
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
A inveja de Al Capone.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Desafiando Gigantes (Facing the Giants, 2006)
Alex Kendrick é o nome maior do filme. É ele quem dirigiu e escreveu o longa, atua como protagonista e ainda de quebra é diretor de elenco. Multiuso? Que nada. Kendrick é o responsável por transformar um filme grandioso e lindo em um desastre cinematográfico, repleto de erros e de defeitos que denigrem a imagem de um ótimo filme aos mais avisados.
Sendo um filme abertamente evangélico, o roteiro prega o que a devoção ao senhor divino pode fazer em nossas vidas. Isso posto no dia-a-dia foi de uma grandeza enorme e emocionante, entretanto, as falas são feitas e repetidas constantemente, o que torna falso e soa enjoativo. É idêntico as falas de um pastor lendo a bíblia e proclamando. O roteiro peca também na história demasiada previsiva. Tudo o que você pensa que vai acontecer, acontece, sem surpresas. Apesar de tudo isso, defino a história como empolgante e muito emocionante. Lágrimas escorrem nos primeiros momentos do filme. A força da proclamação no roteiro e as situações causam um calafrio surpreendente e é isso que faz o filme ficar ótimo.
Quanto as atuações, fracas, praticamente amadoras, mas mesmo assim conseguem passar a motivação do recado. Lembram aqueles “fatos reais” dos programas da emissora LURD? Pois é, idênticos. Na verdade o filme é uma superprodução seguindo o mesmo estereotipo. O protagonista, Kendrick, consegue passar tanta emoção como uma porta, e isso prejudica e muito o andar da carruagem.
Como diretor então nem se fala. As captações das câmeras de modo amplo, muito usada por iniciantes, acabam por estragar momentos emocionalmente proveitosos, uma pena, porque poderia dar muito certo caso fosse usado da forma adequada.
Agora, diga-se de passagem, outro grande acerto do “faz-tudo” no filme foi a trilha sonora. Recheada de hits do gospel contemporâneo são aplicados à medida certa nas cenas, algumas dando até impulsos contagiantes.
Assim, Desafiando Gigantes é um filme para a vida. Traz ensinamentos grandiosos e faz o coração chorar de uma forma surpreendente. É tocante e lindo. Ser uma péssima produção cinematográfica não o impede de passar a belíssima mensagem ao qual o filme se propõe. Esqueça dos defeitos e curta este que provavelmente será um filme inesquecível para a sua vida.
Nota : 7,5
Dica do post:
Se preparem que no próximo dia 29/10 (às 21hrs) será exibido simultâneamente na Holanda, Alemanha e Inglaterra, além de mais de 36 salas de cinema em 18 cidades brasileiras o documentário/show "Arctic Monkeys at Apollo", filme produzido durante um show realizado na última turnê dessa que é hoje uma das melhores bandas de rock alternativo. Não percam!
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
O letal vírus chamado “crise econômica norte-americana”.
Prever soluções ou apontar problemas é uma tarefa complicada para este tipo de crise, já que tudo não segue uma ordem, e depende de diversos fatores para que se tente amenizar a crise.
Mas o que levou a maior economia do mundo a chegar a este ponto no mercado financeiro mundial? Acredite, fatores há dezenas, mas os EUA, nos últimos anos, passou por um governo que se acomodou em comandar um país de ponta no mercado mundial. Assim, investimentos surreais – como em equipamentos “anti-ETs” na Nasa - e guerras sem fundamento (Iraque, por exemplo), trouxeram ao país o que se pode chamar de “surto” na economia: pensou-se haver um saldo e na verdade, existia outro bem diferente, o que causou o baque. Em véspera de eleições para troca de presidente, Bush entrega um governo defeituoso e que necessitará de uma reforma na economia urgente, assim que o novo presidente assumir as rédeas do país, o que também tem sido mais um problema, já que nem McCain nem Obama citam isso em seus discursos. O povo norte-americano, assim como o sir George W. Bush, é um povo acomodado, acostumados a um modo de vida que muita será afetado nos próximos anos, para que assim a economia possa se reerguer, e não passar isso à eles é um erro grotesco e que causará problemas no futuro.
A crise atual já se expandiu para quase todos os continentes do mundo, com exceção apenas da África e da Oceania, que não possuem um contato gigante com a economia norte-americana. De resto, a diminuição de importações, o alto preço de exportações - conseqüências que fazem qualquer inflação subir - , além do seguro que os países tem com os EUA, fizeram - de forma silenciosa - com que economias sofressem um frenessi negativo e que não foi interpretado como culpa da crise por muitos países, incluso o Brasil.
Por aqui, Lula dizia sorrindo que a crise não afetará muito a economia de nosso país. Errado. Somos muito dependentes dos EUA, acreditem. São eles que exportam uma quantidade absurda de produtos de nossa nação, além de serem o apoio oficial de nossa economia. É para lá que Lula corre com uma crise aqui. Então, seja no Brasil, seja em qualquer país desenvolvido na Europa, não adianta se deliciar com a queda da economia americana, porque os maiores afetados (depois dos norte-americanos, claro) seremos nós.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Justiça bloqueada pela morosidade.

10 anos, 8 meses e 11dias. E ainda nada de concreto para o sucesso de uma história triste e que acontece nos meandros de nosso país. Uma história frágil e que de tão mal cuidada por nossa justiça, torna-se cansativa para todos nós. Cansativa pelo ver acontecer, porque fome de justiça todos nós temos, e exigimos, afinal somos cidadãos. Por incrível que pareça, falo de um caso, mas que poderia acontecer com qualquer um de nós.
No dia 06 de janeiro de 1998, o que seria um dia de diversão acabou por se transformar em uma quase tragédia, devido à incompetência de terceiros. Nesse dia, a menina Flávia, até então com 10 anos, brincava na piscina de seu prédio quando o ralo da piscina sugou seus cabelos e a deixou em coma vigil até o presente momento. Assim, corre ainda em trâmite o processo contra o condomínio do prédio onde moravam, - Condomínio Edifício Jardim da Juriti -, contra a empresa fabricante do ralo - Jacuzzi do Brasil Indústria e Comércio Ltda - e contra a seguradora do condomínio - AGF Brasil Seguros S/A.
