segunda-feira, 8 de março de 2010

Os 10 melhores álbuns de 2009

Pois então, será essa uma volta? Ou um ensaio de volta como todas as outras vezes? Eu gosto deste espaço por demais e sinto muita falta, ao mesmo tempo que tenho muita pouca pró-atividade em escrever, mesmo quando tenho uma idéia ótima para um post. Porque será? Mas resolvi tornar minha vida virtual mais agitada, usando ferramentas como o Twitter, o Formspring, o Facebook, o Orkut e o Blogger. E para iniciar (de fato) a temporada 2010 deste blog, trago a minha relação dos dez melhores álbuns de 2009, nada atrasado, já que o Oscar foi ontem. Aos amigos, perdão por esta falta de sincronia em minhas postagens e desculpe-me também pelo layout cafona, procurarei corrigir isso. Agora morando na grande cidade do Rio de Janeiro, onde notícias fervem e a vida não para. Boa sorte para mim!! E Feliz 2010 à todos, atrasadamente!


[1º]

Muse – The Resistance

The Resistance fecha com chave de ouro uma trilogia futurista criada pelo Muse. Se em Uprising temos um doloroso hino militar e político com um pouco de esperança, em Exogenesis ficamos a mercê de 15 minutos orquestrados divididos em três atos para narrar um história viajante sobre o mundo daqui há alguns anos. Pode parecer loucura, mas os meninos do Muse tentam apenas pôr um pouco de fábula e crítica em suas músicas, misturando e genializando com a instrumentação. É indescritível a junção dos elementos sólidos de uma banda com a apresentação de sintetizadores e pianos. Ainda temos a tortuosa e potente voz de Matthew Bellamy que defere elegância ao álbum e o faz ser o melhor de 2009.

[2º]

Arctic Monkeys – Hambug

Esqueça tudo o que você, até então, já tinha ouvido do quarteto fantástico britânico. A bateria acelerada com a guitarra e a voz, derivados da euforia adolescente em seus dois primeiros álbuns deram margem a um novo som, algo indescritível, carregado de uma esnobação visível de arrogantes jovens roqueiros que se tornaram adultos. E isso não é defeito. Hambug é sublime na finessi que trata o rock. Aqui temos reclamações da fama, nostalgia da recente adolescência e contos de amor não correspondidos, tudo com uma instrumentação delicada e madura. Alex Turner esta irreconhecível, visualmente e também na voz. Não deixaram de ser os macacos artísticos de sempre mas também não repetiram a fórmula que funcionou muito bem no passado dos, agora, quatro rapazes britânicos.

[3º]

Then Croocked Voltures - Then Croocked Voltures

Este foi, sem dúvida, o album de rock mais aguardado do ano. Com Josh Homme (Queens of the Stone Age) nos vocais e guitarras, John Paul Jones (Led Zepellin) no baixo e Dave Grohl (Foo Fighters) na bateria, o título de super-banda veio como conseqüência e a cobrança foi suprema. Se não fizeram um clássico, só o tempo vai dizer, mas aqui temos o que há de melhor na sujeira do rock n’ roll. Then Croocked Voltures é a soma de experiências roqueiras diversas que se chocam em um excelente projeto que soa como uma aula aos novatos em ação.

[4º]

Franz Ferdinand – Tonight

Se a maturidade vem com o tempo, chegou rápido aos escoceses do Franz Ferdinand. Depois de reinventarem o rock indie e se auto-colocarem no patamar de queridinhos da crítica, pós dois fabulosos álbuns, a banda se consagra com o dançante Tonight. Neste temos batidas eletrônicas permeando todo álbum e um decoro dançante que funciona muito bem nas pistas. Pelo nome e pelas canções do álbum, este era o propósito da banda que supera em criatividade e maturidade.

[5º]

Morrissey – Years of Refusal

O eterno vocalista do The Smiths se encontra neste álbum. É escutável a experiência de Morrissey que faz questão de entrar em conflito com seus instrumentistas. As músicas possuem uma velocidade contagiante que entra em contraponto com a calmaria e a leveza da voz do cantor, que destila um ar de segurança, com canções que falam desde o abandono seguido de pedido de perdão, até uma machista visão de quem pode ou não terminar uma relação. É o poderoso Morrissey firmando seu lugar na história da indústria fonográfica.

