil: O império da ignorância

Àqueles que já estudaram a história de nosso país nos empoeirados livros do ensino médio, com certeza reparou que desde aquela época situações visivelmente burras faziam, de forma contínua, parte de nosso cotidiano. Assumo que evoluímos, mas não foi de forma exorbitante. Fomos capazes de colocar Lula no poder, e olhem só que maravilha, duas vezes!

No jornal de hoje estava divulgada a noticia de que descobriram mais casos de mulheres presas junto a homens no Pará. Para àqueles que não acompanharam o caso, um delegado (muito inteligente por sinal), colocou uma jovem de 15 anos em uma cela com mais de dez homens. Não preciso mencionar o final disso. E ainda por cima, o delegado/crânio queria subornar a família da moça, para que pudessem mudar a certidão de nascimento da vítima.

Além disso, em mais uma atitude inteligente, foi colocado em pauta para votação a elaboração de mais um feriado no país, desta vez a favor o Dia da Consciência Negra. Bom, vamos com calma. Ninguém mais acha que nosso país já esta saturado de feriados?? No programa Debate (MTV) uma das defensoras dessa magnífica idéia alegou que os negros brasileiros precisam ser lembrados pelo menos um dia. É inacreditável. Com uma colocação dessas, a coitada atrasa mais ainda a luta contra o preconceito. É triste ouvir certas coisas.

Ainda tocando no assunto ‘preconceito’, em São Paulo, suspeita-se que 3 pessoas foram mortas por neo-nazistas. Essa notícia entra neste artigo pois vestir uma camisa manchada por anos de sangue e humilhação, é a maior ignorância que se pode ter hoje em dia. É inaceitável que grupos vangloriem um sinônimo de um passado triste e vergonhoso, como foi o da época do nazismo. Por isso que das citadas, essa é a maior e mais revoltante.

O pior é que noticias assim são de praxe nos noticiários de nossos dias. Realmente, a educação é o maior déficit de nosso país. Enquanto isso, nosso presidente (figura ilustre deste artigo), continua a lutar pela aprovação do CPMF – que se fosse bem planejado e usado com eficiência, seria realmente um imposto necessário-, tornando também essa uma histórica derrota de seu governo. Infelizmente.

sábado, 17 de novembro de 2007

Cultivando The Secret - O Segredo











Em 2007, fomos surpreendidos com um livro e um documentário que prometia mudar a vida de todos, transformar desejos em realidade de uma maneira fácil, que até então poucos conheciam, mas que sempre foi usada pelos maiores gênios já existentes. Fala-se do Segredo, ou simplificando, a Lei da Atração, que seria nada mais do que atrairmos, por meio de muita convicção e força de vontade, tudo o que buscamos usando apenas nosso pensamento. Complicado? Ok, funciona mais ou menos assim (segundo o documento):


Todos nós possuímos desejos. Algo que queremos muito, seja lá o que for, dinheiro, casamento, um carro, uma casa, um emprego...não importa. Segundo o documento, podemos obter o maior dos nossos desejos apenas usando o poder da mente. Sim, a mente é poderosa, segundo a teoria. Ao focalizarmos em nosso objetivo de maneira convincente, emitimos sensores para o Universo que nos devolve aquilo que realmente lutamos por meio de nosso pensamento, já que esse é o motor de nossas vidas - segundo a teoria. Tudo de bom e ruim que aconteceu conosco, foi devido o estado de espírito que nos encontrávamos. Ou seja, se você estiver mal, seu dia será mau, tudo que há de ruim terá maior probabilidade de acontecer com você. O que seria o contrário, caso acordasse de bom humor.

Lógico que não é fácil assim. A teoria funciona, mas não dessa forma simples. Na verdade, a esperança já é de caráter humano, e não vem de uma teoria.

Quem não o viu (ou leu) o The Secret – O Segredo, recomendo que o façam. Já adianto que é chato e enfadonho, mas traz algo que realmente falta em nós no dia-a-dia: A esperança diária de que tudo melhorará.