No último dia 15 de setembro houve um avanço no lerdo processo: finalmente chegou até o STJ e terá seu veredicto dado pelo Meritíssimo Ministro Carlos Fernando Mathias. A vitória, por si só, é certa, caso seja feito tudo na ordem natural e correta, pois já se passaram dez anos. Dez míseros anos para uma família inconformada com tamanha insensibilidade por parte dessas empresas e envergonhadas por presenciarem uma tão demorada justiça.
Possivelmente este ímpeto no andamento se deu pelo fato do caso voltar a tona na mídia, o que foi ótimo, pois colocar em cheque a justiça diante os olhos brasileiros ajuda muito neste caso.
No mais, espero que deste ano não passe a resolução deste caso. Como brasileiro envergonhado pela situação da justiça de meu país, espero que esta família seja beneficiada por todos este anos de perda, além de poderem buscar tratamento especial para a menina Flávia, sem preocupação financeira alguma. Eles merecem isso.
Um dedicado especial à mãe de Flávia, alguém que não apenas se tornou uma heroína pela sua filha, mas para todos nós, devido sua preocupação em nos alertar sobre o perigo dos ralos das piscinas, que custaram a continuidade lúcida de sua filha. Conheçam mais o andamento do caso pelo BLOG criado pela mãe de Flávia!
Dica do Post:
O caso apresentado, ou para ser mais exato, a luta por justiça pela mãe de Flávia me lembrou um ótimo filme antigo e que mostra que com coragem e força na luta, tudo de bom pode acontecer. Indico a quem não assistiu o ótimo Erin Brochovich - Uma Mulher de Talento, pelo diretor Steven Soderbergh, que vá na próxima locadora e alugue o filme que é sensacional.
Sinopse: A história de Erin Brockovich (Julia Roberts), uma mulher solteira, mãe de três filhos, que perde uma ação judicial e exige que o seu advogado a empregue em seu escritório. Organizando arquivos de um caso judicial, ela decide investigar o problema e acaba descobrindo que uma empresa vem contaminando as águas de uma pequena cidade, onde os moradores contraíram câncer. Erin, que antes estava sem perspectivas, vê sua vida mudar enquanto ajuda aos outros. Baseado em uma história verídica.
A luta de Erin emociona e faz valer cada minuto do longa. A atuação de Julia Roberts também faz jus ao Oscar de melhor atriz, ao qual ganhou pelo filme. Não percam!
Nota: 10,0
sábado, 13 de setembro de 2008
Virou Moda!
Mas e quando há um excesso de informações desnecessárias apenas para preencher o Ibope ou levantar o que já foi esquecido da mídia?
Há umas duas semanas, no programa da “jornalista” Sônia Abrão havia uma discussão sobre o antigo programa do Chaves, cujo manchete era assim: “Chaves: Boa ou Má influência para as nossas crianças?”. No programa havia um pseudo-psicólogo que esculachava o programa, com dizeres de que incitava violência e maus hábitos às crianças.
Francamente. Acredito que Chaves fez e ainda faz parte da infância de uma grande porcentagem da população e até onde sei, nunca houve quaisquer resquícios de atos como violência ou adesão à males - como o cigarro - exclusivamente devido ao programa. Pelo contrário, Chaves possui o que atualmente falta nos programas infantis: a leveza. É suave, os papos são inocentes e reais, como moleques se falam diariamente nas ruas. Sinceramente, não o vejo como uma má influência nem aqui nem na China - ao contrário do programa da Sônia Abrão, mas disso nem necessito comentar.
Isso é o que fazem na busca pela audiência: exercer uma influência grande sobre os telespectadores, mesmo não pensando nas conseqüências. Mas que tipo de conseqüência? Várias...até mudanças no seu modo de viver, como acontece as vezes com programas como Globo Reporter. Concordo que é um dos melhores do canal aberto, entretanto as vezes há matérias que beiram ao irreal, olhando a óptica de que quem assiste é determinado público. Certa vez uma nutricionista estava falando sobre os malefícios que o feijão pode causar (!!!). Eu fiquei embasbacado com a falta de noção da coitada.
Esquece-se ela que o feijão nada mais é que o alimento mais consumido pela população brasileira e que a quantidade de nutrientes presentes nele, o tornam um dos mais favoráveis a alimentação do ser humano. Citei o dito feijão por ser o que mais causou impacto, mas a lista de alimentos que consideramos saudáveis, e que nem são tão assim, era grande. Acho desnecessário tal tipo de matéria, mas é aquilo: a busca pela audiência é um fator em que limites não existem. Nem limites de integridade social, em que artistas fazem tudo pela fama.
Nesta semana, o cantor baiano Netinho, que fez muito sucesso na década de 90 - e hoje em dia está meio esquecido -, soltou que era bissexual. Bom, disso todos talvez desconfiassem, talvez pelo motivo das suas danças e afins, mas por qual motivo aparente o cara foi se assumir logo agora? Fico revoltado pelo cara ser pai, ter mais de um filho, já ter sido casado e coisa e tal e hoje soltar uma dessas como se fosse falar que tingiu o cabelo. Logicamente que a notícia virou manchete e deu um certo burburinho, mas até quando? Será que o sr. Netinho não pensou no futuro e nas conseqüências que tal revelação poderia trazer para a sua vida e para a sua carreira? Mas enfim, mesmo não tendo nada contra isso, acredito na felicidades, e se ele se sentiu mais feliz assim, esta valendo. Porém ainda credito ser um jogo de marketing pessoal pesado. Afinal, aparecer na mídia não tem preço.
Aliás, tem preço sim: a alienação de uma massa da sociedade guiada por conselhos e manchetes que beiram ao artificial. Não caiam nessa!
Dica do Post:
Estreou nesta sexta-feira em todo o Brasil, o fabuloso filme de Fernando Meirelles. "Ensaio sobre a cegueira". O filme "conta a história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada. Tal "cegueira branca" - assim chamada, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa - manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença. O foco do filme, no entanto, não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que, perde tudo aquilo que considera civilizado. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas, também, dos seus mundos emocionais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente."*
Fernando Meirelles, neste filme, firma como um dos melhores diretores do cinema mundial e, assim, finca sua importância como brasileiro. O filme é repleto de estrelas, como Mark Ruffalo e Julianne More, e possui atuações extraordinárias e emocionantes, assim como é seu roteiro. O filme que abril o festival de Cannes neste ano (e que foi aplaudido em pé por 6 minutos), é um dos melhores do ano e sério candidato à varias estatuetas no Oscar. Não percam!