[6º]

Pearl Jam – Backspacer

O álbum solo de Eddie Vedder (In to the Wild, 2007) foi um divisor de águas na carreira do Pearl Jam. Agora temos uma busca por mais público, uma preocupação maior em agradar novos visionários. Vedder volta a berrar nos microfones assim como fazia na época de “Ten”, mas também destila sabedoria e segurança nas faixas acústicas, cheias de influências cowntrys e folks, assim como em seu trabalho solo. Backspacer pode soar pop e perdido, o que não seria um defeito se tratando da grandeza do Pearl Jam, mas aos mais sensíveis, o que se percebe é um conjunto de canções que apenas tentam contar uma história, apenas voltar ao classicismo do rock. É muita experiência divulgada.

[7º]

Animal Collective – Merriweather Post Pavillion

Conhecidos por fazer um som bem rebuscado, variando do chato ao genial, o Animal Collective surpreende com um jogo de canções profundas e que incomodam com tantos detalhes e influências. Começando pela capa, ficamos diante à uma figura ótica, que parece estar viva diante nossos olhos.Nas músicas, temos desde o canto gregoriano até a psicodelia hippie setentista. O som minimalista deixa o álbum com um teor de sensibilidade enorme, mas aqui o investimento no mainstream funciona, e as músicas estão mais pop e alcançáveis. São lamentações e lamúrias bonitas, que nos fazem viajar eternamente na busca pelo bom inconsciente. É uma viagem sideral instigante e animadora. Uma superação genial de um grupo que não tenta enganar ninguém.

[8º]

Céu – Vagarosa

Com uma indústria decadente, muitos se perguntavam o que havia acontecido com a estreante Céu, a moça que recebeu elogios e elogios em seu disco de estréia, cinco anos atrás. Pois a mesma moça volta casada e mãe e com um impressionante segundo disco. Vagarosa é complicado. É cheio de nuances e influências que se perdem na aveludada voz de Céu. As letras tratam de relacionamentos afetivos, e o ritmo voa do hippie reggae ao bossa samba com toque indie. É muita informação para um álbum só, por isso o cuidado na escuta. Céu é hoje, a melhor opção de representação nacional no exterior. Vagarosa é um clássico.

[9º]

Air – Love 2

O Air ainda se mantém como exemplares únicos de uma bossa eletrônica. A genialidade se encontra onipresente em fones de ouvidos, necessários para se captar os detalhes únicos de poesias narradas em seus ouvidos. Sussurros, expressões...estão todas lá, apresentadas pela dupla francesa que reinventou o modo de se escutar música eletrônica. Durma e sonhe com os sintetizadores psicodélicos de Godin e Dunckel te levando aos mais belos sonhos.

[10º]

Jamie Cullum – The Pursuit

Cullum não mudou. Ainda bem. Esta moda de experimentar novos estilos ainda não chegou ao jovem inglês que toca perfeitamente um delicioso new jazz. A maturidade juvenil e as experimentações com a voz e com o piano permanecem durante todo o álbum. Agora, ainda somos agraciados com toques de sintetizadores e instrumentos eletrônicos que dão um certo charme a certas canções, mas que não fariam falta também. Cullum também apela ao pop - como em uma regravação de Rihana -, mas não perde a sensualidade e a canastracidade que o fizeram ter nome e sobrenome no mercado musical.

domingo, 24 de janeiro de 2010

A Espera de Na’vi


Estamos sendo obrigados a viver em um novo mundo, a mercê de mudanças que afetarão e muito nossa vida hoje e amanhã, e ficamos a espera da boa vontade de autoridades para tentar reverter a vingança limpa que estaremos enfrentando nos próximos anos.