De forma mascarada e usando uma fábula teórica, o documento realmente nos alerta de que em plena era capitalista, não adianta baixar a cabeça e pensar que tudo se resolverá com o tempo, que não vai acontecer. O ímpeto diário, que devemos ter ao acordar todos os dias, a motivação, o desejo de ser feliz, tudo isso faz parte quando queremos uma boa vida, mesmo que estejamos passando por momentos incrivelmente ruins.

O documento nos faz compreender que não adianta criarmos uma rotina semanal sem acreditarmos que faremos isso para cumprirmos algum objetivo. Temos de acreditar em si próprios e ter sempre algo em mente, seja o que for, mas que faça ser grandioso para enfrentar os perrengues com muita vontade.

Então é isso, foque em um objetivo e lute por ele. Tente cumpri-lo o mais depressa que puder para que outros objetivos também venham em sua vida. Acredite em si mesmo e não esqueça que a força, a chamada Lei da Atração, é seu próprio suor. O Segredo é a sua fé. Boa sorte na sua cultivação!


Cultivação do bloggueiro: Passar na prova da UFES (25/11) com boa colocação...

"Escritores da Liberdade"

É com grande honra que recebo do blog O Antagonista, o selo Escritores da Liberdade. Aliás, o nome do selo é também o nome de um fabuloso filme com a Hilary Swank, que recomendo a todos que assistam.
O selo é repassado à todos “escritores - mesmo os amadores- que libertam tudo o que sentem e dividem com pessoas que nem mesmo conhecem”.

Os meus 5 indicados são:
Blog Poesia e Palavrão: O blog que me fez gostar de poemas e poesias. Sem mais.

Blog Coisas que Eu Vivendo: Ter abilidade para descrever viagens e momentos pessoais não é para todos, e em seus textos o bloggueiro tira de letra.

Blog Folhetim On Line: Ler um livro on line não é lá essas coisas, mas quando se trata de uma história cheia de altos e baixos e publicada por capitulos, tudo fica bem diferente.

Blog O Avesso da Vida: Divagações simples mas que fazem a diferença em nossas vidas. Tudo em forma de poemas sublimes.

Blog Championship Vinyl: Fazer rir é uma tarefa incrivelmente dificil, e o Rob faz em seus textos como se fosse a coisa mais facil do mundo.

O selo se encontra ao lado do meu blog. Obrigado ao Vladir mais uma vez. E Parabéns aos premiados.

domingo, 11 de novembro de 2007

A errada escolha do caminho mais fácil

No Espírito Santo, um deputado (em breve o nome), alegou estar criando uma emenda em que proíbe a realização de festas raves, com o intuito de acabar com a vasta proliferação de drogas “nesses” ambientes. Provavelmente, a medida foi tomada após diversos jovens ficarem em estados deploráveis (e contabilizando até uma morte) após participarem de uma rave no Rio de Janeiro.

Bom, festas raves têm mesmo fama de ambientes onde drogas rolam soltas, mas será que é só lá?? Garanto para vocês que estão lendo aqui que não. É difícil hoje em dia não acharmos locais onde não possam ser encontradas drogas, sendo que até em igrejas (acreditem...) já foram apreendidas tais substâncias.

O que mais entristece, é que alguém com um cargo de deputado, tenha uma idéia tão equivocada. O que tem de se fazer é aumentar a fiscalização nas festas e micaretas espalhadas pelo país. Existem vários tipos de festa, raves ou não, todas com certeza vão ter algum tipo de droga rolando. Não se trata do tipo de música, do tipo de público e nem do tipo do evento. Drogas estão por todos os cantos.

Aumente a fiscalização, o policiamento, o revistamento entre outros artifícios, porque terminar com um evento é ridículo e ignorante - além de anti-democrático. Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor, quando será que vão aprender?

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O Terceiro Sexo


Há pouco tempo, uma polêmica campanha publicitária italiana, gerou um alarde muito grande em todo mundo. A campanha mostrava um berçário e vários bebes com uma pulseirinha indicando o sexo de cada um, inclusive o homossexual (foto1).