Nota: 9,5
*Descrição retirada do site Cinema com Rapadura.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Lula no país das maravilhas!
Utilizando de palavras como “babacas” e “chatos”, o presidente criticou àqueles que são contra o PROUNI, já que esse programa, segundo Lula, é de uma genialidade suprema, beneficiando milhares de estudantes que até então nunca teriam oportunidade de ingressar em uma faculdade. Criticou também os estudantes que são contra a ampliação de vagas nas universidades federais brasileiras, além das cotas. Segundo o presidente, ele não discrimina ninguém (apenas são babacas né?), mas não abrira mão de ajudar àqueles que necessitam por um ou outro afortunado revoltado.
Continuando, Lula disse que investirá mais de 41 bilhões de reais para as áreas voltadas à Ciência e a Tecnologia, além de investir pesado na criação de cursos técnicos voltados à comunidade. Alfinetando Guido Mantega, a seleção brasileira de futebol masculino e o fracasso brasileiro nas Olimpíadas, Lula em menos de 3 horas de discurso criticou mais do que falou (e fez).
Eu achei tudo muito irônico, Lula mais uma vez falando o que não entendeu. Vamos por partes esclarecendo nosso senhor presidente da república: Concordo que o PROUNI é o melhor programa de seu governo. E era mais do que merecido também, já que de acordo com a constituição Todos Nós Cidadãos Brasileiros temos direito à Educação, e merecidamente Lula deu o primeiro passo importante para a realização dessa ordem. No entanto, com a criação das cotas para negros, pardos, índios e estudantes de escolas públicas, o presidente atrasou ainda mais a educação em si de nosso país. Com a medida, formará nada mais do que estudantes leigos em suas profissões, isso se formarem. Além do mais, o custo benefício de se viver em uma universidade federal não é nada barato, mesmo com o auxílio de bolsas e tudo o mais, ainda assim alunos passariam dificuldades, porque nosso presidente apenas criou as cotas sem pensar no pós, ou seja, na vida do estudante cotista na universidade. Ressalto que não generalizo o coeficiente dos cotistas, porém o encanto de que a universidade federal possui os melhores estudantes do país, foi por água abaixo com a criação das cotas. Então, a burrada já foi feita, e não é porque há estudantes que entraram sem cotas que os mesmo serão oriundos de escolas particulares, é muito relativo. A revolta é porque nós, pensantes, enxergamos a sujeira enquanto tentam joga-la para debaixo do tapete.
Mas enfim, vimos também que houve mais noticias boas: até que enfim o presidente enxergou que de fato os cursos técnicos são uma ótima oportunidade de vida para vários brasileiros. Com a programação de reviravolta na educação toda errada, nosso presidente acabou por superlotar diversos campos de trabalho enquanto há uma ausência significativa em outras áreas, como é o caso das indústrias e afins. Com um investimento assim, Lula conseguirá (caso faça certo) equilibrar a quantidade de empregos e formar profissionais qualificados para um Brasil em crescimento.
É lógico que na balança de um discurso lulista, as bobagens sobrepõe às boas sacadas. Acho engraçadas as suas contradições. Lula adora criticar entidades, times no esporte e até seu ministro, mas utilizando da fé-marrom, diz que “não tem inimigos para ter um lugar no céu”, algo que a professora do maternal do filho dele deve provavelmente ter dito certa vez e que ficou martelando até hoje em sua mente. Lamentável. Mais lamentável ainda são suas ironias referente aos nossos esportistas que não brilharam tanto quanto nosso Brasil merecia. Concordo que fomos um fiasco, mas nosso presidente deveria ser o último a criticá-los, principalmente por comandar um país onde o investimento em esportes é pífio, além de ter uma mente direcionada à um, dois ou três esportes, esquecendo que há várias modalidades nas Olimpíadas e que estes atletas precisam de boas condições para treinar. Boas condições que digo é uma quadra decente, instrumentos e profissionais capacitados e coisas do tipo. Ao invés de começar a babaquice, faça primeiro para depois falar presidente. Enfim, isso porque Lula não tem inimigos, rs. Acorda Alice!
Dica do Post:
Para variar, o novo álbum oficial do Metallica vazou antes da hora. O lançamento do ótimo "Death Magnetic" estava previsto para o próximo dia 12 de setembro, contudo já está na web para a nossa sorte. O grupo metaleiro - que surpreendeu com um belo acústico no começo deste ano-, lança o álbum sem a pretenção de não mudarem. "Death Magnetic" remete ao antigo Metallica, aquele que estorou na década de 80 e os transformou nos principais da categoria. O álbum possui o peso de "...And Justice for All" e a inteligência do clássico "Master of the Puppets". Um dos melhores do ano, na minha opinião. Ponto alto do disco: "The Day That Never Comes".
.(.4/5 estrelas de 5.).
domingo, 31 de agosto de 2008
A tentativa de boicotar o nosso poder.
Infelizmente o deputado que criticou a divulgação dessa lista não teve o nome na legenda, uma pena, porque seria mais um que entraria para a lista negra desse blog. Segundo o próprio, tal lista poderia ser extremamente injusta, já que o processo não teria sido terminado, declarado culpado ou inocente. Isso é de uma comédia sem tamanho não acham? Se este caro deputado nunca ouviu aquele ditado “onde há fumaça há fogo” e se ele também se esquecer de que vive no Brasil, ainda assim poderíamos dar uma folga a barbaridade desta crítica dele, mas caso não, poupe-nos, ninguém merece ficar ouvindo um senhor – que por si só já não deve ter um bom histórico, percebe-se - que não está diante de uma eleição, com o poder de decidir o que viria a ser um futuro de 4 anos para uma cidade. Penso que todos nós, cidadãos, devemos sim ter utensílios que nos ajudem a combater aquele que é câncer maior de nossa nação: a corrupção.
A lista já está sendo divulgada na internet e não é muito difícil de acha-la, mas pode melhorar. Ao invés de apenas ser uma lista com nomes dos possíveis corruptos das principais capitais brasileiras, que se faça um estudo maior e divulgue os políticos de todas as capitais. E outra: vamos tentar não manter isso apenas na internet. Na base da sociedade brasileira, muitos não tem acesso à internet, e como são eles a maioria dos eleitores seria viável que indicadores de políticos bons e ruins chegassem à suas mãos, para que a visão de que político é tudo ladrão, ou o que presta é aquele que rouba mas faz, saia da mente dessas pessoas. Aplaudo a decisão da AMB em divulgar esta lista, mas ainda pode melhorar. Vamos esperar...