Ao final de 2009 fomos surpreendidos com o COP-15, a Conferência Climática de Copenhagen, que nada mais foi do que a comprovação de que os países elitistas e endinheirados que ocupam o topo da lista dos mais ricos do globo não estão dispostos ainda a encarar o aquecimento global como um fato e muito menos em desencadear alternativas suficientes e vigentes para que o regresso deste acontecimento aconteça, ao invés de aumentar. Ali fomos obrigados a assistir uma batalha de egos em que financiar projetos para a redução de monóxido de carbono nas urbanizadas cidades de seus países, investindo bons bilhões de dólares, parecesse piada, já que pelo visto, esta “viagem científica” parece piada diante tantos outros problemas maiores a se resolver, como guerras pessoais.

Para coroar a baboseira que foi a conferência, tivemos a volta de James Cameron e seu fascinante Avatar, que além de tudo passa uma mensagem realmente peculiar e que deve ser levada a sério. Era o que queríamos ouvir de nossos representantes na conferência.

No mais, infelizmente, na virada do ano, a prova cabal de que não podemos mais ser tão egoístas diante o mundo em que vivemos aconteceu e não dá para virar as costas e apenas lamentar diante da magnitude que foi o desastre. Por volta de 100 mil mortos em um país onde a miséria já figurava com a principal mazela, o grande terremoto no Haiti, em meados deste mês acabou de vez com um país que já nada tinha a perder. No momento todos os olhos estão voltados para lá, ações políticas e humanitárias ao montes. Milhões e milhões de dólares arrecadados para a reconstrução do local e pedidos de ajuda para nós civis. É nessas horas que percebemos que apenas nós mesmos para fazer algo por este mundo. Que muda-lo depende de nossa boa vontade e de nosso poder em levar aos olhos de todos que não podemos mais crescer financeiramente e corporativamente sem a ajuda da natureza. Não podemos mais ignorar o fato que os tempos e o tempo/clima são outros. Já obtivemos provas suficientes, em vários cantos do mundo de que ainda somos muito suscetíveis aos tormentos naturais, e nisso fica a questão: até quando ainda ignoraremos que não somos nada diante a força da natureza, e até quando iremos lutar contra essa maré, ao invés de incorporar isso na construção deste nosso planeta? O desastre no Haiti não vai ser o único, e infelizmente ainda passaremos por muita coisa parecida. O que nos resta é fazermos nossa parte e cobrar dos egoístas que comandam nosso mundo um pouco de luz na escolha de projetos que beneficie a todos, inclusive a natureza, adotando nela uma parceira, e não uma inimiga.

Dica do Post:

Como mencionado, tardiamente imploro para que não percam o fenômeno Avatar nos cinemas. Concordo do fraquíssimo e super previsível roteiro, mas vocês não viram nada igual mesmo até hoje. É um divisor de águas do cinema tecnológico. É um novo começo para o blockbuster. E novamente, a era do cinema é renovada. A fotografia com as locações formam um ambiente surreal, um mundo em que todos sonham em viajar, em uma história inesquecível e cheia de clichês essenciais para compreendermos o quão nojentos podemos ser, já que o filme aposta em adotar o ser humano como um ser desprezível de caráter e de confiança. Não percam, muito menos em 3D. O mundo de Na’vi merece ser visitado por todos.

(Nota: 9.5)



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A condenação de Madalena

O que seria para ser um dia comum na Uniban acabou por se transformar em um derradeiro tumulto, recheado de xingamentos e insultos. Uma demonstração de selvageria e de falta de educação por parte de estudantes que provaram ser mais ignorantes do que qualquer analfabeto trabalhador. O motivo para isso tudo: a ida de uma garota com um vestido curtíssimo e a subida da mesma por uma rampa, que dá acesso as outras salas.

Podemos começar reprovando sim a infeliz idéia de vestimento da estudante de turismo, Geysi Arruda, mas nada justifica. O que faltou à estudante foi bom senso e educação sobre comportamento, já que roupas também devem escolhidas de acordo com o local frequentado, mas novamente, nada justifica.

A aluna foi covardeamente cercada por vários estudantes que se sentiram incomodados com a roupa da moça e por isso começaram a xinga-la e humilha-la. Tal fato me lembrou Maria Madalena na história bíblica, a diferença é que aconteceu em pleno século XXI, e o que é pior, por universitários e sem um Jesus para salva-la.