Houve uma revolta por parte de conservadores italianos e de várias partes do mundo, que considerava a campanha além de ofensiva, horrorosa.
A questão é, porque ofensiva? Ou melhor, porque tal campanha ainda é considerada polêmica?
Referente à campanha, a utilização de um bebe e sua pulseirinha de recém nascido, serviu mais para provocar uma atenção maior mesmo, de um caso que já saturou a forma de preconceito e que não devia nem ser mais debatido.

Há algum tempo, o atual presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, afirmou ingenuinamente que em seu país não havia homossexuais. Digo ingenuinamente, pois não acredito que pessoas sejam gays por opção e a campanha ajuda refletimos nisso.

É triste ver qualquer forma de preconceito, e mais triste ainda quando tal discriminação aconteça em atual século, sendo que relatos de casos homossexuais existem há muito tempo.

Não tem como saber se a pessoa nasce gay ou não, acho que só quem realmente é para nos esclarecer, mas já que combatemos por anos a fio e com sucesso, discriminação contra mulheres e negros (por exemplo), é inegável que essa é mais uma das metas de nossa sociedade, já que ter preconceito é a ignorância restrita a cada um, e com tantos problemas maiores e mais nojentos para nos preocuparmos, porque não acabarmos com algo tão ridículo? Se as críticas são baseadas em relatos bíblicos, tal livro também diz que todos são iguais. É botarmos a mão na consciência e vermos que não estamos mais na Idade Média.

Foto 2: Marcas de Chibatadas em Iraniano assumido homossexual e que fugiu de seu país.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Cobertura Tim Festival 2007 - Vitória e Curitiba













Vitória, 29/10

Cat Power: A norte-americana Chan Marshall (Cat Power é pseudônimo), abriu a noite do segundo dia do Tim Festival na cidade de Vitória. Mesmo que seja por acaso (seria a canadense Feist, que cancelou de última hora), Cat Power (foto1)e banda fizeram um magnífico show. Fazendo um bom balanço de sua carreira, e cantando covers inusitados, a cantora começou com um público bem tímido, sentados, situação que permaneceu até alguns acordes do que viria a ser Satisfaction e a chamada de Chan para o palco. Voz magnífica e presença de palco que funciona. Destaque para o exímio baterista e para a interpretação moderna de New York New York. Decepção da não-improvisação da música Free, uma de suas melhores canções e que a platéia pedia com clamor.

CirKus with Neneh Cherry: O melhor show do Tim Festival em Vitória. Empolgação, bagunça, críticas aguçadas, músicas extremamente boas e um carisma contagiante. Neneh Cherry e seu marido Cameron McVey (líder do CirKus), eram energia pura e única. Músicas desconhecidas pra mim, mas que nem por isso deixou der ser um ponto fraco na apresentação da banda, que mesmo não falando português como Cat Power, animou mais do que a cantora americana. Destaque para o magnífico show por inteiro (Neneh deve se tornar integrante do CirKus) e para o belíssimo conjunto vocal: Neneh, Cameron e Lolita Moon.

Curitiba, 31/10

Hot Chip: Bom, devido a abertura dos portões ter atrasado demais e o show ter começado pontualmente, mesmo com uma fila enorme, pude ver apenas o finalzinho do show. Fantástico, para quem gosta da banda eletrônica, viram a qualidade dos caras. Infelizmente eles não são tão fiéis assim aos álbuns lançados, mas comandam uma pick-up poderosa.

Björk: Mesmo sendo o show mais criticado do festival em Curitiba, o que vi foi uma explosão de viagens no show da magnífica Björk (foto2). A voz aguda e fiel, as cores vibrantes e diversificadas, a alegria se encontrando com a melancolia, o cenário fantasioso...tudo isso. O show foi sem noção de bom e só não foi melhor devido ao grande atraso que teve, infelizmente. Destaque para Bachelorette, o que foi essa música???

