quarta-feira, 4 de julho de 2007

O Fabuloso Cinema Nacional

Neste 2007, mesmo se estando apenas no 1° semestre, provou que o cinema nacional já pode ser considerado de tamanha qualidade, digna de filmes americanos ou europeus. E não se fala em qualidade de grandes produções, que escondem má qualidade de roteiro e atuações, por exemplo (igual a filmes como Quarteto Fantástico 2). O cinema brasileiro, apesar de não ter verbas para orçar uma grande produção, vem trazendo cada vez mais brilho e inteligência em seus roteiros, direções e atuações.

É o caso do excelente Não Por Acaso, que além das primorosas atuações, traz uma inteligentíssima história, daquelas que até Freud dúvida.

O intrigante Baixo das Bestas e o bem humorado O Cheiro do Ralo, também são exemplos de qualidade digna daqueles deliciosos filmes franceses.

A pergunta que fica, é por que a demora para se mostrar tanta competência no cinema nacional, sendo que o que dá qualidade a essas atuais produções não são as explosões, os carros de luxo e nem as locações caríssimas, como é nos filmes americanos? A resposta fica no ar... talvez seja pela pequena abertura que havia no passado para os talentos que tentavam de alguma forma mostrar sua capacidade e não podiam, por ser um mercado muito restrito as grandes classes. Realmente é uma interrogação.

Apesar de que no passado também houve filmes grandessíssimos, mas eram coisas raras, visto a quantidade de longas produzidos.

A projeção no exterior, nunca veio com tanta intensidade como atualmente. Apesar de temos filmes como o antigo O Beijo da Mulher-Aranha aclamado internacionalmente, foi o Cidade de Deus que levou o nome do Brasil ao patamar de qualidade reconhecida fora do nosso país. Para quem não sabe, o filme ficou quase dois anos em cartaz nos cinemas de Nova Yorque, além de ser indicado a três Oscars- ofuscados azaradamente pelo filme O Senhor do Anéis. O diretor e roteirista, Fernando Meirelles, é tido como uma das mentes brilhantes no mundo cinematográfico atual.

O que falta ao brasileiro, para ter mais sucesso lá fora, é inteligência na escolha dos filmes enviados para escolha de indicações em grande festivais, como o Oscar ou Cannes, por exemplo. Ano passado, devido ao tamanho da bilheteria arrecada, o enviado ao conselho julgador do Oscar, foi o filme Os Filhos de Francisco. Uma boa produção, mas não digna de ser indicado a um prêmio como o Oscar.

Assim, com filmes como O Céu de Sueli, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, Central do Brasil, Anjos do Sol, Antônia, entre os já citados e muitos outros que circulam nos cinemas e locadoras de todo o país, o Brasil fica entre os primeiros dignos de reconhecimento por estar trazendo obras cinematográficas de grande magnitude. Torcer o nariz ao ouvir falar de cinema nacional já não é algo mais a ser feito por nós brasileiros, pois produções que primam por qualidade estão todos os meses nos cinemas e vale a pena conferir.

domingo, 1 de julho de 2007

Será que o Pan vale a pena?

Faltando um pouco menos de 11 dias para a realização dos jogos do Pan no Brasil, a população crítica brasileira se divide sobre valer ou não a pena sediar este importante evento em um país como o Brasil. O Governo (federal, estadual e municipal), gastará em média total, um valor de aproximadamente R$ 1,8 bilhão.

Segundo o Ministro do Esporte Orlando Silva Jr., o Pan “é um investimento que nós acreditamos ser positivo. O saldo será importante para o Rio, haverá um legado na área de instalações esportivas, de segurança pública, na capacitação dos nossos recursos humanos (que estarão mais capacitados para eventos de grande magnitude) e, sobretudo, haverá uma grande projeção do Brasil no exterior. A expectativa é positiva na construção da imagem do país no exterior”, disse ele durante a 14ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional do Esporte.

Uma boa imagem lá fora, sem dúvida que é imprescindível para o Brasil. O evento do Pan é um dos mais importantes do esporte mundial. Ter a sede aqui no Brasil, é uma honra inigualável. O problema é que parece que tal evento mostrará um Brasil, ou melhor, um Rio de Janeiro para estrangeiro ver. O forte investimento - e rápido, pois somos despreparados para receber tal evento-, fará de tudo para que as imagens de guerras civis entre traficantes e policiais, os trombadinhas das praias cariocas e a nossa famosa corrupção, passem despercebidas pelos olhos de quem virá de fora do país. O que eles não lembram, é que há a mídia, o simpático povo brasileiro e a incompetência no Brasil. Semana passada, na favela do Alemão, houve uma terrível batalha de policiais contra traficantes, em uma mega operação que resultou em inúmeras mortes. Até chegar o dia do Pan, o sangue derramado nesta favela ainda não terá sido limpo. Acontecer um planejamento/prática de vingança por parte dos traficantes durante a ocorrência dos jogos, não é uma idéia descartável.

Sem dúvida que os jogos do Pan trarão resultados favoráveis ao Brasil no futuro. Mas o que incomoda, é saber como foi tão fácil conseguir tanto dinheiro (R$ 1,8 bilhão) em tão pouco tempo para o investimento nesses jogos, sendo que existe uma demora suprema para liberar verbas para construção de mais hospitais, escolas, investir em saneamento básico e segurança, entre outras coisas que este país não agüenta mais esperar das autoridades atenção.

Não é correto ignorar àqueles que não concordam com a realização do Pan-Americano no Brasil. O Brasil tem outras prioridades?? Tem sim, mas se fosse colocar em uma balança, o resultado favorável venceria. Bom vai ser quando blogs de estrangeiros começarem a apontar os problemas que temos aqui no Brasil. Será um tiro no pé daqueles que tentaram, através de R$ 1,8 bilhão, mascarar a vergonha que está nosso país. E viva o Carnaval!

sábado, 30 de junho de 2007

Mais indicações!!!




É incrível como algo que parece ser tão simples acaba por nos fazer ter ímpeto para continuar com aquilo que mais gostamos. Este mês de junho, repito, foi pesado demais. Problemas surgiam de todos os lados, e escrever aqui no blog já não estava sendo algo tão corriqueiro, o que me fazia perder um pouco de prestígio. Mas nesta última semana, recebi cinco indicações para dois tipos de premiações diferentes. Uma como já foi relatado, é o Prêmio do Blog com Tomates, e outro, ao qual darei ênfase neste post, é o Prêmio 7 Maravilhas da Blogosfera.

Anteriormente, a minha indicação para o Prêmio do Blog com Tomates, havia sido do Rob Gordon, e passei o prêmio de acordo com o tema, numa escolha bem difícil. As novas indicações vieram pelos também amigos blogueiros Jeff McFly e o Arne Balbinotti. Bom, não farei outra lista, continuarei com a que eu já tinha feito no antigo post.

O Jeff, além de me prestigiar com o Prêmio Tomates, também me indicou como uma das 7 Maravilhas da Blogosfera, assim como fez o Dragus, outro amigo que sempre me visita com comentários geniais e que me presenteou com esta maravilhosa indicação.

E seguindo as regras, indicarei mais 7 blogs que para mim não devem ficar de fora da votação. Além de ser sem ordem de números (era para mim ter feito isso antes, na lista dos Tomates, que não segue nenhum tipo de ordem...), colocarei também aqueles que ficaram de fora da antiga lista, e que são espetaculares. Bom, vamos lá:

  • Folhetim On Line: O blog além de ser uma ferramenta divertidíssima, pode ser uma boa mostra de talento não reconhecido. Assim, montar um blog e postar uma contínua história em que em um futuro não muito distante pode virar um livro é uma idéia sensacional se for uma boa história e se for bem escrita. O que é o caso do blog do Fábio Martins. Quem esta acompanhando a história sabe que talento não foge a este blog.
  • Championship Vinyl: Blogs com conteúdo engraçados é o que mais tem por aí. O problema é definir quantos são de qualidade. O blog do Rob varia muito de humor, tem aquela coisa escondida nos textos, que só lendo para descobrir. Ele é capaz de tirar gargalhadas até de um mega show como foi o do Velvet Revolver no Brasil. Genial.
  • Panorama Internacional: Blogs com temas políticos, com opiniões revoltantes e bem escritas sem dúvida estão entre meus favoritos. Este blog que indiquei chega a doer, pois além das características citadas, é estonteante de tão bom. O Arthurius, que também possui um ótimo de contos, é bem conciso nas palavras e passa a idéia com clareza e com uma opinião muito bem formada.
  • Standard Songs: Música de qualidade é uma das coisas que mais aprecio, sendo assim, muitos blogs são de grande importância, por mostrar coisas novas ou trazer informações de coisas antigas. Este blog traz isso. Música de qualidade e que me faz sempre voltar para conferir novidades. Vale a indicação.
  • Poesia e Palavrão: Confesso que são poucos blogs de poesias e contos que paro e leio. Mas o blog do Henrique é incrível. Não tem nada falando de dor de cotovelo, amor surreal e platônico. Varia de posts engraçados, com poesias realistas. Algumas crônicas, de tão bem escritas, parecem reais.
  • Sem Título Ainda: O assunto de blog que talvez eu mais tenha asco é o “pessoal”. Mas, mesmo sendo isso raro, o blog do Rafael é show de bola. Aqui ele coloca sua opinião sobre filmes, sobre acontecimentos de sua vida, entre outros. Sempre de forma engraçada e bem escrita. Vale a pena.
  • Meninos Eu Vi: Blogs pessoais, que contam fatos de vida, opiniões sobre temas pessoais, e chorosos são algo chato demais de se ler neste mundo da blogosfera. O problema que tudo tem exceção. O blog deste jornalista, traz fatos interessantíssimos sobre suas viagens pelo mundo afora, e algumas reflexões que de tão bem escritas, nos fazem realmente pensar demais no que foi proposto. Coesão e inteligência são as principais qualidades deste blog.

Bom, aí estão meus 7 indicados. Não indiquei nem o Blog do Arroto, nem o Pensamento Equivocados e nem o Butique da Severina, que apesar de serem ótimos, foram os que me indicaram (Jeff, Dragus e Arne, respectivamente). Bom, agora é esperar os resultados. Dedos Cruzados e que vença os 7 melhores!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Crueldade tem idade?





