Na noite da última terça-feira um circo de horrores foi montado para a volta da estudante. Curiosos ficaram na porta e alunos se preparavam para “recebe-la”, no entanto Geysi não apareceu. Com isso, os ignorantes e mimados estudantes da Uniban fizeram um pequeno protesto, usando nariz de palhaço e reclamando que a imagem da Uniban ficaria manchada pelo ridículo episódio, o que é no mínimo engraçado, já que o tumulto foi causado pelos mesmos e o nariz de palhaço é um detalhe que já está intríseco em cada um deles.

Uma aluna chamada Cláudia Rodrigues, de 27 anos, estudante de Marketing, disse que a culpa foi, sim, da garota. "Ela provocou. Se ela apenas sentasse na cadeira, isso não ia acontecer. Por que justamente nesse dia ela subiu pela rampa?", questionou. Outro aluno chamado Reginaldo Silva do Nascimento, de 28 anos, aluno do 3º ano de Turismo, foi um dos organizadores do protesto. "Eu quero limpar o nome da universidade em que estudo. Eu não fiquei três anos sentado para conseguir meu diploma e ver ele manchado por causa de uma palhaçada." Nisso que enxergamos a retórica: primeiro a audácia da senhora Cláudia, que se sentiu incomodada pelo fato da Geysi subir uma rampa com vestido curto. A não ser que a moça seja um freira, injustificável o argumento. Sabe a máxima “atire a primeira pedra quem nunca errou”? Pois então.

Quanto ao Reginaldo, o protesto é válido se há a conformidade de que a palhaçada foi plantada pelos estudantes e não pela moça, caso contrário, é hipocrisia da pior espécie.

Pelo visto, a Uniban nada esta fazendo para punir responsáveis pelo episódio que manchou a universidade diante o país. Assim, para variar, deve ficar nisso. Geysi esta decidida a retomar seus estudos sem se preocupar com o resto dos anos de perseguição que terá de enfrentar. O fato apenas provou que a selvageria esta dentro de muitos de nós, e se passar por rídiculos tem sido cada vez mais comum em uma sociedade dita avançada.

Dica do Post:

Muitos filmes e novelas conseguem êxito graças a uma ótima trilha-sonora. Foi assim com o filme “O Guarda-Costas” e a novala “Laços de Família”. Neste ano, o segundo filme da saga “Crepúsculo”, chamado Lua Nova, nos presenteia com uma trilha ótima, provavelmente melhor do que o filme. Com artistas do naipe de Thom Yorke e The Killers, o álbum possui ótimos e delicados momentos, em faixas ultajantes e que se tornam imperdíveis. A banda Grizlly Bear é o ponto alto do disco, enquanto que os ótimos Muse derrapam com uma fraca e rebuscada música. (.4estrelasde5.)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941)

No topo de várias listas sobre os melhores filmes da história do cinema, Cidadão Kane, mesmo após mais de 60 anos de seu lançamento, continua presente na história do jornalismo mundial, denunciando o que há de mais sujo nesse mundo e colocando em cheque quanto tempo mais tal obra terá enfoque tão presente nesta profissão.


Tendo um grande impacto ainda nos dias de hoje, na época de seu lançamento Cidadão Kane causou um enorme furor por parte dos espectadores e da crítica especializada, quando no corpo do filme valores morais são postos abaixo de acordo com o tradicionalismo presente na década de 40, e quando uma grande guerra começava e a imprensa representava um papel importantíssimo para a sociedade americana.

Dirigido, produzido, roteirizado e atuado pelo gênio Orson Welles – com pouco mais de 20 anos de idade, o filme começa com a pronúncia da palavra “Rosebud”, que será a espinha dorsal do longa e é dita pelo personagem principal, Charles Foster Kane (Orson Welles) minutos antes de sua morte. Após um documentário biográfico de mais ou menos dez minutos – contando resumidamente a vida social, econômica e política de Kane –, o filme começa com um grupo de jornalistas contestando a qualidade do documentário e a formação da pauta cujo propósito é descobrir o significado da última palavra dita por Charles F. Kane: “Rosebud”.