Arctic Monkeys: Esse era por mim um dos mais esperados da noite. Os macacos chegaram tímidos, magros e jovens. E ficaram por isso mesmo. Cumpriram o papel certinho, fizeram umas piadinhas, mas faltam amadurecer muito como rockstars mainstreans. Destaque para o final fodástico com A Certain Romance - mesmo com um repertório bem esquisito, faltando músicas incríveis como 505 e D is for Dangerous. Aliás, apenas 45 minutos de show doeu...

The Killers: Aí estão os reis do festival. Curvem-se ao bigodudo Brandon Flowers, porque ele é o cara! Hallowen, show lotado, última banda… Não precisava demais nada pra deixar o Tim Festival perfeito. HC, Björk e os Monkeys já tinham valido cada centavo gasto no ingresso, mas os Killers chegaram e fecharam o festival com chave de ouro e cravejada de diamantes. Com um repertório bem escolhido, um cenário magnífico e uma apresentação perfeita, o título de melhores do festival é sem dúvida deles. Lindo a platéia acompanhando hits como Mr. Brightside, Somebody Told me e a belíssima All These Things That I've Done. Em Read My Mind também houve cantação, pulos e gritos eufóricos da platéia animada. O único possível gafe foi não tocarem o sintetizador maravilhoso da música On Top - mas quase não é um defeito. Destaque para a performance de Flowers (foto3) e o show em si.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Quando irão aprender?

Na última quarta-feira, durante uma reunião para decidir o futuro da UFES, diversos estudantes “protestaram” contra a reitoria aceitar as propostas oferecidas pelo governo por meio do projeto REUNI – que pretende reestruturar as universidades públicas do país. A proposta tem como objetivo aumentar o numero de vagas nas universidades e melhorar a qualidade de ensino. Entretanto, o “excelente” plano do reitor Rubens Sérgio Rasseli (foto), da UFES, se resume em usar o programa governamental para aumentar as vagas e melhorar a estrutura física da universidade, sem aumentar a quantidade de professores e de materiais para aulas praticas.

Logicamente, os alunos preparam um protesto, idéia mais do que bem vinda neste caso. Mas, na ocasião, o que se viu foram abusos incalculáveis por parte dos protestantes. Portas destruídas, vidros quebrados, pessoas machucadas, perigos de vida, foram apenas algumas das características do que deveria ser uma luta pela ignorância.

Ainda sou a favor de protestos, mas isso que aconteceu na UFES, passou longe de ser um. Isso se chama vandalismo, para àqueles que se vangloriaram por estar lá.

Pelo visto, estamos longe de poder desfrutar de um poder que tanta as vezes foi tão benéfico à nossa nação.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, 2006


Assim como já foi dito em um post anterior, a qualidade dos filmes nacionais está inteiramente a par com qualquer país do mundo. Hoje em dia, dizer que filme brasileiro é inferior a qualquer outro, é pura ingenuidade. O escolhido do ano para tentar uma vaga no Oscar 2008 é um grande exemplo disso. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias é revigorante. Uma trama alegre mas que esconde um fundo bem triste. Disparidades difíceis de se fazer com eficácia, mas que o diretor Cao Hamburger o faz e prova ao mundo que o cinema brasileiro não se restringe apenas à Cidade de Deus.

[SINOPSE] Em 1970 o Brasil e o mundo pareciam virar de cabeça para baixo, mas a maior preocupação na vida de Mauro, 12 anos de idade, tinha pouco ou nada a ver com a proliferação das ditaduras militares na América do Sul ou com a Guerra do Vietnã. Seu maior sonho era ver o Brasil tri-campeão do mundo. Mauro se encontra naquele momento de transição da infância para a adolescência. É nesse ponto de virada que ele se vê obrigado a viver longe dos pais quando, por serem de esquerda, são forçados a viver na clandestinidade e deixá-lo com o avô. Mas algo inesperado sucede com seu avô. E o garoto fica sozinho sem poder avisar os pais. Quem acaba tomando conta de Mauro é Shlomo, o vizinho do avô, um velho judeu solitário, funcionário da Sinagoga. Essa convivência inesperada resulta, para ambos, num mergulho em mundos desconhecidos do qual emergem, cada um à sua maneira, bastante amadurecidos.Enquanto espera um telefonema dos pais, Mauro aprende a encarar uma realidade muitas vezes difícil e dolorosa, mas que tem seus momentos de alegria e descoberta. Ele se vê sozinho e repete assim, de certo modo, a saga de seus avós - imigrantes judeus - sobrevivendo num mundo novo. A partir daí, entram na vida de Mauro, além de Shlomo, o zelador da sinagoga com quem é obrigado a morar; a irreverente Hanna, pouco mais velha do que Mauro, com seu enorme talento para apostas e novos negócios; a jovem Irene, que incendeia a imaginação de todos os garotos do bairro; o Rabino, um fanático torcedor do Corinthians; Ítalo, filho de italiano envolvido em movimentos estudantis, Edgar, goleiro mulato do time do bairro, entre outros. Com seus novos amigos, Mauro divide, entre muitas outras coisas, sua paixão pelo futebol, as primeiras descobertas da sexualidade e seu desejo de recuperar a felicidade sufocada pela ditadura.