Há pouco tempo, quando o ponto de discussão foi a tragédia com o menino João Hélio – em que um menor é apontado como um dos mentores do crime-, a polêmica sobre o caso da diminuição da maioridade penal de 18 para 16 anos deu muito o que falar à todos nós brasileiros. Aqui no blog mesmo já houve um duro debate sobre se devia ou não diminuir a penalidade. Na época do caso do João Hélio, o ponto de vista era de que uma diminuição da penalidade seria um tiro no pé, pois resolveria um problema de consternação social mas tornaria o assunto “presídio” um inferno. Mas este tipo de ponto de vista pode mudar, principalmente depois deste último final de semana (mesmo que principal caso não tenha menores envolvidos).

Madrugada de sábado, 23 de junho, a doméstica Sirlei Dias Carvalho Pinto, de 32 anos, foi brutalmente espancada por 6 jovens enquanto esperava um ônibus. Sirlei havia sido confundida com uma garota de programa (o que não justifica em nada o ocorrido. E se ela fosse mesmo uma prostituta, mudaria algo?), e por isso recebeu chutes e socos, além de ter a bolsa e um celular roubados. O detalhe, é que os jovens são universitários de classe média – nenhum com menos de 18 anos-, e já se encontram presos, com seus devidos e caros advogados a disposição.

A pergunta que fica é a de que, por quanto tempo estes jovens ficarão presos? Pedidos e mais pedidos de absolvição por parte de seus pais já foram deferidos à justiça. Segundo o pai de um dos agressores (que, aliás, ameaçam Sirlei pela denúncia), manter o filho preso é desnecessário, pois o “susto” já valeu de lição e ele (o filho) estuda e trabalha. Hehehe, perdão, mas imaginem se fosse uma inversão de classes, ou seja, se os agressores fossem filhos de domésticas como Sirlei e a agredida fosse uma moradora de um dos prédios luxuosos na Barra da Tijuca-onde os acusados residem. Teríamos no mínimo uma prisão bem longa para os miseráveis detidos.

O caso se assemelha muito com aquele ocorrido em 1997 em Brasília, quando cinco jovens filhos de juízes atearam fogo em um índio pataxó, que dormia em um ponto de ônibus. Aos que não sabem, alguns desses jovens (não sei se todos), exerceram a profissão dos pais e hoje, trabalham, inclusive na área tributária. Ou seja, justiça pro brejo, o que não é muito raro se tratando de quem tem dinheiro neste país, concordam?

O caso de violência entre/cometidas por jovens vem aumentando cada vez mais neste país. Principalmente nas escolas. O que tem de recentes notícias sobre aluno batendo em professor é de assustar qualquer um.

Não tem como saber qual solução de curto prazo tomar, e nem se há solução assim. Educação em casa é o primordial. O que em boa parte não tem. Os pais, preocupados com o bem estar dos filhos, deixam por conta de boas escolas, o que não resolve os problemas de moral e educação interior- ou princípios-, que cada pessoa deve aprender com sua família. E no caso de jovens de periferia, que são rodeados pela violência, a base da educação é na escola. O investimento em psicólogos e pedagogos nas escolas públicas, é uma boa alternativa para tentar colocar um pouco de disciplina nos alunos.

O primeiro parágrafo trata da diminuição da maioridade penal, mas será justificável prender um jovem que já convive com a violência desde seu nascimento sem tentar ao menos trata-lo? O parâmetro de discussão destes jovens violentos, ricos ou não, deveria ser estudado com cuidado e ser julgado por casos, e não por um todo. As vezes, o que a massa pensa ser uma solução, é apenas o início de um problema bem maior. Um dos principais erros dos brasileiros é querer tudo resolvido o mais depressa o possível, sem ao menos ter um profundo estudo de caso. Sirlei, João Hélio, entre outras vítimas, são apenas algumas (das muitas) pessoas que buscam soluções mascaradas por um problema bem maior, e que quando caem a máscara, se torna tarde demais.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Prêmio “Blog com Tomates”

Mesmo o mês de junho ter sido o pior mês para este blog, é com grande satisfação que informo aos meus leitores da indicação do meu amigo Rob Gordon como um dos cinco melhores blogs, na sua opinião, que contribuem para os direitos fundamentais dos ser humano. Bom, este é o primeiro prêmio que o blog Diego Moretto recebe nestes seis meses de existência, o que já é de grande euforia para o blogueiro.

Seguindo as regras do jogo, também indicarei mais cinco blogs que gosto bastante e que se inserem bem no tema. Lembrando que um dos requisitos para as indicações, impostas pelo prêmio, é de que o conteúdo do blog contribua para os direitos fundamentais dos ser humano. Por isso que muitos dos blogs que eu também leio regularmente ficarão de fora destas indicações.

  1. Fernando Teixeira: Além desse blog ter sido o difusor para a formação do meu, o conteúdo, principalmente os artigos que falam de política, possui uma garra e uma revolta bem interessante. O que, na minha opinião, são papéis fundamentais para um blogueiro. As críticas severas, as soluções apontadas e bem desenvolvidas fazer deste um dos meus favoritos.
  2. Formador de Opinião: O blog do Omar serve muito como ponto de apoio na formação de minha opinião. O conteúdo é crítico e escrito de excelente forma. Lendo tal blog, me sinto na era do tropicalismo, lendo aqueles jornais proibidos pela ditadura.
  3. Apenas Perspicaz: Denúncias são cruciais para vermos onde e como estamos vivendo. Servem como “abre-olhos” e, se vem na forma de blogs, nos faz refletir sobre assuntos que deveriam ser do interesses de todos. Assim é com este blog que lhes indico. Os artigos possuem uma inteligência significante e que realmente faz a gente pensar no assunto proposto.
  4. Dorian: O blog do Dorian é um dos mais completos quando se trata de assuntos fortes e necessitam de reflexão. Principalmente assuntos políticos. Escrito deliberadamente de forma padrão, a crítica vem suave e por isso nos faz pensar tanto em determinado assunto. É um dos meus favoritos, sem dúvida.
  5. Abrace o Mundo: Falar em Direitos Fundamentais dos Seres Humanos é meio restrito. Este blog amplia esta visão e nos leva também à assuntos que envolve tudo o que é vivo. Típico blog pessoal, mas com o diferencial de ser escrito por uma pessoa inteligente e com opinião formada, sem assunto direto. Mesmo em tão pouco tempo de existência, com este tema do prêmio, seria impossível não indicar este blog.

Lógico que não está em ordem alguma. Os listados são blogs que eu visito sempre e que as vezes são capazes ou de mudar minha opinião ou de me fazer refletir por um tempo incrível. Mais uma vez agradeço ao Rob pela indicação e trago o link do Blog com Tomates, para que os indicados também listem seus cinco favoritos nesta categoria.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Além das mãos atadas, agora vendas nos olhos e fita isolante na boca!


Antes de tudo gostaria de pedir as minhas sinceras desculpas aos que passam por aqui sempre, por estas quase duas semanas sem posts novos. Problemas que iam da mente, passavam pelo escolar e chegavam até os sentimentais aconteceram tudo em menos de 11 dias. Por isso a falta de tempo para escrever. Mas bem, não desisti dessa maravilhosa forma de relaxar. Trago de uma vez só três posts novos e variados, começando com um político (em duas semanas aconteceu muita coisa por aqui, hehehe), uma crítica do filme Shrek 3 e uma reflexão de indignação com a própria mídia. Espero realmente que gostem e novamente perdoem-me pela desatenção.
Diego Moretto.

Há poucos dias, o presidente Lula (pra variar), pediu caridosamente ao povo brasileiro que evitassem falar mal do Brasil, usando o seguinte argumento: “Vocês não vêem os franceses falando mal da França, os italianos falando mal Itália, e nem os ingleses da Inglaterra (...)”.

Não tem mais nada o que se falar. O nosso caro presidente, além de tudo, agora deseja que o povo brasileiro também se cale ou se esconda dos diversos problemas que atualmente assolam o país. Lula usou da esperteza ao dizer tal frase, logo que seu irmão – a quem comparou à um lambari, devido sua “inocência” no caso dos lobistas corruptos-, foi acusado de participação no caso de um falso lobby e o presidente do senado, Renan Calheiros, a quem já confidenciou admiração, se encontra envolvido em um mar de acusações sérias, e apesar das evidentes provas, se mantém em liberdade para provar a possível falsa inocência.

É fácil compreender a atitude do caro presidente, já que recentemente as revistas e os jornais comprovaram que seus principais programas governamentais, motivo de vanglorizações por parte do mesmo, são na realidade mais um “barco furado” desta era Lulista.

O sistema de cotas provou que não é eficaz ao aceitar, dentre dois irmãos gêmeos totalmente idênticos, apenas um deles. Além disso, provou-se também que o Bolsa-Família anda funcionando apenas no quesito de diminuir a fome e a dissipação dos alunos pobres na escola. Decerto que são bons resultados, mas a meta de educação proposta por esse programa, realmente não flui de modo algum. Boa parte dos beneficiados ainda continuam com notas bem inferiores às necessárias, além de que os pais beneficiados não querem trabalhar para não perder o beneficio. Isso mesmo, rs. Nas regiões rurais, por exemplo, os agricultores dizem que anda difícil encontrar ajudantes, pois os “trabalhadores” não aceitam carteira assinada, pois assim perderiam o benefício, e sem carteira assinada, os agricultores são multados pelo governo, ironicamente o incompetente causador de tudo isso. Além desses problemas, as famílias pobres beneficiadas com o Bolsa-Familia não recebem nenhum tipo de impulso ao trabalho, nenhum curso de qualificação nem nada, tornando-se dependentes da ajuda do governo.

Além disso, semana passada no Espírito Santo, alguns parlamentares estavam tentando derrubar uma das poucas coisas sólidas para combater a corrupção que ainda existem no congresso: A Lei de Improbidade. Segundo a constituição, a Lei de Improbidade dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional. Ou seja, combate diversos tipos de corrupção na política. Se é com eficácia ou não, ainda é cedo pra dizer – foi criada em 1992-, mas só aqui no estado (ES), mais de 400 políticos já foram indiciados sob denúncias de corrupção. Muitos, assim como eu, desacreditam que tal lei funcione devidamente (Brasil né?!), mas só em ter o nome do político envolvido estampado em manchetes de jornais acusados, pela Lei de Improbidade, de envolvimento em algum caso de ladroagem, já é de bom tamanho.