A LISTA:
| Candidato | Partido | Estado | Ação |
| Amazonino Armando Mendes | PTB | Amazonas | AÇÃO PENAL Nº 2007.32.00.007742-0, 2ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL DE MANAUS, CRIMES DA LEI DE LICITAÇÕES /CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL/CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. |
| Maria Dalva De Souza Figueiredo | PT | Amapa | AÇÃO PENAL Nº 491, Supremo Tribunal Federal, CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA/FALSIDADE IDEOLÓGICA/CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL/PREVARICAÇÃO. |
| Sérgio Braga Barbosa | PPS | Ceará | AÇÃO PENAL Nº 2000.81.00034025-2, 11ª VARA FEDERAL DE FORTALEZA, CRIMES CONTRA FÉ PÚBLICA/FALSIDADE IDEOLÓGICA/USO DE DOCUMENTO FALSO. |
| Iris Rezende Machado | PMDB | Goiás | AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 200600459998 – 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE GOIÁS – IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. |
| Pitágoras Lincoln de Matos | Democratas | Minas Gerais | AÇÃO PENAL Nº 002401605698-8, 4ª VARA CRIMINAL DE BELO HORIZONTE, ABUSO DE AUTORIDADE. |
| Jorge Carlos Mesquita | PSL | Pará | AÇÃO PENAL Nº 2000.2.007274-8, 12ª VARA CRIMINAL DE BELÉM, CRIME CONTRA A PESSOA/LESÃO CORPORAL/CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO/DANO. |
| Leila Márcia Silva Santos | Frente Belém Popular | Pará | AÇÃO PENAL Nº 2001.39.00.005470-5, 3ª VARA FEDERAL DE BELÉM, CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO/DANO/CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA/DESACATO/CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL/SEQUESTRO E CÁRCERE PRIVADO. |
| Marinor Jorge Brito | PSOL | Pará | AÇÃO PENAL Nº 1996.2.010154-5, 12ª VARA CRIMINAL DE BELÉM, CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO/DANO/INCITAÇÃO AO CRIME. |
| Hamilton Nobre Casara | PSDB | Rondônia | AÇÃO CIVIL DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 2006.41.00.004196-0, 1ª VARA FEDERAL DE PORTO VELHO, REVOGAÇÃO E ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. |
| Lindomar Barbosa Alves | PV | Rondônia | AÇÃO PENAL Nº 462, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO. |
| Maria Suely Silva Campos | Boa Vista de Todos Nós | Roraima | AÇÃO PENAL Nº 2008.42.00.000608-0, CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA/PECULATO |
| Aline Corrêa de Oliveira Andrade | PP | São Paulo | AÇÃO PENAL Nº 473, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA/QUADRILHA OU BANDO/CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA/FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO/ CRIMES DE OCULTAÇÃO DE BENS, DIREITOS OU VALORES. |
| Marta Suplicy | PT | São Paulo | AÇÃO PENAL 050.05.029363-0/00 – FÓRUM CENTRAL DA BARRA FUNDA (SP) - 10ª VARA CRIMINAL/ AÇÃO PENAL 455 – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIMES DA LEI DE LICITAÇÕES |
| Paulo Salim Maluf | PP | São Paulo | AÇÃO PENAL Nº 458 – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIME DE RESPONSABILIDADE. AÇÃO PENAL Nº 461 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA/QUADRILHA OU BANDO/CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL/ CRIMES DE OCULTAÇÃO DE BENS, DIREITOS OU VALORES. AÇÃO PENAL Nº 477 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. AÇÃO PENAL Nº 483 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIMES CONTRA O SITEMA FINANCEIRO NACIONAL. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 583532002023719, FÓRUM FAZENDA PÚBLICA (TJ-SP) (SEGREDO DE JUSTIÇA). AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 5835320010119506 - 14ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE SÃO PAULO (SP). AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 583532000178798 - 6ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE SÃO PAULO (SP). OBS: O SISTEMA DE BUSCA PROCESSUAL DA PÁGINA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO NA INTERNET NÃO OFERECE A POSSIBILIDADE DE FAZER LINKS PARA AS AÇÕES. PARA CONSULTÁ-LAS, ACESSE WWW.TJ.SP.GOV.BR |
| Raul de Jesus Lutosa Filho | PT/Força do Povo | Tocantins | AÇÃO PENAL 2007.01.00.011040-4, TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL 1ª REGIÃO - CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA |
Dica do Post:
No meio da informação diária e rápida, álbuns e filmes tem lançamento quase todos os dias, e são raros os que valem a pena passar à vocês. Porém, tem lançamentos que de primeira audição ou visão não soam bem, mas com o tempo as qualidades vão sendo aos poucos demostradas. Indicarei 5 álbuns que ouvi muito nestes últimos tempos e que no lançamento torci o nariz.
The Killers - Sam's Town: Na época do lançamento, o excesso de sintetizadores e a mixagem extremamente alta me fizeram deixa-lo de lado. Escutando durante um tempo, percebe-se uns belos agudos de Brandon Flowers e montagens junto à corais gospel que fazem uma diferença. Melhores faixas: Read My Mind, The Bones e This River is Wild.(.3estrelasde5.)
Audioslave - Revelations: Depois de 2 álbuns fantásticos, a espera pelo terceiro seria grande, ainda mais devido as especulações - certeiras, diga-se de passagem- sobre o fim da banda. O resultado foi um álbum possivelmente feito as pressas e entregue à gravadora. Mas com uma profunda audição não é tudo isso não. Só a junção de Cornell com Morello já é um ponto, e as músicas estão com um carater mais pop, com levadas de funk, o que não é defeito. Chris Cornell tem seus momentos de Coverdalle e isso garante peso profundo nas músicas. As Melhores faixas: Original Fire, Shape of Things to Come e Wide Awake.(.4estrelasde5.)
Coldplay - Vila la Vida or...: este álbum ainda consegue ser melhor do que o X&Y, ao qual consigo apenas escutar apenas uma meia hora no máximo. Ainda não possui a qualidade dos 2 primeiros da banda, mas as letras e o carater melancólico de algumas faixas nos trazem momentos gostosos, nada demais, mas vale a pena escuta-lo as vezes. As Melhores Faixas: Violet Hill, Viva la Vida e Cemeteries of London.(.3/5estrelasde5.)