Mas então, surge a dúvida: como tais jornalistas sabiam qual foi a última palavra dita por Charles F. Kane se o mesmo estava sozinho na hora em que a pronunciou? Partindo da brilhante hipótese de que a cena funcionou como um segredo entre o personagem e o espectador, o diretor Welles nos coloca como divulgadores da notícia, algo inédito e fantástico no cinema da época, um detalhe de extrema importancia e que muitas vezes passa despercebido, sendo esse o ponto propulsor para que o filme siga.

Utilizando de uma narrativa não-linear e construindo por meio de flash-backs a história do longa, o diretor mostra uma árdua jornada do jornalista Thompson (Willian Alland) rumo à descoberta do significado da última palavra de Kane. O jornalista entrevista pessoas como a ex-mulher do magnata, o mordono e ex-funcionários e amigos, para tentar encontrar o que procura.

Orson Welles utiliza de recursos muito avançados para a época da filmagem, como a colocação do que está em primeiro e segundo plano em um jogo de câmeras, dando importância maior ao personagem que está focado em primeiro plano e continuando assim em sua sequência. A fotografia também possui papel importantíssimo, pois trabalha com a sombra como fator primordial para percebemos quando que Charles F. Kane faz suas tramas ou quando o diretor deseja que percebamos o clima sombrio da cena, acentuado com a trilha sonora.

A direção e a roteirização – esta ganhadora do Oscar do ano de 1942, o único das oito indicações – são exuberantes, com uma riqueza de detalhes que fazem com que o espectador esteja atento durante cada minuto do filme. Orson Welles ainda extrai atuações magníficas de atores que haviam começado no próprio filme e ainda eram desconhecidos do grande público.

Sem dúvida, é necessário assistir Cidadão Kane mais de uma vez, com dois olhos: um de apreciador e outro de observador, já que há muitos detalhes a serem interpretados e que fazem o filme ser muito mais profundo do que realmente parece ser. A própria descoberta da palavra “Rosebud” nos direciona a um lirismo que parecia estar muito longe de todo o filme.

Orson Welles apenas teve o seu reconhecimento anos após o lançamento de Cidadão Kane, mas por qual motivo o filme ainda é tão presente? Infelizmente, as denúncias mostradas no decorrer do longa não passam de verdades ainda atuais, como o jornalismo-marrom que esta inserido em grandes veículos de comunicação mundial e a influência suja que a política tem na imprensa.

Talvez alguns não concordem com tamanha admiração de muitos por este filme, mas devido a sua importância histórica, a evolução nas técnicas cinematográficas para a época, a sua atualidade onipresente mesmo daqui a 60 anos e a denúncia explícita à política e a imprensa, realmente concluimos que Cidadão Kane é impecável, e deve ser digerido não importando idade e nem valores pessoais. É um fabuloso filme digno de nota máxima e que jamais será esquecido.

Dica do Post:

Muito em breve será lançado uma coletânea de músicas com propósito beneficente. O álbum intitulado “Rhythms Del Mundo”, faz parte de uma série que está em seu segundo disco e trará canções do pop e do rock já clássicas e as transformarão em ritmos cubanos, por meio de uma nova roupagem. E para divulgar, já foi liberada na internet a faixa em que a banda americana The Killers faz uma nova versão de “Hotel Califórnia” dos Eagles. É no mínimo curioso e vale à pena a audição.

sábado, 24 de outubro de 2009

Publicidade doentia

Foi noticiado recentemente que o problemático ex-polegar Rafael Ilha fora internado após tentar se matar com um pedaço de caco de vidro. Pelo visto, a reação de cidadãos normais com o acontecido foi a mesma: indiferença. Há coisas na mídia que de tão repetidas passam batidas, mesmo que o fato seja grave.