Parece o bastante para menos de duas semanas, mas ainda há a gafe da nossa ministra do turismo, Marta Suplicy. Em plena crise aérea que não se resolve nunca, disse uma infeliz frase, que apenas mostra o quanto o Brasil está aquém de resolver essa mazela.

Assim, lendo tudo isso que aconteceu em menos de duas semanas, juntando com a violência, com a inépcia das autoridades entre outros males de nosso país, é bem difícil ficar calado, observando apenas as belezas de nossa terra. Não Lula, não somos ignorantes à ponto de ver tanta miséria acontecendo e não fazermos nada, nem falar. Mesmo a frase usada ter sido falsa (francês não falar mal da França??), é bem possível que não tenha surtido efeito nenhum nos brasileiros, o que já é de grande alívio. Ser passivos diante tantos problemas tudo bem, já acostumamos, mas ficar calado e omisso, e ainda se passar por ignorantes, isso não caro presidente, isso não.

Shrek Terceiro


No ano em que as trilogias cinematográficas ocuparam grandes produções no cinema mundial, o mundo das animações vem também muito bem representado com o terceiro filme do ogro mais famosos da história: Shrek.

[SINOPSE]Quando seu sogro, o rei Harold, fica doente, Shrek é apontado como o novo herdeiro do reino Tão Tão Distante. Como não está a fim de abrir mão de seu querido e aconchegante pântano, o ogro convoca seus amigos, o Burro e o Gato de Botas, para fazer com que o príncipe Artie, primo de Fiona, assuma o reino. Por sua vez, a princesa Fiona e suas amigas tentam impedir que o Príncipe Encantado dê um golpe de Estado e assuma o poder.

Começar falando das partes técnicas é covardia para as animações de grandes empresas. Em Shrek terceiro, o trabalho gráfico é perfeito. Os mais surpreendentes são os personagens humanos, que são incrivelmente bem feitos. As dublagens...bom, assistir ao filme dublado é melhor. OK, pode parecer mentira, mas as piadas fluem melhor com os dubladores brasileiros do que com os americanos. O “substituto” do falecido Bussunda como dublador do Shrek, cumpre direitinho o papel, sem cometer deslizes e se adaptando bem à figura dócil/rústica do ogro.

O roteiro foi bem trabalhado, mas mesmo assim às vezes cai na mesmice. Neste terceiro filme, a história é bastante prejudicada por um detalhe que faz Shrek perder toda aquela magia que nos conquistou no primeiro filme- mais abaixo a explicação. Pelo que parece, foram doze roteiristas trabalhando no projeto, e conseguiram fazer um trabalho bem legal, mas nada extraordinário. As piadas variam das bem boladas para as repetitivas, mas ainda conseguem tirar boas gargalhadas, principalmente no final.

Falando sobre a história, é incrível o que fizeram com o pobre personagem Shrek. O ogro feio, rabugento mas de bom coração sumiu. No lugar entrou um ogro apenas de bom coração, e feio, claro. O anti-herói que conquistou fans pelo mundo inteiro virou herói de carteirinha neste terceiro filme. As responsabilidades como marido, como pai e como ser humano vêen carregadas neste longa, com lições de moral constantes e que fazem ficar por ora indiferente às outras animações.

A trilha sonora do filme, assim como nos outros dois, é excelente. E podem deixar, que no finalzinho tem mais um show do burro, o personagem mais legal da trilogia.

Shrek terceiro não traz nada de novo, como fez seu primeiro. Ainda há as tiradas, ironias com os contos de fadas e tudo o mais, mas este lado “sentimental” demais atrapalhou o encantamento que os dois antecessores ainda mantinham. Mas apesar das críticas, o filme é bem legal, vale a pena assisti-lo nos cinemas. E vai uma dica: Assista este filme, se puder, sentado (a) ao lado de uma criança de não mais do que 6 anos. As constantes gargalhadas inocentes na sala durante a exibição, roubam a cena e dão mais créditos ao longa. Boa sessão!

Nota: 8.0

A atual importância dos, segundo críticos, marqueteiros


Aproveitadores de situação, falta de originalidade, e mesmice são apenas algumas das diversas ofensas proferidas por aqueles que seguem o rótulo de críticos da cultura. Nada contra, ao contrário, uma crítica especializada e competente nos ajuda e muito a compreender e adotar coisas de qualidade no nosso dia-a-dia. Mas quando isso extrapola o senso e afeta assuntos que soam como úteis à sociedade, torna-se um sério problema.
Vamos pegar o assunto do momento e tentar analisar quem está com a razão ok?!

A situação do mundo visto aos olhos do Aquecimento Global traz à todos nós preocupações mais do que grandiosas, pelo menos àqueles que reconhecem que estamos no limite.
Pois bem. Tornando-se o assunto do momento, a cultura em si, vem questionando o posicionamento da sociedade e da política diante esse problema. Mas o que poderia ser louvável, as vezes é passado pela imprensa como atitude descartável.

É difícil ser mais claro pela falta de dados, mas começamos exemplificando exemplos como o do excelente documentário “Uma Verdade Inconveniente” (foto1), feito pelo ex-vice presidente Al Gore. Antes de o filme ser premiado com o Oscar, havia muitas críticas contrárias ao longa, vejam: “... Al Gore abusa de imagens chocantes e repetitivas, que aliás podem ser encontradas em qualquer site de vídeos na internet. Tanto alarde para nada. Impressionista, apenas isso.” Frase usada em uma resenha do filme no jornal O Globo.

Outro também que vem seguindo os passos de Al Gore, é o ator Leonardo di Caprio, que foi a Cannes divulgar um documentário do mesmo seguimento do de Al Gore, e defendeu a preservação do mundo, e assim, foi também criticado por isso, sendo até chamado de “aproveitador”.

Mas a atitude mais cretina, sem dúvida alguma, tem ocorrido com os roqueiros do Linkin Park (foto2). Após o lançamento do recente álbum, Minutes to Midnight – que explora nas letras e, por enquanto, nos clipes, atitudes de conscientização ecológica e social-, a imensa comparação com os U2, de forma irônica e maléfica, saem de tudo quanto é crítica especializada do novo álbum dos californianos. E o pior, trazem informações erradas, dizendo que é a nova “carona” da banda... Bom, quem já conhece um pouco da história do Linkin Park, sabe que antes do sucesso, eles já participavam de muitos projetos ambientais e sociais. Foram responsáveis pelo Music For Relief, organização que apresentava shows de artistas famosos em prol das vítimas do Tsunami e agora de New Jersey, e que arrecadou milhares de dólares até hoje. Em São Paulo, a livraria Saraiva junto à Warner, estava trocando cds e dvds do Linkin Park por pilhas e baterias usadas, o que já tornou motivo de comentários maldosos.

Tais atitudes, como a de Al Gore, Angelina Jolie (foto3), Leonardo de Caprio, Linkin Park, U2, Cristiane Torloni, entre tantos outros que estão em luta da reversão deste problema gravíssimo, mesmo que soem, ou no fundo, sejam mesmo marqueteiras, são passadas a milhões de pessoas no mundo inteiro, e é algo realmente necessário neste momento. Um dos pápeis de um bom artista, seja ele da música, ou do cinema, é passar informações concretas e de forma suave à população que o acompanha. Críticas assim não ajudam em nada na compreensão de um trabalho, e prejudicam a informação que desejam transmitir. Ao ler estas coisas, percebemos que são pessoais demais, e que fogem dos parâmetros profissionais que deveriam ser encaixadas. Já ouviram àquela máxima: “Se nem Jesus agradou à todos...”? Pois é, se aplica bem neste caso.

sábado, 9 de junho de 2007

Brasil ! Somos únicos !!!


Nesta última semana, dois acontecimentos foram realmente importantes para compararmos situações que nos diferenciam de países do primeiro mundo.

A primeira, é a reviravolta na vida da socialite e herdeira do império de hotéis Hilton, Paris Hilton. Após ser flagrada dirigindo bêbada e desrespeitar as autoridades, a patricinha foi condenada à 45 dias de prisão em regime de carceragem. Antes da prisão, o Juiz que está cuidando do caso de Paris, havia lhe concedido uma diminuição da pena, visto bom comportamento da moça. Assim, Paris teria de passar apenas 23 dias na prisão. No quinto dia de reclusão, a herdeira recebeu do xerife uma revogação de sentença, licenciando-a à prisão domiciliar, por apresentar um quadro clínico de “colapso nervoso”. Ao saber da decisão do xerife, o juiz Michael Sauer, determinou imediatamente a volta de Paris à prisão, sem direito à redução concedida antes.

Enquanto isso, no Brasil, algumas CPI´s que investigavam casos de corrupção, ainda da época do Mensalão, são encerradas por “falta de provas”. Além disso, quem não se lembra do Juiz Lalau, que no momento, curte uma prisão domiciliar, sob alegação de problemas médicos. Infelizmente ele não foi o único não. A citação do Lalau deve-se ao fato da relevância que teve seu caso na época, movimentando inclusive autoridades internacionais. Decerto que nestes últimos meses, a Policia Federal vêm fazendo um excelente trabalho na captura de bandidos de colarinhos brancos, mas o que adianta prende-los e não mantê-los preso. É só surgir um simples mal-estar (o que deveria ser considerado normal, visto que é uma prisão...), que brechas na justiça começam a aparecer, dando prisão domiciliar (liberdade?) à esse tipo de gente.

Saindo um pouco da comparação com os EUA, vamos à Europa, mais precisamente para a Alemanha, onde diversos manifestantes queimaram bandeiras, vestiram mascaras, colocaram estátuas nas ruas, fizeram passeatas nus e no auge dos protestos, entraram em confronto com a polícia local. No entanto, não graves feridos e a cidade de Rostock, foi mantida impecável, sendo que um dos motivos do protesto, era a vergonhosa demora dos líderes do G8 (os 7 países mais industrializados do mundo mais a Rússia) ao tratar de um assunto tão sério como é o Aquecimento Global.