O roteiro, feito e revisado por 4 roteiristas, é belamente montado e inteligente. A utilização da paixão do menino Mauro pelo futebol e a adoção da Copa de 70 como fundo tema, foi espertamente cabível, logo que o alegre momento é ofuscado pela repressão da ditadura. Vê-se que esta era a intenção dos roteiristas e do diretor Cao, já que em diversos momentos, Mauro torce para o Brasil e em outros torce para que seus pais cheguem em seu fusca azul.

Aliás, a escolha de Michel Joelsas para o papel do menino foi um grande acerto. Com caras e bocas certas, Michel consegue conquistar o publico pela doçura e pela boa interpretação. Assim como a menina Daniela Piepszyk, que interpretada a geniosa Hanna, que a cada aparição, rouba a cena de uma forma talentosa. O filme é recheado de boas atuações, e surpreendentemente as melhores são de atores desconhecidos, como Germano Haiut, intérprete do excêntrico judeu Shlomo. Até uma breve, mas interessante, participação de Paulo Altran há na película.

Cao Hamburger merece todos os créditos do longa. Com este filme, o diretor prova sua facilidade e sua qualidade em trabalhar com crianças em filmes. Tendo um tema forte como a ditadura, Cao consegue suavizar com rostos infantis um tema histórico tão triste. Seu mérito se estende desde à escolha de músicas brasileiras na trilha sonora até as locações paulistas atuais mas que mantém o cenário de décadas atrás. Genial. Mesmo tendo acertado na escolha de Michel, acho que seria válido a escolha de um ator mirim com mais cara de brasileiro, mas é um detalhe.

O Ano... não tem grandes chances de entrar na disputa de melhor filme estrangeiro no Oscar. Mas tem mais chances do que teria Tropa de Elite, isso sem dúvida. O filme já tem em dvd, mas os cinemas brasileiros voltaram a exibi-lo, por isso, não percam. É o segundo melhor filme brasileiro do ano.

Nota: 9.0

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Demagogias brasileiras

A operação de guerra presenciada em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, na manhã de ontem, foi um cruel retrato da onipotência dos policias cariocas diante a bandidagem no Rio de Janeiro. Com cenas semelhantes às vistas em filmes hollywoodianos de guerra, com helicópteros e muitos tiros, apesar dos 300 policiais em ação, houve um sangrento massacre com direito a um policial e um garoto de quatro anos mortos à tiros. Lógico que isso não é uma dura crítica ao trabalho da policia, que conseguiu aprender um grande números de armas e drogas além de aumentar a população no complexo presidiário brasileiro, mas o susto de ver uma cena daquelas, nos faz pensar ainda mais a que ponto chegamos.