Várias “celebridades”, nacionais e internacionais, usam das tragédias para se auto-promoverem. Este efeito “tragédia = glamour” já começa a atingir mentes pequenas de cidadãos comuns. Na última semana o mundo parou com a história de um balão caseiro desgovernado que tinha dentro uma criança, que ao desamarrar o balão feito pelos pais acabou por ficar preso dentro dele. A notícia correu países e as buscas pelo menino acabaram por se tornar parte de uma conflituosa e agoniante trama, recheada de suspense e que no final pareceu (e foi) brincadeira, já que o moleque estava no sótão da casa, “escondido”. As aspas são justificadas pelo caso: a família do menino armou a história para atrair atenção da mídia para assim poder divulgar alguns negócios.

Na verdade, este tipo de história vende muito. O povo parece gostar de um barraco ou uma tragédia. Voltando as “celebridades”, muitas conseguem conquistar a fama novamente depois de tantas mazelas pessoais, aproveitando da perda de memória recente das pessoas. Grande exemplo disso é a cantora norte-americana Britney Spears, que depois de muito causar escândalos, lançou dois álbuns de sucesso e na semana passada obteve – novamente em menos de um ano – o primeiro lugar das músicas mais tocadas do site da Billboard com seu novo single “3”. Outras passam perto do ostracismo mas conseguem se manter, como a atriz Vera Fisher e a cantora Whitney Houston.

Entretanto há outros que ainda utilizam da polêmica para conseguir um minuto da atenção da mídia. Rafael Ilha é um grande exemplo disso. Um fracassado pelas drogas que já recebeu inúmeras ajudas, mas nunca teve uma verdadeira vontade própria para se auto-ajudar. O lamentável caso desta última semana só prova que o rapaz está cavando o fundo do poço em que ele se meteu novamente, mas mesmo assim ainda cava com câmeras filmando seu show pessoal e com uma gigantesca platéia para assistir ao espetáculo.

Dica do Post:

Por falar na dita-cuja, realmente “3”, da cantora Britney Spears, possui uma batida muito boa e o sucesso deve ser grandioso nas boates de todo o mundo. Assim como a eloqüente “Celebration” da matriarca do pop Madonna. A já citada Whitney Houston nos presenteia com “Million Dollar Bill”, uma dançante nostalgia à época da brilhantina Motown, mas com toques bem modernos. O grupo 3OH!3 se une a Katy Perry e juntos lançam o batidão “Starstrukk”, que promete incendiar pistas de dança com sua euforia. Para finalizar, procurem algum remix do novo sucesso da Rihanna, “Russian Roulette”, e se divirtam. Esses são os possíveis últimos maiores sucessos do pop neste ano. Aproveitem!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O grito do macaco


Poucos dias após o anúncio de que o Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para sediar as Olimpíadas de 2016, um confronto entre policiais e traficantes do Morro do Macaco toma proporções de conflitos em zonas de guerra internacional. Um helicóptero da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi metralhado e explodiu ao aterrizar em um pouso forçado, deixando dois policiais mortos. Os números finais do conflito assustam: três políciais, três jovens civis e 18 criminosos mortos e muitos feridos.

Infelizmente a notícia teve grande repercussão nacional e internacional e o questionamento sobre se o Rio realmente foi a melhor escolha para sediar as Olimpíadas de 2016 parece ter sido o foco do argumentos.

Seria muita ingênuidade acharmos que até 2016 a capital que sediará os jogos olímpicos estará sob uma paz visível e que os crimes não afetarão o evento.

Mas também não podemos deixar o pessimismo se alastrar e fazer com que cada assalto no Rio de Janeiro seja motivo para reprovação da escolha da COI (Confederação Olímpica Internacional) para o Rio sediar os jogos.

O trágico conflito no Morro do Macaco não pode ser espelho para o que acontecerá daqui a praticamente seis anos. É uma probabilidade, enorme, diga-se de passagem, mas teremos de ser mais crentes de que os projetos anti-violência serão mais estratégicos e benéficos, ressaltando que o foco não deve ser as Olimpíadas de 2016, e sim um futuro melhor para a maravilhosa e machucada cidade do Rio de Janeiro.