Enquanto isso, aqui no Brasil, por volta de 200 pessoas invadiram a Av. Paulista para também protestar contra o G8. Mas o que aconteceu não foi nada pacífico: lojas foram apedrejadas, jovens precisaram ser levados ao hospital – devido ao confronto armado com a polícia-, e apreensões de armas e drogas foram feitas após o tumulto. Boa parte das 200 pessoas eram punks que lideravam um movimento contra o capitalismo.

Não haveria problema nenhum este movimento acontecer em plena reunião do G8, ao contrário, poderia ser muito satisfatório no alerta aos graves problemas que não só assolam ao mundo, mas nosso país também. O erro está na forma como foram feitos os protestos. Destruir lojas do McDonalds entre outras que simbolizam o capitalismo, se tornou algo tão contínuo que não produz efeito nenhum. É como chamar Bush de hipócrita. Bem disse o cronista Arnaldo Jabour, ao referir aos punks que comandaram este protesto na Paulista de “crianças ignorantes”. O pior é que a avenida ficou um lixo só após este protesto, contrastando com o real motivo que foi a realização dessa manifestação.

Queremos tanto ser considerados país de primeiro mundo, mas no entanto, não fazemos por onde. Estado fraco, país sem lei para ricos, protestos falhos e sem respeito. São atitudes simples de se mudar, mas parecem estar cravadas no sangue misturado de nosso povo.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Frase

“Se um crime, não importa quão grave seja, é cometido por um homem rico, ele logo estará em liberdade. Todo mundo pode ser subornado”

Anotação feita por Charles Darwin em sua visita ao Brasil no ano 1832.

Será que mudou muita coisa por aqui, mesmo depois de tantos anos? Exponham suas conclusões e reflexões. Está ou não na hora de mudarmos o país?


quarta-feira, 6 de junho de 2007

Dicas para o feriadão!

Um feriado prolongado é sempre bom não? Mas aqui no Brasil, algo que não é raridade, são os feriados. Nas duas últimas semanas, tive a oportunidade de assistir a grande maioria dos filmes em cartaz nos cinemas capixabas, acabei de ler dois excelentes livros e uma demanda muito grande de downloads de álbuns lançados recentemente pelo mundo e que ainda não chegaram no Brasil - pra variar-, funcionam como uma boa pedida. Assim, abaixo darei algumas dicas de como aproveitar o feriadão nos parâmetros da cultura.

Começando pelos filmes, atualmente em cartaz, está o mais-do-que-excelente Zodíaco (foto1). O diretor é o mesmo do filme Seven (lembram?), e apesar de todos estes anos, continua intacta a sua habilidade em nos prender diante de uma trama tão forte e surpreendente, o que já estava em falta neste atual mercado tecnológico/cinematográfico. Outro gênero de filme que já deixava saudades, é os de tribunais. Assim, Anthony Hopkins brilha em Um Crime de Mestre. Bom, só no slogan dá pra perceber a força do roteiro: “Matei minha Mulher, agora Prove!”, preciso dizer mais alguma coisa? Fascinante e Hopkins, enfim faz um papel excelente após a saga Hannibal Lecter. E para os cults, fica como indicação o belíssimo filme sul-coreano Lady Vingance. Bom, assistiram o excelente Oldboy? Pois é, Lady Vingança completa a saga de três filmes (o primeiro não vi...ainda) e apesar de não ser tão cruel quanto foi Oldboy, ainda mistura o horror humano com a delicadeza oriental. Sem falar que a trama é bem envolvente. Agora para quem está a procura de um hollywoodiano de qualidade, não percam Extermínio II. O filme 1 já foi muito bom, e o dois o supera. Não se enganem pela sinopse idiota, pois o filme é bem louco mesmo.

Mas, cinema não? OK, nada como uma musiquinha. Chame seus amigos, compre um bom vinho, alguns salmões e coloque o novo álbum do Maroon 5(foto2), o excelente It Won’t Be Soon Before Long. É bem momentos de descontração mesmo, não haverá reclamações... O quê? Sem amigos? Só com uma pessoa? Tudo bem. Temos Michael Bublé para nos salvar. Experimente colocar o novíssimo Call me Irresponsible no som do quarto, enquanto você está na cama com seu amor. Só para esquentar este frio feriado, hehehehehe. Sem namorada (o)é? Hum...então baixe o Carry on, novo disco do Chris Cornell (em breve, crítica neste blog), que bebe na veia rock. Apesar de que ouvindo algumas músicas você sentirá falta de alguém, aí é que entra o Queens of the Stone Age, com o fabuloso Era Vulgaris, pra quebrar tudo sozinho.

Após destruir o seu quarto por meio do Josh Homme, é bom relaxar com um bom romance. Escolha entre o envolvente “Memórias de uma Gueixa” (foto3) e o belo “Orgulho e Preconceito” (ambos com ótimos filmes nas locadoras, confiram!). E para os amantes de história, guerras, inteligência e sobretudo bom gosto, os dois volumes biográficos feitos pelo especialista Joachim Fest: Hitler vol. I e o II suprem este desejo, apesar que acho difícil terminar antes de acabar o feriado.

Uma última dica: A primeira temporada da divertidíssima série The Office saiu em dvd com um preço incrivelmente bom. Boa pedida para um final de semana em família. Bom feriadão a todos!!!



sexta-feira, 1 de junho de 2007

O alto preço da ignorância no poder


Apesar desta série seguir uma parâmetro mais econômico, este artigo -em especial-, não trará cifras de nada, só indignação mesmo.

Há pouco menos de uma semana, nós latinos, fomos surpreendidos com mais uma vontade do presidente (ditador?) da Venezuela, Hugo Chávez. Após consolidar o regime socialista como prioridade em seu governo, anunciar a saída do país nos tratados do FMI , OEA e Banco Mundial, além de se tornar o incomôdo da America Latina, Chávez resolve fechar uma emissora de rádio (RCTV), pelo seu caráter anti-chavinista.

A atitude de Hugo, lógicamente, foi criticada por todo o mundo, literalmente- com exceção de alguns outros países de esquerda. Na Venezuela, o caos é ainda maior. Já há algum tempo, centenas de estudantes estão saindo na rua protestando contra o fechamento da RCTV, e as imagens soltadas na imprensa, mostra um cenário triste, com policiais batendo e prendendo protestantes, incorfomados por uma decisão doente.

É ruim ver que Chávez perdeu o rumo do tempo e da lucidez. Em pleno século 21, boicotar uma transmissão de rádio é no mínimo uma atitude ignorante. Tendo um mundo onde a internet tem dominado a percepção humana, a quantidade de blogs sobre o assunto venezuelano cresceu muito diante um mês atrás. O que é maravilhoso. Lendo alguns, é possível perceber que o drama mostrado nas fotos de bombas jogadas e armas apontadas aos estudantes é bem inferior à realidade vivida atualmente no país. A Venezuela já saturou com os desmandos e a loucura de Hugo Chávez. A crise, outrora dita quase-solucionada, tende a aumentar.

Mesmo com todos os ilusórios discursos esquerdistas de Chávez, nada mudou deste sua posse. Grande parte da população ainda continua abaixo da linha da miséria, fome e mortalidade infantil não são raros casos de se ver, inflação alta e um confuso tabelamento de gasolina são características do atual governo venezuelano, que agora conta também com a não-liberdade de imprensa.

Aqui no Brasil, nosso presidente apenas disse que “é um problema da Venezuela”, enquanto que representantes do Senado se posicionaram contra a atitude de Chávez de boicotar a transmissão do canal RCTV. Lógicamente que nossos senadores sofreram duras críticas de Hugo, que disse "O Congresso brasileiro está agora subordinado ao de Washington", disse Chávez. "O Congresso do Brasil deveria se preocupar com os problemas do Brasil. O Congresso é dominado pelos movimentos e partidos da direita, que estão tentando que a Venezuela não entre no Mercosul."

Bom, é prudente que não se preocupemos com a situação ocorrida em nosso país vizinho? É difícil dizer, pois talvez tal atitude poderia não ser recíproca caso acontecesse por aqui. Mas levar esses problemas ao mundo é de extrema importância. A Venezuela está caminhando à um colapso econômico e social, pois político já entrou ha muito tempo. É triste de dizer, mas Chávez arruinou a Venezuela.

A importância da imprensa virtual direcionada à estes assuntos ocorridos na Venezuela é de suma importância, logo que quanto mais informações passadas ao mundo, mais rápido será o combate ao regime totalitário. A Venezuela poderá ser palco de uma grande revolução muito em breve. Caso aconteça, de o povo tomar partido de seu país, o resultado será satisfatório não apenas aos venezuelanos, mas à todos os países que não vem nos protestos e nas tomadas republicanas uma tática a favor da população.
É apenas questão de tempo.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Piratas do Caribe 3 - O Fim do Mundo (Pirates of the Caribbean: At World's End, 2007)

Após uma mínima espera de um ano, o último filme da trilogia "Piratas do Caribe" chega aos cinemas de todo o mundo embargado com o melhor que o mundo cinematográfico tem a oferecer, mesmo que para os fervorosos fans, seja um término meio do que decepcionante.

[SINOPSE] Lorde Cutler Beckett (Tom Hollander) e sua Companhia das Índias Orientais assumiram o controle do navio fantasma Flying Dutchman. Sob o comando do almirante James Norrington (Jack Davenport), saem matando piratas. Para salvar a pele dos que restam, Will Turner (Orlando Bloom), Elizabeth Swann (Keira Knightley) e o capitão Barbossa (Geofrey Rush) precisam reunir os Nove Lordes da Corte da Irmandade para tentar derrotar Beckett. O último que falta é Jack Sparrow (Johnny Depp), que está preso no baú de Davy Jones (Bill Nighy). Para salvar Sparrow, eles viajam até Cingapura e enfrentam o pirata Sao Feng (Chow Yun-Fat) para recuperar os mapas que os levarão ao fim do mundo, onde está o último dos nobres.