Não querendo me restringir apenas a falar do Rio (estados do Norte e Nordeste – por exemplo-, também contém índices preocupantes de violência), mas já me restringindo, a situação presenciada chega a ser superior do que seria considerada caótica. E o mais triste é que não vemos reações de protestos vindas de parte alguma. Na verdade, é o contrário. Àqueles que acompanharam o ótimo Tropa de Elite no cinema, se deram conta da alegria das pessoas que assistiam ao filme nas cenas de violência? Claro, não foi o cinema em peso, mas em certas partes violentas do longa, reações de espanto ou de indignação, deram lugares a fortes gargalhadas ou expressões cômicas. Realmente é o cúmulo. Muitos não acreditam, mas aquele é um retrato fiel (e mais leve, diga-se de passagem) da realidade dos morros cariocas. É triste ver como alguns não dão a mínima para o que acontece de ruim em nosso país.


Voltando ao massacre de ontem, o que será que acontecerá com a família pobre daquele garoto de 4 anos morto? Será que receberão uma ajuda do governo, para suprir algumas despesas – caso tenha sido um policial o assassino culposo-, ou caso tenha sido um dos traficantes o atirador, vai ficar tudo por isso mesmo? É estranho perguntar essas coisas, já que sabemos as respostas, mas depois do que aconteceu ao apresentador Luciano Huck e depois do alarde que se formou por ter acontecido aquilo à ele, é revoltante deixar passar tudo em silêncio. Aos que não sabem, Huck teve seu relógio Rolex roubado por dois homens armados há algumas semanas. O apresentador disse em um artigo, que sentiu muito medo na hora do assalto e ficou revoltadíssimo por ter acontecido à ele, um pai de família. Um dos trechos do artigo dizia: “Como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa”, afirmou. Me desculpem, mas sou obrigado a rir disso. Lamento profundamente que isso aconteça TODO DIA em nosso país, mas o caso foi levado à uma altíssima sindicância, tendo já – rapidamente-, dois suspeitos detidos. A revista Época de semana passada, trouxe Huck na capa e com a manchete: “Ele Merecia?”. Bom, claro que a resposta é não, mas não é ele em especial. O João ou a Maria que trabalham 16 horas por dia e ganham 2 salários mínimos por mês também não merecem ser assaltados, e são. Até você que lê este artigo, quantas vezes foi ou teve algum amigo que sofreu um assalto? E por isso foram capa de revistas, ou tiveram seus casos apurados com rapidez? Sem dúvida que não. Bem provável que o apresentador usou de boas intenções ao escrever o artigo, ao levar o caso à imprensa e coisas assim. Mas o que se formou, foi mais um retrato fatídico do Brasil, em que segurança e prestamento de ajuda policial, é reservada apenas a um punhado da população, que vivem uma vida bem diferente da maioria dos brasileiros.


Em um ano em que a Policia Militar e Federal, fazem um belíssimo trabalho de buscas e apreensões – principalmente em bandidos de colarinho branco-, somos surpreendidos (ou não) com acontecimentos que nos fazem perder a esperança em nosso país. Quando será que vão colocar mais policiais nas ruas deste país? Quando aumentarão as condições para que a Policia possa competir com os traficantes? Ou melhor, quando tudo isso irá melhorar? Me perdoem, mas não tenho as respostas.


OBS: Leiam os comentários no artigo do Huck....

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Luto, Reconhecimento, Meme e mais...

Seria até indigno de minha parte não deixar o blog em luto pela perda de mais um gênio neste ano. O da vez, é uma das pessoas mais célebres que já trabalharam neste país e a cada entrevista dada, ou a cada espetáculo produzido, deixava-nos com uma carga enorme de conhecimento e satisfação. A figura em questão é o brilhante Paulo Autran (foto1), rei dos palcos tupiniquins e responsável por deixar-nos com uma vasta obra que vai de livros à televisão – passando exclusivamente pelo teatro, onde cada uma das 90 peças, foram de ficar registradas na história. Esse cara sem dúvida alguma vai fazer falta neste nosso quase aculturado país.

Bom, como havia dito no post crítica do filme Tropa de Elite, poderia ter de reescreve-lo, já que o diretor Padilha argumentou que a versão final do filme era bem diferente da comercializada no mercado negro da pirataria. Bom, não há diferenças gritantes, por isso o post 1 e o 2 não mudarão.