Bruce Springteen - Magic: Deste já até falei mal, coisa que não me perdôo, por ser um álbum fantástico. Na minha opinião, Bruce tinha uma das mais belas vozes da década de 80 e com Magic percebemos duas coisas no cantor que é super necessário nesta nova era da música: o talento depois de tantos anos continua visível e a inteligencia em sair do rock e fazer uma investida no Folk e no Country foram de grande acerto. A homenagem ao amigo Johnny Cash é bem feita e deliciosa de se ouvir. As Melhores Faixas: Radio Nowhere, Long Walk Home e Last to Die. (.4/5estrelasde5.)
The Killers - Sawdust: Pelo visto com os Killers precisa ter uma certa paciência para ver qualidade em seus álbuns. Enfim, Sawdust foi uma compilação de lados b's e Bônus que ficaram de fora dos dois álbuns oficiais. Não é mesmo um álbuns glorioso, mas tem seus pontos altos, como faixas com participações especiais e covers que ficaram bem legais. As Melhores Faixas: Tranquilize, Shadowplay e Move Away. (.3estrelasde5.)
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Desculpas e Dicas aos leitores:

Então galera, antes de seguir com o assunto do post, gostaria de pedir desculpas pela ausência no blog. É que atualmente estou sem pc, e misturado a correria do dia-a-dia, ando sem tempo de parar e escrever com atenção. Mas abaixo trago dois posts novinhos para vocês. Realmente espero que gostem. Grande abraço e sinceros perdões.
.Diego Moretto.
Trago também à vocês leitores, um tipo de campanha que peguei por alto mas que possui uma força e uma ideologia divinas, buscando através da informação e da educação, a melhor forma de se encontrar uma liberdade de expressão, que foi inibida por certas podridões nas festas raves.
As concentrações de músicas eletrônicas em grandes fazendas ou campos, foi popularizada como ambientes onde a droga e a libertinagem correm soltas. Quem freqüenta sabe que não é bem por aí. Como sempre, todos pagam pelos erros de alguns. E assim, a melhor forma que as inteligentes autoridades de nosso país encontram para banir os problemas dessas festas, é banindo-as. Por isso que as atitudes devem vir de nós: Use as raves, as batidas eletrônicas como meio de fuga da realidade ruim que nos cerca. Tenha um contato gostoso com o meio bonito onde costuma acontecer essas festas. Ria. Pule. Dance. Divirta-se sozinho ou com seus amigos. Acredite, não há nada melhor do que um relaxamento como esses. Tudo limpo e de forma civilizada, para que os outros não paguem pelos seus erros.
Movimento Pela Liberdade (SITE):
Dica do Post:
Assistam ao Video do Movimento Pela Liberdade. Vejam e ouçam com atenção, a sociedade precisa de vez em quando de uma injeção dessas:
Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight / Batman Begins 2, 2008)
Sinopse: Após "Batman Begins", o Homem-Morcego retorna nessa seqüencia intitulada "O Cavaleiro das Trevas". Vale lembrar que nos quadrinhos, “O Cavaleiro das Trevas” é o nome da minissérie mais cultuada do personagem e um dos melhores gibis de todos os tempos. Um trabalho soturno e denso de Frank Miller que apresenta o herói no auge dos sessenta anos de idade, que resolve voltar à ativa após um longo período afastado do combate ao crime, porém, ele tem que encarar uma realidade bem diferente da que ele vivia antes, onde os heróis eram vistos como algo benéfico aos cidadãos de Gotham City. No filme, após dois anos desde o surgimento do Batman (Christian Bale), os criminosos de Gothn City têm muito o que temer. Com a ajuda do tenente James Gordon (Gary Oldman) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart), Batman luta contra o crime organizado comandado pelo Coringa (Heath Ledger). Na direção de “The Dark Knight” está Christopher Nolan e o roteiro foi escrito por seu irmão, Jonathan Nolan, baseado na trama criado pelo próprio Christopher e David Goyer (roteiristas de “Batman Begins”). No elenco estão Christian Bale (“O Operário”) como Bruce Wayne/Batman; Michael Caine (“Regras da Vida”) como o mordomo Alfred; e Morgan Freeman (“Menina de Ouro”) como o funcionário das Indústrias Wayne, Lucius Fox. O tão cobiçado papel do Coringa ficou com Heath Ledger ("O Segredo de Brokeback Mountain"), que faleceu pouco depois das filmagens.
Podemos começar falando dos ótimos efeitos de som e imagem. O filme tem os maiores padrões de som já sentidos nas telas, nada diferente da tecnologia usada nas megas produções de atualmente, mas o uso é a favor do bom senso, nada demais. As locações misturadas às edições de imagem nos entregam uma Gothan City sombria, com uma beleza que necessita a ser descoberta pela bondade. Utilizando captações magníficas de câmeras, o tom cinza/marrom de “Batman Begins” se torna menor, o que é um ponto positivo, sem perder os calafrios de imagem que a produção tinha de remeter ao telespectador. Com isso, somos presenteados com uma bela fotografia, e que surpreende.
Aliás, é melhor logo aclamar o diretor Christopher Nolan. O trabalho nesse filme foi de um profissionalismo e exigência impecáveis. O diretor foi competente na adaptação, no jogo de câmeras, na realidade do filme, do trabalho com os personagens, tudo isso, que fez o filme ser o melhor já feito na categoria. O roteiro – trabalhado junto ao seu irmão – foi feito com uma relevância real bem superior, o que tirou toda a infantilidade que um herói de capa e mascara poderia proporcionar, e que acabou por condenar os antigos longas do herói-morcego – em exceto o anterior “begins”.
Batman - O Cavaleiro das Trevas possui um elenco de estrelas que varia do ótimo para o excelente, possuindo assim uma medula que faz toda diferença. Não é um filme de atores, mas são eles que o tornam marcado na história. Gary Olman ganha um espaço maior na trama como o tenente James Gordon e o faz muito bem, incitando uma emotividade em certas cenas que funcionaram dignamente. É o que acontece também com o galante Aaron Eckhart, que vive o famoso Duas Caras Harvey Dent, e que tem em seu papel a difícil missão de mostrar ao publico o árduo processo que foi transforma-lo em um vilão. Maggie Gyllenhaal substitui divinamente Katie Holmes, e salva o papel que Holmes havia interpretado com tamanha falta de originalismo. Mas não é nada excepcional, mesmo sendo de tamanho padrão de eficiência.