Dica do Post:
Aos apaixonados por ficção eis que um presente é entregue pelo diretor dos filmes da fabulosa trilogia “O Senhor dos Anéis”, Peter Jackson. “Distrito 9” conta a história de um gupo de extra-terrestres que se refugiam na África do Sul após defeito em sua nave espacial, e assim, causam conflitos contra humanos. Produção simples mas que impera com uma criatividade inteligentíssima e uma simplicidade de bom agrado. História extremamente ficcional mas redonda, e com um lirismo recheado de valores de uma sociedade incapaz de receber bem o que é diferente. Não percam!
Nota: 9.0

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Alô palhaços!

Esta é a mensagem que nós, clientes da Caixa Econômica Federal recebemos diariamente durante esta ridícula greve dos bancários. Justamente o banco que seria o responsável por cuidar do povo brasileiro com zelo e dignidade, agride a moral de cada um de nós com uma paralisação egoísta e de que nada acrescentará para um bom serviço futuramente.

Aos bancários, uma simples busca no Google faz estudar melhor sobre a empresa Federal onde trabalham. Em uma das metas que a empresa almeja alcançar durante sua jornada quase diária, está a Valorização do Ser Humano, Transparência e Ética com os clientes. Hoje em dia, isso funciona mais como uma piada. Diariamente, mesmo durante a greve, é notável e desesperador algumas centenas de clientes que vão ao banco tentar algo, ao menos um atendimento ou uma ajuda, já que a vida pessoal e profissional de verdadeiros trabalhadores não acaba.

O desejo é que o banco perca muitos clientes, para que assim comece a dar valor, mesmo sendo fantasioso isso, seria uma boa iniciativa.

A egoísta greve da Caixa Econômica Federal acaba por ser um espelho da bagunça que esta nossa economia. O abuso a paciência e colaboração da população parecem ser fatores determinantes na hora de se pensar em ganhar mais as nossas custas. Infelizmente, o que nos resta é sentar e esperar que alguém saia ganhando deste jogo, cujos fantoches somos nós, o passivo povo brasileiro.

Dica do Post:

A celebração mórbida a um artista parece ser bem comum após a morte de algum. Tem sido assim com Michael Jackson e não será diferente, aqui na America Latina, com a figura da carismática e imortal Mercedes Sosa. A famosa portenha é dona de uma das vozes mais bonitas que já tivemos o prazer de escutar. Infelizmente nos deixou bem recentemente, mas temos uma grande obra com mais de 50 álbuns para apreciar. Na internet há várias coletâneas, e vale muito a pena. A originalidade e o empenho humanitário nas letras a fazem importante para a nossa história. Vá com Deus Mercedes!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Construindo uma embalagem

“Nenhum país tem tanta certeza do seu futuro quanto o nosso”, afirmou o presidente Lula durante cerimônia da disputa pela vaga da sede das Olimpíadas de 2016, em Copenhague. O presidente, talvez, nunca disse tamanha verdade.

Com o país sediando eventos como a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016, o sentimento que deveria ser de euforia se perde em uma preocupação vigente com os problemas sociais brasileiros, já que ficará a dúvida: será que o dinheiro gasto com as obras para receber estes eventos será paliativo com as necessidades carentes do povo? É difícil acreditar que o país esteja preparado para isso, já que estamos por cima de uma crise que nunca acaba. Neste ano, escândalos no Congresso Nacional e atentados à Legislação brasileira foram recorrentes e explícitos. O PIB não consegue mais atingir o patamar dos primeiros anos do governo Lula e o IDH do país não é dos melhores. Promessas e mais promessas tornam este um país do futuro, mas todos nós sabemos que nunca foram muito de cumprir. Será gasto uma quantidade exorbitante com esses dois eventos e os problemas que realmente tornam este um país subdesenvolvido continuarão a existir, e o que é pior, com um provável crescimento.

Dinheiro para fazer esta quermesse esportiva foi logo sendo divulgada para todos os cantos, como se não fosse problema para o país. Enquanto isso, muitas famílias nordestinas ainda vivem mensalmente com 70 reais mensais, além de outras milhares no sul desabrigadas e sem dinheiro por causa de tragédias com que nada têm culpa.