O excelente blog do Vladir Duarte – O Antagonista-, ofereceu o selo “Vale a Pena Conferir” à este blog com uma descrição interessante (Obrigado rapaz!). E assim, também tenho de oferecer o selo a mais 5 blogs. Bom, escolha difícil, mas vamos lá: Irei pegar os cinco links que atualmente encabeçam a minhas lista de recomendações e como são blogs fabulosos e variados, vai ser um prazer oferecer este selo a eles:

Butique da Severina
Click Filmes
Interesse Coletivo

Em Linhas

Dorian Carvalho




Quando já sentia falta dos interessantes Meme´s que rodeiam este mundo da bloggosfera, o Dorian Carvalho me presenteia com o “Meme dos Códigos Literários”, que resume-se a abrir o livro mais próximo, ou seja, que estiver ao alcance da mão, abri-lo na página 161 e copiar a frase completa, publicando a mesma no seu próprio blog, criando por assim dizer, um clone (na forma) do post do desafiante.

Minhas escolhas:

“- Se algum erro cometi, foi o de acreditar na hipnose coletiva que colocava o PT como partido da honestidade, da ética e da transparência”.

Livro: O Chefe por Ivo Patarra.

Bom, este Meme também têm de ter mais cinco indicações. E elas são:

Pensamentos Equivocados
Championship Vinyl
Abrace o Mundo

Laboratório de Idéias
O Avesso da Vida

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

In Rainbows by Radiohead (2007)

Renovação. Precisamos disso em cada momento de nossa vida e em cada parte que nos envolve. Muitos condenam uma boa renovação. Falando na música, em plena era da luta de gravadoras contra downloads ilegais, bandas que se renovam a cada novo trabalho, como o silverchair, criam uma constante mostra de talento e abre um maior espaço com seus fans, o que é essencial nesta era da internet. Reflexões a parte, os fabulosos Radiohead, lançam – de forma inovadora-, o sétimo álbum da carreira da banda, e sobe direto para o pódio de seus trabalhos.

In Rainbows foi colocado a venda em um site pela banda, e o preço quem escolhia era o próprio fã comprador. Isso mesmo! O preço varia de 0 à 100 libras nessa nova empreitada da banda, que não possui gravadora desde seu último trabalho, há 4 anos. O bloggueiro que vos fala – como grande fã do Radiohead-, comprou o álbum por 6 libras, o que gira em torno de uns R$22. Apesar do preço que me propus a pagar, não me arrependo, o álbum vale mais.

A banda não revolucionou apenas se tratando da venda de álbuns on line. Ela se próprio renovou. In Rainbows é moderno e absolutamente bom, sem perder as características essenciais que fizeram o Radiohead uma das principais bandas da década passada.

O álbum abre com a contagiante – e pior do álbum-, “15 Steps”, música bem dançante e diferente, mas perdida dentro do repertório. Mas logo chega "Bodysnatchers", para continuar a pancadaria deliciosa, sendo uma das melhores do cd. "Nude" chega e somos obrigados a colocar no repeat, de tão suavemente boa e triste que ela é. Em seguida, temos uma amostra do que as vezes o Coldplay tenta ser: "Weird Fishes/Arpeggi" é um ótimo Britpop com uma levada setentista que nos faz vibrar. Cansados de vibrações alegres? "All I need" é um bom descarrego de emoções. Melancólico ao extremo, lembrando a triste "Fake Plastic Trees" – sucesso estrondoso do grupo inglês. Continuando com a tristeza, Thom Yorke nos presenteia com a belíssima "Faust Arp", música cheia de cordas e com um vocal bem sossegado, cheios daqueles famosos sussurros do Thom. A instrumentação diferente se faz devidamente bem em "Reckoner", com guitarras ondulantes, bateria rápida e um vocal suave demais, contrastando voz e instrumentação. Por vezes enjoativa, "House of Cards" é aquela música que você não vê a hora de acabar para ir para a próxima faixa, mas não consegue passar para frente de uma vez, pois ela tem uma qualidade intrínseca. Quase no fim do disco, a ótima e forte "Jigsaw Falling into Place" chega para tentar ficar no pódio do disco, de tão boa que é. Outra que deve ficar muito no repeat. E por fim, a já bem conhecida dos fans, “Videotape” fecha o álbum tristemente bem. Com uma voz calma, chorosa e doce, um piano leve e uma bateria estranha, torna-se uma das mais adoradas do álbum, e o faz por merecer.