É impossível não começar essa crítica sem ao menos apontar o belíssimo trabalho técnico que este longa traz. “O Fim do Mundo”, último filme da famosa e bem sucedida trilogia “Piratas do Caribe”, se sobressai diante os outros em diversos quesitos, mas principalmente nos efeitos visuais e de som. A viagem durante o longa é envolvente, com uma trilha-sonora, ora bela e suave ora forte e sombria, e com imagens de efeito que beiram (se não chegam) à perfeição, além de um sistema de som que faz com que nosso coração fique numa intensa arrítmia. Aliás, este ano está poderoso neste quesito, com filmes como Homem-Aranha 3 e o aguardado Transformes, que promete assustar nesta categoria técnica. Que venha o Oscar!

Também se torna obrigatório se dar os créditos à maquiagem, o estrondoso cenário e o fabuloso figurino, apesar de que os estúdios Disney sempre se sobressaem neste quesito.

Bem diferente do cansativo “Baú da Morte”, “O Fim do Mundo” consegue conciliar todos os entraves deixados no segundo filme sem parecer monótono. Entretanto é bom deixar claro que as principais tomadas e mudanças no roteiro, se dão em breves momentos, o que requer uma concentração no decorrer do longa, caso contrário há o perigo de se perder durante as quase três horas de sessão.

Com o fim dessa trilogia, o que (talvez) mais sentiremos falta é do excêntrico Jack Sparrow, que brilha neste filme e consegue o tão injustamente demorado título de protagonista- para quem não sabe, este personagem devia ser secundário. Falar que Johnny Depp é um formidável ator, é a mesma coisa que falar que Gisele Bündchen é linda ou que rock´n roll é bom demais, ou seja, desnecessário. Mas é bom salientar, que Jack Sparrow ficará marcado na história do cinema, o que é raro atualmente. Com o seu jeito afetado e o ótimo humor, sem dúvida é o ponto alto da trilogia.

Créditos também a bela Keira Knightley, que enfim consegue fazer de Elizabeth Swann uma protagonista digna de protagonista, indo de empreitadas de ação à romance, sem tornar nada profissional demais. Orlando Bloon continua fazendo seu trabalho, sem prejudicar e nem vanglorizar o longa, apesar de seu personagem dar uma guinada massa neste último filme. Na verdade, ninguem desaponta neste filme, só se destacam, como Geoffrey Rush e Bill Naghy, além dos já citados. Há! A participação do guitarrista da banda Rolling Stones, Keith Richards, é muito bem-vinda. A sintonia com Depp é incrível, e apesar da pouca participação, não desaponta.

Assim, é incontestável que “Piratas do Caribe e o Fim do Mundo” seja visto nos cinemas. São quase três horas de puro entretenimento. Apesar de ser o último da trilogia, há algumas brechas que podem ser de uma possível seqüência, que é bem provável que não seja de grande sucesso. A não ser que o filme seja especifico do personagem Jack Sparrow, como já se foi proposto. Infelizmenta o filme peca em algumas perdas no roteiro, o que pode deixar os verdadeiros fans descontentes, mas a ida ao cinema para assisti-lo vale cada centavo.
Nota: 8.7

quinta-feira, 24 de maio de 2007

O embelezamento da criminalidade no Brasil

Visto a repercussão do post anterior, e algumas interpretações erradas sobre o objetivo do artigo, este novo post irá tratar de um mal que já encoberta já há algum tempo nosso país: a vanglorização da mídia e do Estado com os criminosos.

Isso mesmo. Parece estranho falar sobre isso, mas é o que acontece. Só pegando como exemplo o caso anterior, mesmo que o secretário-geral do Condepe, Ariel de Castro Alves, estivesse certo quanto ao dizer que o acontecido tinha sido um bizarro exemplo do que estamos nos transformando por causa da violência, é preocupante a garra com que ele falou que iria apurar o caso. Decerto que foi um crime sim, mas comparado à casos bem mais tristes e cruéis que acontecem contra a “sociedade justa”, em que punições e apurações são bem levianas, é revoltante tal ímpeto ao apurar o caso.

E se pararmos para pensar, isto acontece muito, principalmente em informações fornecidas pela mídia. A retratação do criminoso como mais um “vacilo” da sociedade moderna, tornou-se praxe na comunicação social, sendo ainda passada em letras de música, filmes de sucesso e dramalhões de horário nobre. Não é muito incomum ouvirmos que certo homem tornou-se bandido pois não teve oportunidade na vida. É engraçado ouvirmos isso, sério. Imaginem se todos os miseráveis deste país se tornassem bandidos? Todos sabem a resposta.
Esse é um dos principais erros que são passados à nós como História. A figura do traficante que sempre conviveu com aquele mundo e se tornou apenas mais um produto do meio, pois as portas sempre estiveram fechadas à ele, é passada continuamente à nós.

Assim, questões como a diminuição da maioridade penal e a pena de morte são assuntos considerados muito “cruéis” para serem tratados pelo Estado, que se sai como um órgão esperançoso demais, pois acredita que o assaltante que matou dois, ou aquele traficante que matou sei-lá-das-quantas, tem conserto. Deste modo, o Estado funciona mais como uma “retificadora incompetente de vidas”, em que promete que cada individuo preso, sairá com as condições necessárias para ser tornar um cidadão do “bem”.

Assim, isso torna-se um dos principais pontos fracos do nosso Estado. A preocupação em achar um motivo pelo qual tal homem se transformou em bandido e esquecer das tragédias cometidas por ele, já se transformou rotineiro nas apurações de casos e comentários sobre crimes. É impactante demais para acreditar, mas é o que anda acontecendo em nosso país, fazendo com o que o povo tome as rédeas da situação e derrame sangue culpado.

Muitos creditam a causa da violência à sociedade, o que é muito fácil de ser feito, uma vez que a sociedade é algo muito abstrato, que não tem um centro, sendo formada por um conjunto de indivíduos. Dessa forma, quando se fala em mudar a sociedade, se fala em mudar cada indivíduo para atingir o objetivo de uma forma geral. Portanto a culpa vai para a sociedade e não para a ineficiência do Estado em gerir suas riquezas, que são arrecadadas dos cidadãos.

Com isso vem em seguida a justificativa da desigualdade social. Fazendo a relação equivocada de Pobreza = Violência. O que na prática não se justifica, uma vez que vemos no Brasil que a violência não é exclusividade dos pobres. Os políticos, que tem grande poder aquisitivo e muitas influências, roubam milhões dos cofres públicos, e na maioria das vezes prejudicam não só uma pessoa, mas centenas com o dinheiro que não foi para a saúde, por exemplo. Há também muitos empresários que cometem crimes em busca de dinheiro ou poder, e eles não são pobres! A justificativa da pobreza só estaria correta sem que todos que roubassem fosse exclusivamente para sobreviver, comprar comida, e não para enriquecer.

Nosso país sofre de uma Anomia muito grande. Há um constante desrespeito das leis instituídas, e isso é muito comum de ver, basta o ato de avançar o carro no sinal vermelho, estacionar em local proibido, pichar paredes ou qualquer outra atitude que vá ao contrário do que a lei determina. Esse desrespeito cresce na medida que é tomado como bom exemplo por um número maior de indivíduos.

Muitas marcas ainda vem da época da ditadura, quando o conjunto de regras era maior e mais controlado, porém de uma forma totalitária, o que é muito perigoso. Nesta época foi criada a imagem do policial malvado e do bandido Hobin Wood, que é bom e vira ladrão para combater “as injustiças”. Partido dessa ótica vemos que o bandido é idolatrado, enquanto o policial, que está para manter a ordem, é tido como o vilão da história. Obviamente a polícia deve agir com a inteligência, da forma menos violenta possível, mas as vezes é preciso de a força para manter a ordem, e quando isso é feito muitas vezes é condenado, quando a mídia e o Estado enaltecem o criminoso e deixam o cidadão honesto desprotegido.

Não há lugar para os presos no Brasil, e nem uma forma de reeducá-los para voltar a convivência na sociedade. Isso se deve as poucas penitenciarias, leis frouxas e falta de um programa carcerário eficiente. O sujeito é preso, amontoado e ainda consegue controlar o crime de dentro da cadeia. Deveríamos fazer igual a países que colocam os presos para trabalhar e gerar seu próprio sustento, realizar obras públicas e pagar sua dívida com a sociedade, esta que só aumenta a cada dia, uma vez que a estadia do delinqüente é paga pela própria população.

Só sairemos rumo a algum destino melhor quando remunerarmos bem os policias e colocarmos os bandidos para trabalhar. Felizmente com as recentes atuações da Polícia Federal, que capturam tanto corruptos da elite quanto traficantes do morro, a imagem da instituição tem melhorado. Assim poderemos sonhar com um dia em que as crianças prefiram ser policiais à virar traficantes. Um dia onde se respeite a lei e tenha a os órgãos públicos como solução e não como causa de colapsos sociais.

Post escrito em parceria com o blogueiro Fernando Teixeira.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

“Somos Seres Racionais!” Será mesmo?


No último domingo, na Zona Sul da cidade de São Paulo, um assaltante de 26 anos foi morto a chutes e pontapés de passageiros após tentar assaltar um coletivo. O caso está sendo investigado pela Polícia Militar, que apura o caso para descobrir quem foram os envolvidos no “incidente”. O secretário-geral do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Governo do Estado de São Paulo (Condepe), Ariel de Castro Alves, disse que vai exigir eficácia no caso, visto a barbárie que foi. “A gente repudia todo tipo de violência. Toda a forma de justiça com as próprias mãos é inaceitável. Isto mostra a falta de credibilidade da polícia e da justiça no país. Não é desta forma que iremos resolver o problema da violência no Brasil”, disse o secretário.

E, mesmo parecendo estranho falar nisso, o secretário foi feliz no comentário. Ao ler uma notícia como esta, é como se voltássemos milênios atrás, na Mesopotâmia, com a Lei de Talião, ou seja, “olho por olho, dente por dente”. Mesmo levando tal lei à sério, tal atitude ainda seria injusta, visto que o assaltante roubou R$60, e por este crime pagou com a vida. Mesmo com essa violência podre que nos assola cada vez mais, será que estamos tão revoltados assim a ponto de achar que a atitude daqueles passageiros foi digna de aplausos? A quem responder que sim, perdoe, mas o senso de humanidade e o tão zelado amor pelo próximo, estão dando lugar ao ódio e a ignorância em seu coração.