Agora se tratando de um protagonista como Batman, é injusto dizer que Christian Bale fez um papel apenas competente. Comparado ao anterior, Bale fez um bom uso do costume que pegou como o herói, ou seja, encarnar mesmo: as frustrações, o ódio intrínseco, a bondade aflorada, a crueldade com os que merecem, além do solitarismo e da paixão não correspondida. Tudo isso, trabalhado de uma forma sem parecer, em nenhum momento, exagerado. Até as cenas de ação, que no filme anterior não foram tão bem conduzidas pelo ator, são feitas de forma explicitamente competente.
Mas, o mérito, curiosamente vai para Heather Ledger. Se a performance do Coringa por Jack Nickolson já havia sido elogiada no passado, o que dizer com uma atuação que a coloca no chinelo? Ledger não parece um personagem, e isso, acreditem, assusta e muito. Os maneirismos, os olhares, o modo de andar, de falar, de agir. O sorriso falso, a risada irônica, a loucura vigente e o poder de ser um vilão de mão cheia, são artifícios montados pelo ator para incorporar este que é sem dúvida um dos piores vilões do cinema recente, superando até o (agora, quase) insuperável Anton Chigurh, vivido por Javier Barden no ótimo Onde Os Fracos Não Tem Vez - 2007. O fato do recente falecimento do ator torna tudo mais macabro ainda, o que é uma pena, porque esta atuação renderia-lhe um Oscar fácil fácil. É o melhor papel da carreira de Ledger, e o melhor vilão de HQs já feito no cinema. Acha que é pouca coisa?
Realismo! Essa é a palavra que define Batman - O Cavaleiro das Trevas. Nolan fez um excelente filme. Alguns acharam demasiado longo, mas a história da trama é totalmente redonda, sem furos e sem cenas desnecessárias, ale´m de ser do tipo que prende. Os erros são tão rasos que nem merecem ser apontados, até porque não atrapalham o filme. Curiosamente este Batman se tornou clássico, não o filme na sequencia, mas de forma geral. Batman - O Cavaleiro das Trevas já é, sem dúvida, um clássico na história do cinema.
NOTA: 10.0
A Irritante Generalização das Profissões
É zapeando dentre a programação televisiva, que encontramos pérolas como o programa SuperPop. O programa é bem popularzão mesmo, mas me interessei estes dias por uma discussão quente que houve por lá:
No caso, atrizes pornôs se diziam inconformadas pelo fato de as discriminarem por não serem propriamente atrizes. E era revolta mesmo, pois elas batiam o pé defendo que o que elas faziam era tão profissional quanto a atuação de uma atriz de teatro ou de novela.
Convenhamos que não é de forma alguma. A profissão de atriz (ou ator) é de uma seriedade absurda, precisando sim de preparação, árduo trabalho e um profissionalismo que exige eficácia sublime, caso contrário é marcado ao precipício e o esquecimento. Sinceramente não vejo um trabalho pornô como uma profissão, no sentido literal da palavra. Sei que há um imenso dinheiro envolvido, que não é um trabalho fácil e nem sempre é prazeroso, mas partir daí e criticar quem não aceita que sua profissão (com carteira de profissional vigente por lei) seja rebaixada a tal ato, é pretensão demais.
A mesma coisa acontece com as modelos, que são obrigadas a serem comparadas com as pseudocelebridades, que por não ter talento artístico vigente e apenas um rosto bonito, são taxadas de ‘modelos’. É triste, mas é a realidade. E também há setores fora da mídia que generalizam muito certas profissões. A exemplo de guardas, doutores (os que realmente podem usar este pré-nome) e várias outras.
No caso apresentado no Superpop, há até processo envolvido. O assunto é sério, não é nada absurdo, mas irrita, principalmente quem é da profissão. Todo tipo de generalização é ruim, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Não baguncemos, por favor.
Dica do Post:
Foi lançado pela primeira vez em dvd um longa que considero uma obra-prima do drama-moderno. Interpretado divinamente pela bela Angelina Jolia, "Gia" narra a ascensão e queda de uma das principais modelos da década de 80. Gia Marie Carangi foi uma das mais requisitadas modelos da época, sendo constantemente capa da Vogue Paris/EUA além de trabalhar com competentes estilistas como Dior e Versace. O filme conta de forma dramatica o declínio de uma promissora carreira, devido o vício com substancias como a heroína e a cocaína. Gia, além de ter sido a modelo mais bem paga do mundo na década de 80, também foi a primeira mulher famosa a morrer vítima do HIV. O filme é maravilhoso, corram e aluguem!
Nota: 9,5
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Infelicidade pelo divino.
Por parte das civilizações, analisando de uma forma ampla e geral, o respeito com as religiões sempre foi mútuo – é lógico se tratando a partir do século XX. A opção de cada um em seguir um preceito religioso sempre foi de livre arbítrio e sem contestação alguma, pois o que move mesmo uma fé é o respeito e a generosidade com o próximo. Atualmente é visível que a religião serve como ponto de escape aos problemas sociais que nos rodeiam. Não exclusivamente, lógico, mas a fé faz com que milhões e milhões se movimentem em busca de uma paz espiritual e de palavras que confortem uma vida atormentada. Assim, a religião se torna um propulsor de bondade nesse mundo, o que torna o convívio bem mais fácil.
Mas as chamadas religiões abrâmicas (cristianismo, islamismo e judaísmo), e que possuem maioria no mundo, possuem dogmas que visto a época em que estamos, é total descabível, já que fogem do padrão “seja um ser humano feliz”. Falo do preconceito contra os homossexuais, que são recriminados pelas religiões. A condenação é total e em alguns casos, há ainda o risco de sessões de terapia com lavagem cerebral e cura, como se homossexualismo fosse doença.