In Rainbows se tornou um dos melhores álbuns de 2007. Ainda não chega a ser tão brilhante como o Ok Computer ou o The Bends, mas é melhor do que os outros quatro lançados. Thom Yorke mais uma vez mostra que é um dos principais músicos dessa geração, assim como foi na passada. E junto ao Radiohead, continua brilhando neste infinito musical.

.5 estrelas de 5.

As 5 melhores faixas do álbum:

  1. Nude
  2. Jigsaw Falling into Place
  3. Weird Fishes/Arpeggi
  4. Videotape
  5. Bodysnatchers
.DOWNLOAD.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Decepção Política... para variar um pouco.



*Manchete do Folha On Line de 08/10/2007:

"Partidos escalam Gretchen, Ronaldo Esper, Sérgio Mallandro e Viola para puxarem votos"

Precisa decorrer sobre tal absurdo? Depois não sabemos o porquê de nosso país não ir a frente. O pior, que se tais "candidatos" forem realmente concorrer, uma legião votará neles, assim como foi com o Clodovil, que está fazendo "muita" coisa no Congresso.
Nada contra a disputa nas eleições com candidatos que são (foram) celebridades, mas as escolhas dos partidos são dignas de chorar. Triste ler algo assim...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A Luta de poderosos egocêntricos


Nesta semana, entrou no ar como canal aberto, a nova empreitada da Rede Record, intitulada Record News. Funciona como um canal de notícias 24hrs, levando agora informação à todos, sem escolher classe e nenhum outro modo de classificação. A idéia é extremamente maravilhosa, principalmente no Brasil, onde os canais abertos se preocupam apenas em obter audiência em cima do pouco conhecimento do brasileiro, por meio de programas televisivos dispensáveis de tão fúteis.


No entanto, idéias boas devem ser contestadas, isso estão fazendo bastante com a Record. Críticas duras têm sido feitas ao canal, alegando que o canastrão Edir Macedo estaria fazendo lavagem em cima do canal. Mas aos que desconhecem, Record News é a antiga Rede Mulher, canal ao qual Macedo era dono legítimo. E como, se tratando de canais televisivos, não se pode ter mais de um dono, seria meio do que impossível o pastor estar controlando os dois canais. Alertando-os que não defendo de forma alguma Edir Macedo, Igreja Universal, Rede Record nem nada. O que quero é realmente colocar em pauta o atrevimento que se tem ao criticar uma boa idéia, útil à população, coisa que estão fazendo de sobra nos fóruns de discussões na internet. O que é engraçado, é que esses mesmos fóruns, ditos seguidos por falsos intelectuais, não param para pensar que retirando este canal do ar, deixarão apenas a futilidade da TV aberta brasileira a disposição de todos.

Para piorar, uma certa emissora de grande porte nacional (dizem que faz “plin plin”), teria recorrido à Brasília para impedir o canal em questão de ir para o ar. Aliás, a discussão entre essas duas emissoras está incrivelmente quente. Uma acusa a outra de estar perdendo audiência. Outra devolve dizendo que o povo a prefere sempre, e por aí vai. Realmente não há nada mais ridículo.

A idéia de um canal aberto com notícias 24hrs é fantástica. O povo brasileiro merece também estar a par do que realmente acontece no mundo e não o que tem de caber na grade dos telejornais. O medo é que, já que a financiadora do Record News realmente seja uma igreja, algumas notícias sejam mascaradas e tudo fique na mesma. Torcemos para que não.

In-off: A Playboy da Mônica Velozo já está nas bancas, enquanto isso, Renan Calheiros se prepara para responder a mais 3 processos ao qual é o principal culpado. Será que virará mais uma pizza no Congreço Nacional ?? Ooops, hoje fiquei em dúvida como se escreve CongreÇo........ alguma dica? hehehe