Outro caso não muito recente e bem diferente vem à mente nostálgica... Em Recife, onde mortes por causa de tubarões assustam e muito, um bando de pessoas ignorantes mataram a pauladas um tubarão-martelo que veio a margem do mar procurar comida, pois olha o contraste, em seu habitat natural não há mais tantos peixes como haveria de ter. Lembrando-lhes que em Recife, o mercado da pesca é de projeção nacional. Putz, nem precisa ir muito no passado não: há umas três semanas, um grupo de leões de um zoológico matou e comeu um empregado. A sentença? Matam-se todos os leões, claro, é fácil. Fácil para o povo ver que a ignorância é um defeito de fábrica do brasileiro.

Será que lamentar as tragédias sofridas por esses animais não seria demais para um ser humano não? Bom, para muitos são apenas animais, pois desconhecem sua verdadeira função na Terra, e não sabem o quão importante é a presença desses pobres bichos. Mas tudo bem, assunto sobre animais encerrado.

O problema aqui, é a falta de percepção do povo brasileiro. Será que temos de ver sangue correndo para vermos justiça? Mesmo se for um sangue culpado? São sentimentos como esse que vemos por aí, que levou aos maiores massacres do último século. Reeducação espiritual, pelo visto, é uma tarefa que está bem longe dos lares brasileiros. Aproveitando o gancho do último post, a cara vinda do Papa no começo deste mês, que contou com a presença de milhões de pseudo-fiéis, não trouxe nem um pouquinho de bondade em nossos corações? Visto estes incidentes mencionados, tenho quase certeza de não. Só terei certeza após a leitura dos comentários....fica a reflexão....

M2M by Linkin Park (Post Definitivo).


No dia 14 de maio de 2007 o "álbum de rock mais aguardado do ano" (Folha de São Paulo) foi lançado. Como já havia vazado dez dias antes, este blog já havia feito uma crítica de primeira impressão, com a promessa de uma definitiva... Pois é, acabou a contagem dos minutos. O post foi todo modificado. Uma crítica crua e pessoal do mais novo álbum da banda californiana Linkin Park (foto 2), Minutes to Midnight (foto 1,capa). Não percam !!!

Cliquem aqui para conferir o post!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

O Alto Preço de uma Benção

Dando continuidade a esta série, nada melhor do que falar sobre a vinda do sumo pontífice ao nosso país, mesmo que um tanto tardio. Advirto-os que para não entrar em preceitos religiosos pessoais, discordantes ou não, este artigo será um tanto pequeno.

Sem trazer dados concretos, foram gastos por volta de 2 milhões de reais para que se montasse a estrutura da vinda do Papa ao Brasil. Muito dinheiro? Realmente é.

A bela recepção de nós brasileiros sem dúvida deve ter ressoado no mundo inteiro. Milhões de fiéis povoaram cada metro de passo que Joseph Ratzinger dava. Rezas fervorosas, velas acesas e belos cânticos davam a impressão de uma busca por um milagre em uma terra onde os homens estão condenando a desgraça.

Ratzinger, mesmo mantendo sua postura fria/amavel, aproveitou o momento para questionar assuntos que para o Vaticano são imperdoáveis de serem debatidos. Ora, francamente, em pleno século XXI rejeitar avanços à saúde (células-tronco) ou até mesmo prejudicar o andamento de um sistema (aborto) por causa de preceitos utilizados em épocas bem mais remotas do que a que vivemos atualmente, é constrangedor. Não é de se espantar que a igreja esteja perdendo fiéis. O mais incrível, é que situações bem mais graves e vergonhosas (pedofilia na Igreja), são tratadas com tamanha ingenuidade que chega a dar pena. O atual Papa, pelo que parece, não assumiu ainda o seu verdadeiro papel, ou talvez não saiba qual é. Em mundo onde desastres naturais ameaçam a continuação da espécie, adolescentes assassinam amigos e padres abusam de crianças, não é cabível que nosso caro Ratzinger venha condenar coisas banais, como o uso da camisinha.

Antes de sua partida, o Papa havia feito um pedido ao governo brasileiro: gostaria que fosse obrigatória a inclusão do ensino religioso nas escolas do país. Bom, chega a ser hilário, pois em um país de fortes misturas de raças e crenças como é o Brasil, tornaria-se quase um preconceito à implantação deste projeto nas escolas. Sorte a nossa que Lula enfim acertou em não atender o pedido, o que deixou Joseph bem furioso.

Realmente não precisava se gastar mais de 2 milhões pra um breve vinda como foi a do Bento XVI - que mostrou o quanto a Igreja Católica ainda pode ser comparada a hipocrisia de seus comandantes no passado: isso é referente à quantidade de ouro que o Papa vestia, seus sapatos Padra, seu luxuoso quarto entra outras mordomias que o tão falado Jesus Cristo passou longe de possuir. Mas enfim, foi uma recepção bem vinda, visto que o Brasil é o maior país católico do mundo. Entretanto, contruções de escolas, hospitais entre outros caminhos mais favoráveis para o uso deste dinheiro seriam mais favoráveis, visto a situação que nosso país se encontra. Infelizmente a fé cega, ainda é um recurso muito utilizado no Brasil para se esconder dos verdadeiros problemas. Amém...

domingo, 13 de maio de 2007

I Fórum de Debate sobre Reforma Política no Brasil Pela Justiça Social

Na última quarta-feira, no teatro do CEFET-ES aqui em Vitória, aconteceu o I debate sobre Reforma Política no Brasil Pela Justiça Social. O evento reuniu cerca de 700 estudantes, na maioria pré-vestibulandos, que vieram conferir as opiniões e as discussões sobre temas que afligem e dificultam o caminhar de nossa sociedade. Para quem pensava que seria mais uma discussão entre socialistas ou opositores ao atual governo, se enganou. O que foi passado, foi um espetáculo de força de vontade e inteligência, características essenciais para cumprir o objetivo do debate, ou seja, mudar nosso país para melhor.

Como o evento foi direcionado principalmente aos jovens, nada melhor do que expor o seu verdadeiro papel em nossa sociedade. O primeiro tópico levantado, foi algo que este blog já vem debatendo há um tempo: a passividade dominadora da sociedade juvenil nestes últimos tempos. Citando exemplos de filósofos como Platão e Aristóteles, foi-se discutido a “busca pela própria vontade”, ou seja, não devemos nos esconder atrás do medo e da ignorância. Devemos acreditar mais em nós mesmos, em nossos ideais e colocar em nossas cabeças que podemos mudar o que há de podre por aí. Cada pessoa deve ter consciência do que está errado e tentar mudar para melhor, nem que para isso seja ignorado por todos ao seu redor. Nos deixamos levar muito pelo o que os outros pensam, infelizmente.

Já entrando na política e seus erros, foi posto em pauta a questão da Fidelidade Partidária. Bom, não é surpresa alguma como anda esta situação no Estado brasileiro. No congresso, por uma oferta maior de salário ou por um cargo mais alto, políticos trocam de partido assim como trocam de roupa. Assim foi com o professor e filósofo Mangabeira, que até agora não prestou esclarecimentos à sociedade sobre sua surpresa decisão. No post sobre o Enéas, muito se foi criticado a sua participação um tanto eloqüente no congresso brasileiro, mas o que não se pode discutir, é que o PRONA é um exemplo de fidelidade partidária. E não apenas do Enéas, mas também de seus correligionários, exemplo que foi amplamente debatido pelos professores presentes.

Ainda dentro da política que envolve o congresso, se discutiu também a situação do voto no país. Pelo que parece, está em pauta para ser votado uma mudança no sistema de votação. Em algumas regiões, estão querendo fazer algo parecido com o voto cabresto de tempos atrás. Totalmente ridículo. O atual sistema de votação é eficiente, o que não é eficiente são os eleitores, mas isso discutiremos daqui a pouco, pois agora, relatarei um caso levantado no fórum e que acaba com o que se pode chamar de Democracia nas eleições: o Financiamento Público de Campanhas. Toda eleição está sendo deste jeito. Candidatos que recebem apoio de empresas (prática proibida até então), acabam com chances de outros candidatos não tão apadrinhados assim. E uma vez eleito o candidato que recebeu ajuda dessas empresas, fará com que a economia local se restrinja a apenas elas- como uma troca de favores. E porquê isso acontece? Pois a maioria esmagadora da população prefere ganhar chaveiros e camisetas à escolher um futuro melhor para o país em que vivem, o que é simplesmente vergonhoso. E ainda estão querendo acabar com a obrigatoriedade do voto. (risos), se com a obrigatoriedade já está assim, imaginem sem ela... Para muitos, é provável que praticar a votação seja uma chatice. Ok, pode ser. Mas é bom pensarmos que esta é a única hora onde todos são iguais. Não importa sua cor, seu status financeiro ou sua opção sexual, ninguém é diferente de ninguém. O rico empresário pode ficar atrás de um pobre agricultor, esperando a hora de votar. Que outras situações poderiam ter tal contraste? Para que tenhamos uma idéia do quanto é prejudicial a falta de votos, a situação atual da França foi exemplificada no debate. Nas últimas décadas, o número de votantes franceses chegou a míseros 40%, o que fez o país pagar muito caro. Lembram daquela situação caótica que tomou conta de Paris há uma década atrás? Quando imigrantes se revoltaram e destruíram tudo o que encontravam? Pois é. Nesta eleição, ocorrida semana passada, o presidente eleito, Nicolas Sarkozy, é radicalmente contrário à ocupação de imigrantes, mesmo sendo filho de imigrantes. A sua eleição gerou revolta no país e novos ataques – por parte dos imigrantes-, começaram novamente. Isso apenas para exemplificar a importância do voto.

Para fechar o assunto envolvendo a política brasileira, um sistema de Qualificação Acadêmica para Gestão Pública foi uma idéia formidavelmente discutida. Estamos cansados da ignorância de uma maioria esmagadora de políticos. Então, devia ser obrigatório à todo político – que não tivesses diploma de curso superior-, após se eleger, um curso superior especifico. Pelo menos acredito que boa parte das burradas cometidas por eles, seria descartada.