É lógico que há particularidades em todas as religiões, mas é de total afronta que não reconheçam que a prática homossexual já vem antes de Cristo, e que isso é uma prova irrefutável. Ao meu ver, é um sentimento que vem da pessoa e não uma opção casual de uma vida parada. Aliás, as explicações para quem é gay ou lésbica há de monte... uma mais estapafúrdia que a outra. Quando que vão cair em si que isso não é doença? Que na verdade, é praticada há milhares e milhares de anos? Que há religiões que idolatram o homossexualismo por seus deuses possuírem visíveis tendências homossexuais? E que nessas relações, há sim o sentimento mais belo e verdadeiro desse mundo, que é o amor. Será isso de total insignificância?
Reprimir é tão banal e nem de longe funciona. Chega a ser o cúmulo do ridículo a Igreja Católica condenar a prática entre duas pessoas do mesmo sexo, sendo que a lista de padres gays e pedófilos é tão extensa quanto a falta de senso comum dessa comunidade. Na Bíblia e no AlCorão dizem claramente que a pratica homossexual é pecaminosa e errada, o que não é mesmo. Assim como há homens e mulheres héteros e que nem por isso são comportados sexualmente, há também gays. Isso não é de escolha de carne, e sim do que vem do coração. Pode parecer piegas, mas o que nos move com audácia e coragem é o amor. E isso há de mais em qualquer tipo de relação sincera. Por isso atualmente, é visível que muitas religiões estão perdendo fiéis pelo fato de não possuírem uma abertura humana para novos (já velhos) conceitos de paixão.
Assim, não deixa a Bíblia contraditória, já que nela é descrito como regra divina de humanidade, em que todos são iguais à todos e, por outro lado, há a condenação e o choro com frases do tipo “Quando um homem se deita com um homem como se deita com mulher, o que ambos fizeram é uma abominação; serão mortos, o sangue deles recai sobre eles”.
Esses dogmas são ultrapassados e as vezes somos obrigados a rir de tamanhas loucuras que a Igreja Católica insiste em falar. Falo da Igreja Católica que é a que mais tenho contato. Condenações e sugestões vem de toda parte, mas ninguém chega até a pessoa e pergunta se anda tudo bem, apresentando soluções para que eles chamam de “errado”. Ninguém faz isso, apenas condenam, pois é mais fácil.
E assim continuamos a aceitar e conviver com esse preconceito burro, ao invés de enfrentarmos tudo de frente. Mas enfim, penso que o amor, não importa o modo praticado, é para ser vivido e de forma bela. O que importa na religião é o que está dentro do coração e da mente. O que te levará há algum lugar melhor não é se privar de amar não, são atitudes do dia-a-dia. Penso que ainda há uma ponte enorme e fervente para os homossexuais atravessarem e serem feliz sem preconceito, no entanto, o botão do disconfiômetro crente já deveria ter sido ligado há muito tempo.
Dica do Post:
Aproveitando o tema "homossexualismo" do post, indico-lhes um livro maravilhoso e 3 filmes diferentes mas que tratam do mesmo assunto de forma fabulosa:
Livro: O Terceiro Travesseiro - Nelson Luiz de Carvalho. (Nota: 8.0)
Filmes:
"Bubble" por Eytan Fox (9.0).
"Má educação" por Pedro Almodóvar (9.6).
"Shortbus" por John Cameron Mitchell (8.5).
quarta-feira, 25 de junho de 2008
O avanço que atrasa.
Acredito que não. Já acompanho este caso há um certo tempo, e está parecidíssimo com uma novela, em que as vítimas são o dois sargentos e o bandido é o exercito brasileiro.
Sinceramente, pelo o que me consta, assumir o caso de ambos parece um ponto de escape pela punição que já estava por vir antes de todo o acontecido. E como a imprensa é total maleável, usa-la para colocar bandidos e mocinhos em uma história real é um negócio em tanto.
As pessoas, antes de julgar, devem ter noção de que antes de tudo, eles são sargentos, pessoas que sabem quais são as regras de um quartel e quais são as punições por quebra-las. Se realmente o júri estiver pegando pesado devido ao perconceito, é lógico que deve ser apurado com rigor e punido, porque isso seria vergonhoso. Agora usar da imprensa, da ilusão da população e de comunidades GLSs do Brasil para promover e tentar se livrar de um culpa que possui castigo, acho total vergonhoso.
Aplaudo ambos por terem se assumidos. Os brasileiros já passaram da hora de encarar os homossexuais com normalidade. Apesar de não ser o que desejo discutir aqui, me recuso a discutir sobre qualquer forma de preconceito, ainda mais se tratando de homossexuais, que acho de pura ignorância alguem não os aceitar.
Finalizando, para mim é mais um foco da mídia, já que o caso da menina Isabella Nardoni já estava saturado. As falas se repetem a cada reportagem. Choros. Reclamações. Esperemos enquanto assistimos do camarote de nossas poltronas. Pipoca?
Dica do Post:
Como não andam lançando nada de fabuloso para que eu recomende à vocês, indico o filme da imagem deste post, chama Delicada Relação, que trata da história de dois soldados homossexuais que tem de conviver com a mentira, com as mortes e com a dor de amar sem ser abertamente no meio de uma guerra triste. Ouvi muitos dizerem o contrário, mas achei o filme de uma realidade surpreendente e uma história que emociona muito. O filme é israelense, então vocês já podem imaginar que alvoroço causou no lançamento e divulgação. Colocando nota > 9.0
Também indico-lhes um dos álbuns que com certeza estará entre meus 10+ do final no ano: Attack & Release, dos Black Keys. Utilizando de uma mistura entre o folk e o blues com apenas uma guitarra, uma voz e uma bateria, tornando-se um delicioso rock alternativo, a dupla investe na força das letras e nos presenteia com um álbum fenomenal. Aproveitem e meu destaque vai para a última faixa.> .5estrelasde5.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Elas.
Com o recente lançamento do novo álbum da Alanis Morissete (Flavors Of Entanglement), comprovou-se que as mulheres dominam o mercado musical com uma facilidade incrível. E em todos gêneros.
Esse ano demonstrou-se então uma abertura incrível às vozes femininas. Alicia Keys abriu o ano com um álbum fantástico (As I am), de volta às raízes do soul, tecendo uma voz suave em um repertório que beira ao fantástico.
Enquanto isso, logo depois, cai na internet o novíssimo álbum do Portishead, com Beth Gibbons arrebentando nos vocais e trazendo um sossego inquieto aos nossos ouvidos.
Na Inglaterra, uma inglesinha aos moldes Barbie, surge com um estrondoso trabalho e uma voz exclusiva: Amy Duffy coloca em Rockferry tudo aquilo que nós, amantes de músicas de qualidade, necessitamos ouvir nas paradas de sucesso sem torcer o nariz.