Talvez esta seja uma visão muito descrente e que não possua nada de similar no futuro do Brasil, e a torcida para que isso seja verdade é grande. No entanto, não é improvável que aconteça. Ao invés de vivermos de aparências e mostrar ao mundo um país que não existe, porque não começar desde já a construir uma nação de qualidade social para que realmente sejamos creditados a país muito bem desenvolvido? Recursos temos espalhados por aqui, o que falta é um maior comprometimento com as causas sociais e uma maior responsabilidade com as finanças do país. Enquanto a corrupção continuar consumindo as entrelinhas brasileiras, viveremos dentro de uma caixa suja e estragada de papelão, envolta por um belo e limpo papel de presentes.

Dica do Post:

Foi divulgada hoje pelo site oficial do cantor a música que seria o próximo single do imortal Michael Jackson. “This is it” é uma habilidosa balada que traz Jackson em uma fabulosa e nostálgica performance. É incrível que o timbre inconfundível e a qualidade marcante ainda estejam lá, com isso, a tristeza em saber que a volta triunfal não vai mais acontecer se torna momentânea. Nos cinemas, o documentário de mesmo nome da canção estreará em breve em sessões curtas e especiais, não percam!

Ricardo Kotscho – Uma Vida de Reporter: Do Golpe ao Planalto


São mais de quarenta anos como assíduo jornalista. Assim, Ricardo Kotscho é tido como um dos principais profissionais do ramo no Brasil e possui uma grande influência tanto nas redações dos grandes jornais brasileiros quanto no governo federal, tendo sido um grande assessor do presidente Luis Inácio Lula da Silva. E é com uma rica história autobiográfica que Kotscho conta em seu livro, Do Golpe ao Planalto – Uma vida de repórter, sua trajetória como um jornalista idealista sob uma ótica pessoal e muito bem detalhada.

No decorrer do livro, Ricardo conta como sua profissão variava. A sua versatilidade lhe permitia contar fortes detalhes, por exemplo, como o jornalista investigativo que desvendou um esquema de lavagem de dinheiro que fazia com que funcionários federais levassem uma vida bastante vantajosa e não condizente com os salários que cada um ganhava oficialmente. Kotscho narra também suas empreitadas como correspondente internacional e jornalista esportivo, além de divertidas tentativas como repórter televisivo.

Fatos políticos e historicamente importantes para o país são narrados minuciosamente pelo jornalista, como a efervescente era da ditadura militar, com a implantação do lamentável AI-5 e a morte (assassinato) de seu amigo e companheiro de trabalho, o jornalista Vladimir Herzog – narrada aqui com profundidade, entoando uma sublime homenagem ao amigo.

Kotscho também conta como aconteceram fatos importantes para o povo brasileiro, como a famosa greve dos operários no ABC paulista – quando conheceu o seu amigo Lula -, a volta dos exilados políticos e a campanha das Diretas Já, ditas com todas as letras e com uma emoção que transcende o livro.

Partindo para o final da década, Kotscho comenta como foi ser assessor de Lula durante suas tentativas à presidência do país, e ainda faz um apanhado geral nos tempos atuais, enquanto ainda trabalhava com o presidente. O jornalista também relata um lado real (e por vezes cruel) de um Brasil que ele conheceu por um todo durante as caravanas com o atual presidente.

Assim, Do Golpe ao Planalto – Uma vida de repórter se torna leitura obrigatória a todos os estudantes de jornalismo, já que mostra os verdadeiros percalços aos quais estarão submetidos caso realmente estejam dispostos a fazer da profissão a sua para sempre. Porem, tendo uma linguagem de fácil compreensão, torna-se um ótimo livro para se recomendar a qualquer pessoa e presenteá-la com uma agradável leitura e uma história de vida profissional digna de ser chamada de brilhante.

Dica do Post:

Aproveitando o gancho literário, indico-lhes o diário pessoal e profissional do jornalista Ricardo Noblat, intitulado O Que é Ser Jornalista? O livro é mais cru na questão histórica e muito mais vigente na profissional. Nele, estudantes de jornalismo encontrarão claras dicas de como construir bons textos e como enfrentar situações do cotidiano da profissão. É um livro para ser lido e relido algumas vezes. Usufruam!