Assim, devemos não ter apenas esperanças, mais sim muita força de vontade. Aos que estão no poder e desejam ajudar – sim, existem alguns-, fica o pedido de que resolvam as bobagens feitas e parem de comete-las. E para nós, nobres mortais brasileiros, fica a reflexão deste grandioso Debate: Será que podemos mesmo fazer algo? Sem dúvida que podemos. A busca por um país mais justo e igualitário está em nossas mãos. Uma Reforma Política é só o começo para que possamos alcançar nosso objetivo. Como diz aquela musiquinha de abertura do projeto Teleton: só “Depende de nós...”

OBS: Todas as opiniões descritas neste tópico são de autoria dos comandantes do Debate, são eles: Revson Otti, Junior (Bola), Vinícius Simões, Ricardo da Costa, Claúdio Vereza, Antônio Granja e o representante do Grêmio do CEFET-ES. Claro, todas com o mesmo ponto de vista do blogueiro que vos escreve.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Um espetáculo circense chamado Congresso Nacional

No fórum do I Debate sobre Reforma Política no Brasil pela Justiça Social (nosso próximo post...), um tópico debatido foi muito interessante e mostra o quanto nós, eleitores, somos culpados pelo descaso que há no Estado brasileiro.

Esta semana, manchetes e mais manchetes divulgaram um caso que aconteceu no congresso, quando o deputado Clodovil Hernandes (PTC-SP) deixou sua colega de cargo Cida Diogo (PT-RJ) aos prantos, após chamá-la de “feia”. A deputada (foto 1) entrou na justiça contra Clodovil (foto 2) e o deputado Luiz Sérgio protocolou nesta sexta-feira na presidência da Casa, um pedido de exoneração do cargo de Hernandes, por quebra de decoro parlamentar.

Segundo Luiz Sérgio, Hernandes tem sido “extremamente preconceituoso, sexista e homofóbico”.

Clodovil até agora não deu sua colocação no caso, mas confirmou que chamou a deputada de “feia”.

É muito engraçado ler algo assim. Onde os eleitores estavam com a cabeça ao colocar Clodovil como deputado? Deixando claro que nada tem a ver com a figura Clodovil, morte ao preconceito, mas que é uma ignorância absurda elege-lo para o cargo, isto é sem dúvida. A mesma coisa com o Frank Aguiar...Como isso aconteceu? É hilário demais para debatermos. Este comentário pode se contradizer algum dia, mas o que um cantor de forró, “cãozinho dos teclados”, faz ocupando uma cadeira que poderá decidir idéias para mudar o modo de vida da população? Sem comentários....

Esta palhaçada com o Clodovil, e muitas outras que com certeza estão por vir, talvez sirvam de lição àqueles que são votantes. Não se pode escolher uma pessoa pelo seu status, se é famosa não. Olhe o histórico e vejam se ela realmente pode fazer algo por nós... ou então, em breve teremos um reality show onde o ganhador será deputado federal no Brasil.
Francamente....

terça-feira, 8 de maio de 2007

Minutes to Midnight by Linkin Park


Após quase quatro anos sem lançar nada de novo, e envolvidos durante grande período dentro de um estúdio junto à um dos maiores e mais reconhecidos produtores da atualidade, a banda californiana Linkin Park lançou no último dia 15 de maio o novo álbum de inéditas intitulado Minutes to Midnight. Para infelicidade dos músicos, o álbum vazou na internet dez dias antes da data marcada, e o DM traz em primeira mão à vocês uma crítica não especializada definitiva sobre o álbum...

Durante o tempo em que passaram no estúdio junto ao badalado produtor Rick Rubin, a banda por meio da internet, divulgava notas e notas referente a maravilha que seria o terceiro álbum de inéditas da banda. Além disso, a descartação do gênero que perseguia a banda desde sua estréia, o chamado New Metal, parecia enfim estar com os dias contados. E eles estavam certos.

Minutes to Midnight é totalmente o contrário do que se esperava em relação ao estilo do Linkin Park. Berros e mais berros, distorções, eletrônica ao máximo e raps bem movimentados, passam um tanto longe desta nova fase da banda. É até difícil dizermos que estilo a banda agora pode ser classificada. Uma certa evolução dos integrantes é prontamente percebida, mas nem de todos. O baterista Rob Bourdon exaspera talento no trajeto do cd, especialmente na forte No More Sorrow, em que sua bateria faz o nosso coração bater de tensão e raiva (objetivo da politizada música). Outro que enfim mostra o seu talento de rockstar é o guitarrista Brad Delson, que se destaca com solos e arranjos maravilhosos, como o do início da já falada N.M.S. Aliás, em boa parte das músicas, parecemos estar ouvindo o grande Jonny Buckland (Coldplay) nas guitarras, tamanha diferença de estilo e qualidade. Talvez Delson e Bourdon seja os integrantes que mais mostraram evolução e talento no M2M. Shinoda, Bennington e Phoenix continuam mandando bem, mas sem se destacar. Mérito ao Mike pelo conjunto da obra, papel fundamental ao cérebro da banda. O Dj Mr. Hahn foi o que menos apareceu. Sua participação no cd é rara assim como os raps do Mike, e isso não é de longe um ponto negativo.

Influências há tantas que chega a ser difícil diagnostica-las: A mais provável e quase entregue é a baladinha gostosinha Shadow of the Day, que sem dúvida ficaria ótima na boca do Bono Vox e banda. The Little Things Give You Away também lembra muito U2, o que já começa a preocupar.

Mas calma àqueles viciados no Meteora e Hybrid Theory, ainda há berros e raps... Temos Given Up, uma música forte e pesada, mas que não acrescenta em nada nesta nova fase da banda. E temos também a louca Bleed it Out, um ótimo som frenético e viciante, que lembra com uma bela nostalgia o antigo Linkin Park. Mesmo estando um pouco apagado dos vocais, Mike Shinoda ganha duas músicas em que canta sozinho: a suja Hands Held High e a boazinha In Between. Com um rap digno de um b-side de seu trabalho solo (Fort Minor), HHH torna-se não só a pior música do cd, como também uma das piores das oficiais lançadas nos dois álbuns de inéditas. O belo arranjo e a letra maravilhosa, salvam a música. In Between mostra um lado do Mike diferente, mas nada de exuberante, apenas normal.

Em Minutes to Midnight, temos a chance de conferir letras maravilhosas, oras politizadas oras sentimentais. As letras são sim um ponto alto do álbum. Mostra uma vertente até então desconhecida do grande público, mais que o Linkin Park sempre manteve: o lado humanitário, como é mostrado na linda The Little Things....

A matéria de capa e cuidados com este cd, foram louvável. Tudo muito belo, todas as versões lançadas. Mesmo assim não pense que você encontrará aqui uma obra-prima ou um clássico, pois não irá. Mas a banda está caminhando certo em rumo disso.

Uma dica para curtir o cd é: não lembre que é Linkin Park tocando, imagine outra banda, sei lá. Pois a mudança é radical, mas muito bem vinda.

Minutes to Minight foi sim o melhor álbum lançado da banda. Se vai fazer sucesso? Ainda é cedo para dizer. Os integrantes arriscaram muito neste audacioso projeto. Mas, nesta semana de estréia (14/05 em diante), o álbum vendeu mais de 600 mil cópias, já sendo considerado o álbum que mais vendeu na estréia em 2007. É o efeito Linkin Park... é aguardar para ver para onde esses minutos levarão a banda.

.3 estrelas de 5.

As cinco melhores do M2M :

  1. No More Sorrow
  2. Valentine´s Day
  3. What I´ve Done
  4. The Litlle Things Give You Away
  5. Leave Out All the Rest
Link Download: http://rapidshare.com/files/29424093/linkinpark_minutestomidnight_tiago.rv.rar.html




domingo, 6 de maio de 2007

Ele se chama Enéas !!!

Morreu na manhã de hoje, vítima de complicações de uma leucemia, o deputado Enéas Carneiro (PR). O famoso deputado faleceu em sua própria residência.

Enéas ficou famoso junto ao seu partido, o Prona, pela “irreverência” que mostrava em suas campanhas eleitorais. Formado como mestre em Cardiologia, o médico era reconhecido pela simples jargão "Meu nome é Enéas", que ficou na boca do povo, e ainda é lembrado até hoje.

O deputado federal tentou a presidência três vezes, e defendia idéias consideradas absurdas pelos políticos, como a de construir uma bomba atômica brasileira. Não tendo sucesso nas eleições da presidência e muito menos nas para governador de São Paulo, conquistou o maior número de votos na câmara, sendo o deputado federal mais votado na história.

Entre suas principais reivindicações no momento, estavam as críticas à globalização e as privatizações.

A verdade é que ele era o político mais irreverente em solo brasileiro. Assistir entrevistas com o deputado sempre trazia coisas muito inteligentes para se pensar. Sem dúvida era um deputado acima da média. Talvez no comando deste país, ele não brilharia tanto. Mas capacidade e vontade nunca lhe faltaram. Mesmo tendo a sua figura e a de seu partido ridicularizada pela mídia, Enéas era um dos com maiores capacidades de defender idéias a favor da população. Era uma figura em tanto. Muitos podem criticar este artigo, citando como exemplo a investigação sobre corrupção que fizeram em seu partido, sujando-lhe o nome - mesmo tendo a investigação não dado em nada.

Assim o Brasil perde, infelizmente, um político preocupado com a situação do país e que fazia alguma coisa no congresso. Bom, já não há muitos, e perdemos mais um...lastimável.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Homem-Aranha 3 (Spider Man 3, 2007)



Com a chegada do verão americano, demos sorte de um dos filmes mais esperados do ano (se não for o mais esperado), ter estréia mundial hoje. O homem-aranha 3, além de ser um dos mais esperados, ainda fica com o mérito de um dos mais contagiantes do ano, além de ser o melhor filme sobre personagens famosos de HQ.

[SINOPSE] No terceiro filme da bem-sucedida série "Homem-Aranha", novos vilões e uma nova mulher cruzam o caminho de Peter Parker. Com seu segredo agora revelado a Mary Jane e Harry Osborne, Peter precisa enfrentar as conseqüências de seus atos e seu relacionamento com Mary Jane, que trouxe alguns resultados inesperados para o casal, como o chefe de Peter determinado a tornar sua vida um inferno por causar problemas emocionais ao seu filho. Para piorar, um jovem repórter investigativo chamado Eddie Brock é contratado por Jameson para descobrir porque Mary Jane trocou seu filho por Peter - qual é o segredo dele, afinal? Ao mesmo tempo, um fugitivo da polícia escondido numa praia remota é vítima de um acidente bizarro e torna-se uma criatura de areia que pode mudar de forma. Ao investigar o caso, Peter entra em contato com dois importantes elementos que vão alterar sua vida. A primeira é a jovem Gwen Stacy, filha do novo chefe de polícia da cidade . A outra, uma substância negra encontrada no local do acidente que se funde com o uniforme de Peter, dando a ele novas habilidades. Entretanto, a situação fica ainda mais crítica quando Harry Osborne, determinado a vingar-se de Peter pela morte de seu pai, junta-se ao Homem-Areia para causar destruição, vestindo uma variação do uniforme do Duende Verde. No caos que se segue, vidas são perdidas - incluindo algumas próximas a Peter - enquanto a substância negra se desprende dele para formar uma nova entidade, se unindo a um distraído Eddie Brock, dando vida a uma criatura única e um inimigo que ele talvez não seja capaz de parar: Venom.

Após a explosão cinematográfica que foi o segundo filme da franquia, muito se subestimou o diretor Sam Raimi na produção do terceiro longa, sendo que fazer um espetáculo maior do que aquele era uma tarefa quase impossível...ainda bem que era “quase” impossível.

O filme em si, traz uma nova fonte de exclamação. Ainda contém as famosas cenas de ação e as lições do herói, mas o que se sobressai aqui, é o sentimentalismo pesado que se faz no filme inteiro. Peter Parke tem de se dividir entre o amor da sua vida, a tarefa de proteger Nova Yorque e ainda tentar recuperar uma amizade perdida. Com a sua difusão em Venon as coisas pioram, sendo que não apenas seu lado físico é afetado. Este terceiro filme da franquia, é o mais dramático de todos, o que ajudou a definir alguns padrões que já estavam meio duvidosos nas produções anteriores, como as atuações, por exemplo.

Antes da estréia, um dos pontos mais criticados pelos fans, foi a inclusão de três vilões no filme, o que poderia atrapalhar um pouco o roteiro. Felizmente, isso não acontece. Alvin Sargent, guia brilhantemente e faz dessa uma produção totalmente bem balanceada, com variações de características, que faz o filme ficar imperdível, com cada personagem tendo o seu devido valor na produção, nem mais, nem menos quanto merecia. Para quem gosta deste mundo cinematográfico, sabe que isto é uma tarefa bem difícil, principalmente se tratando de filmes sobre super-heróis.

Bom, as atuações foram uma das surpresas do longa. Tobey Maguire deve ser o mais aplaudido. Não é digno de prêmio algum -claro, não é para tanto-, mas neste filme, Maguire foi obrigado a elevar ao máximo seu talento de interpretação, logo que seu personagem sofre tantos altos e baixos. Peter Parker continua o nerd de sempre, mas as variações para nerd deslumbrado e nerd esnobe – quase maléfico-, saem bem eficientes. O ponto alto é a parte do “nerd maquiavélico”, quando Parker já absorveu a substância negra e começa a adotar trejeitos obscuros. Ao mesmo tempo que divertido, este trejeitos possuem o toque de emotividade (aliás até adotado no visual bem “emo” do ator, rs), o que precisou de uma atuação bem competente, e Toby o fez. Ainda na pele da simpática M.J., Kirsten Dusnt também alcança um patamar mais alto do que nas produções anteriores, e o pior, que talvez ela faça isso por puro acidente. Mary Jane se encontra em uma posição muito difícil na vida, quando seu sonho vai por água abaixo e nem o apoio de seu namorado – que aliás, faz muito mais sucesso do que ela, como homem aranha, o que já causa uma frustração-, ela tem. Dusnt parece ter adotado o que a personagem tem de essencial: a frustração na vida. M.J. ainda guarda mágoas de seu passado ruim e não esta se sentindo bem nessa nova etapa da vida, o que precisaria de um forte apelo emocional, que é preenchido com eficácia pela atriz. James Franco continua o de sempre, não surpreendendo. Se o ator quisesse, podia ser o melhor do filme, mas não é o que acontece. Apesar dele não fazer feio, fica apenas como um ator comum do elenco, mesmo sendo seu personagem de uma importância enorme no filme.

Esta produção é recheado de coadjuvantes, que de forma alguma merecem críticas severas, pois foram bem felizes em seus papéis. Destaque para Bryce Dallas H., no papel da carismática e fundamental Gwen Stacy e o jovem Topher Grace, como o fotógrafo Eddie, rival do Parker no jornal e mais tarde alter-ego do Venon. Além ,é claro, do veterano ator - tanto na série, como no cinema-, J.K. Simmons, que rouba as cenas em que aparece como o excêntrico dono do jornal, Sr. Jameson.

Do maior orçamento da história do cinema (US$250), foi usado cada centavo, sem dúvida. Os efeitos especiais são de tirar o fôlego de qualquer um. Sam Raimi dá um show junto ao seu irmão nesta super produção. A maravilhosa parte que mostra quando todos os vilões e o homem-aranha estão na mesma cena, é algo incrível, não se sabe para onde olhar. É com segurança que falo, que esta talvez tenha sido uma das mais fascinantes utilizações de recursos computadorizados em uma produção de cinema.

Aos fans que pensavam que a saga do aranha termina com esta trilogia, estão muito enganados. Apesar de no final parecer isso mesmo, quem é fã dos quadrinhos vai encontrar algumas brechas no roteiro que dão margem à continuações, já anuncidas pela equipe... ainda bem.

Homem Aranha 3 não é apenas um filme de ação. Todos os sentimentos são envolventes. Sam Raimi se consagra como um dos melhores diretores do gênero na história de Hollywood. O roteiro peca no que condiz a adaptação dos quadrinhos à tela, e para os fans deste HQ da Marvel é um erro quase imperdoável. Uma dica: Não espere de modo algum chegar em dvd. Quando for ao cinema, não perca tempo comprando pipocas e refrigerantes, pois acreditem, não terão tempo de comer.

Nota: 9.7



terça-feira, 1 de maio de 2007

Que o "vermelho" deste abril fique apenas na bandeira...

No ano, o dia 1º de maio talvez seja o mais marcado por protestos, não apenas no Brasil, como pelo mundo. Os protestos que marcaram 2007, até agora se mostraram bem pacíficos e com um teor crítico evidente, o que é mais do que louvável. Reivindicações como aumento de salário, corrupção de empresário/governos e até reconhecimento da prostituição (Índia), fizeram parte do dia de hoje.

Mas como sempre, nem tudo são flores – principalmente no Brasil-, fomos surpreendidos com uma gigantesca invasão do movimento MST por todo o país. Ao todo foram nada menos do que 81 invasões, contrastando com a ocorrida em 2004, quando o movimento invadiu e destruiu cerca de 89 fazendas, sobre o pretexto do chefe nacional do movimento, João Pedro Stédil, que havia prometido “infernizar” o primeiro mandato do presidente Lula.

A invasão de hoje não se restringiu a apenas fazendas: invasões em prédios governamentais, agências bancárias oficiais, praças de pedágio e fechamento de rodovias, fizeram parte das ações do grupo. Até agora, não tivemos uma indicação de marginalismo por parte dos protestos do movimento, como em 2004.

A principal reivindicação é a agilização da Reforma Agrária pelo governo Lulista. Mas será que seria uma boa? A distribuição de terras desocupadas e sem uso algum para moradia, sem dúvida é um projeto ambicioso, mas incrivelmente competente. Entretanto, o projeto que nosso presidente diz estudar neste atual mandato, prevê a distribuição das terras, não apenas para moradia, mas também para a implantação de trabalhos agrônomos, a fim de, junto a combater a mazela dos sem-tetos, eliminar também um pouco do problema do desemprego. Bom, talvez nisso o audacioso projeto seja equivocado. Sendo o Brasil um país sub-desenvolvido, grande parte de nossa economia gira em torno da exportação de produtos agrícolas, que trazem um gigantesco retorno financeiro ao país. Pelo visto, Lula quis utilizar deste fator para “resolver” parte do problema do desemprego. Digamos que tal pensamento seja em vão. Decerto que boa parte de nossa economia gire em torno da agricultura, mas uma esmagadora parte das exportações realizadas e dos produtos agrícolas que encontramos nos supermercados vêm de empresários do ramo, que possui empresas e subsídios que comporta produzir e vender em grandes quantidades. O mercado agrícola não é amplo. Lógico que daria para que cada um beneficiado com este projeto do Lula plantasse e trabalhasse com isso, mas o lucro seria absurdamente inferior. Não teria mercado, digamos assim. Assim não adianta o presidente tentar resolver tudo utilizando nosso famoso “jeitinho brasileiro”. A idéia da distribuição de terras não-utilizadas (tem de se grifar, mais abaixo a explicação), para moradia é louvável, mas a implantação de produção agrícola para os beneficiados, é no mínimo equivocada demais.

O MST está certo em reivindicar os direitos prometidos por Lula, mas vamos com calma. Ainda não saiu nada de concreto na mídia jornalística – e espera-se que não saia-, mas repetir o pandemônio que foi em 2004, é nojento. Destruir as fazendas ocupadas, queimar plantações e matar o gado, são ações dignas da FARC colombiana. Quando acontece um impasse entre o dono das terras e os ocupantes, o proprietário é que vira o vilão. O discurso carregado dos chefes socialistas se torna adverso às ações cometidas pelo grupo. A distribuição das terras deve ser feita com áreas realmente desocupadas, desapropriadas. Apesar de que, como andam as coisas, é improvável que o movimento dos sem-terras, fiquem satisfeitos com uma distribuição justa.

Na Bahia, 5 mil protestantes do movimento, foram as ruas em uma passeata com gritos e bandeiras exigindo seus direitos. Sem ocupação, sem destruição, apenas a passeata. Talvez essa, no Brasil todo, seja a única merecedora de palmas.

Bom, ficamos a espreita para que este “Abril Sangrento”, não seja seguido ao pé da letra.