No campo indie, em 2008 fomos premiados com um dos álbuns mais fantásticos da Chan Marshall com sua Cat Power (Jukebox), além do ótimo Seventh Three do GoldFrapp.
Aqui no Brasil, Ana Carolina se firma como uma das maiores intérpretes com o lançamento do dvd 2Quartos, com composições arriscadas para as audições brasileiras, mas que por causa disso merece reconhecimento. E Adriana Calcanhoto lança ums dos melhores álbuns de sua carreira (se não for o melhor), intitulado Maré. Ainda há a revelaçãozinha (já gasta) Mallu Magalhães, que surpreendeu, mas já enjoou.
E agora mais para o final deste primeiro semestre de 08, tivemos material novo da Joans (Joan as Police Woman) – fantástico por sinal - e como já dito, o da Alanis. Nas rádios, Madonna, Mariah, Rihanna, Britney e Colbie Caillat dominam. Dizem que esse momento é tudo conseqüência do fabuloso Back to Black da Amy Winehouse.. pode ser, e agradeço muito por isso. Mas sempre nos renderemos a divindades femininas na área da música. Então que venham muito mais veludo e suavidade nas canções, porque o ano apenas chegou a metade.
Dica do Post:
O post é sobre Elas, mas ELE é praticamente uma diva..e o melhor, é brasileiro: Ney Matogrosso, responsável por um dos melhores álbuns brasileiros já lançados nos últimos tempos. O perfeito "Inclássificáveis" abre como a canção imortalizada por Cazuza 'O Tempo Não Para', sendo cantada por bufos de emoção nítidos a cada verso forte, já próprio da música. Aliás, emoção é a palavra chave deste disco. Ney coloca sentimento em todas as canções, e isso é irrefutável, o que beira ao impressionante. 'Mal Necessário', 'Coisas da Vida'
e 'Inclássificaveis' possui tanto sentimento que imaginamos situações em que a música se insiriria em nossas vidas. Por outro lado, há as políticas como 'Ode aos Ratos', 'Porque a Gente é Assim' e 'Mente, Mente' que se firmam pela ácidez misturada com a beleza, e com um toque de raiva. Enfim: espetacular do começo ao fim. E vivas aos paêtes do mestre Ney.
.5estrelasde5.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
O dia em que uma humilhação fez muita falta.
Como se já não bastasse o trabalhador ser obrigado a passar pela humilhação de desde a hora de ir trabalhar até a hora de voltar pegar um ônibus super lotado, uma greve imbecil como esta chega para atrapalhar a vida de todos.
Muitos podem estarem surpreendidos com tamanhos adjetivos negativos nos primeiros parágrafos de meu texto, mas ligar a TV e assistir pessoas chorando por causa da possível perda de seus empregos, de gente doente sem auxílio devido a falta de transporte, além de outras situações que pesam em nosso coração, faz com que a revolta como cidadão venha a galope. Deparamos nesses momentos com relatos significativos de pessoas que apenas desejam seguir com sua rotina de vida normal, o que é cruel ao meu ver.
Então questionamos: de quem é a culpa? Nesse caso, de todos envolvidos. Da empresa de transporte, pela falta de auxílio aos seus funcionários, e também do sindicato, que não tem a mínima noção de como uma atitude como parar 100% da frota pode prejudicar o capixaba. Foi de extrema arrogância e falta de senso absurda tal atitude.
Aproveito e denúncio que o transporte capixaba é caótico. Não em questão de horário, mas sim no quesito respeito. É inexplicável as lotações que há em certas linhas. É humilhante para nós passarmos o sufoco que passamos apenas pela simples ação de pegar um coletivo, algo que – em sua maioria – é feito por necessidade. Acho que a acomodação das autoridades em seus carros bons, tem feito mal a administração deste setor. Precisa-se de mais ônibus. Precisa-se de mais funcionários competentes. Precisa-se pensar no trabalhador!
Os impostos não param de aumentar, mas as melhorias mesmo não estão sendo vistas como deveriam.
Realmente torço para que um episódio imundo como este não aconteça por aqui, e que a população lembre disso tudo, para que no futuro, junto à democracia (se é que ela nos ajuda), posso se vingar do dayoff imposto pela suas empregadoras graças a essa maldita greve.
Dica do Post:
Há exatos dez anos, falecia umas das pessoas mais influentes de todos os tempos no campo da música e da sociedade mundial. Frank Sinatra - "The Voice"- talvez seja a mais rápida lembrança quando queremos citar música de qualidade. Sua voz potente e doce entrava em nossos ouvidos como açúcar e perambulava em nossa mente, com as letras de carater romantico que vagava pelo piegas sem deixar de ser brilhante. Indico o álbum 'Duets' e 'Duest II', lançados na década de 90 e recheados de belas canções. Vale a pena conferir também o álbum lançado pela Warner nesta semana de lembranças tristes da morte do cantor, chamado de “Nothing but the best”, que reune clássicos do imortal músico de olhos azuis penetrantes.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
O Fervor do Terror
Felizmente nem tudo são decepções. Contamos com diretores e roteiristas competentíssimos atualmente e que fazem com que seguimentos antes já copiados exaustivamente, se reinventassem e nos presenteassem com bons longas que realmente assustam.
Se em sua mente, ao ler sobre diretores contemporâneos competentes e inteligentes, veio o nome do Quentin Tarantino, que de vez em quando se envolve em um projeto de gênero duvidoso, se enganou. A não ser pelo ótimo Planeta Terror/A Prova de Morte, que junto com o fenomenal Robert Rodriguez buscaram o que tem de mais delicioso nos sangrentos filmes Trash passados nas famosas Grindhouses dos anos 80. Aliás, este projeto de Rodriguez e Tarantino foi um acerto em tanto, pois fez com que transformassemos a tenebrosa nostalgia desses filmes que nos assustavam antigamente, em um piada, visto o retrato fiel da insanidade e baboseira que era o roteiro de um filme desses. Fenomenal.
Reinventar películas é o acerto da vez agora. Pegar um fio de meada posto no passado e colocar características modernas com inteligencia e bom senso tem sido a bola da vez para que o gênero Terror não caia no anonimato. Tivemos a volta de zumbis com a ótima franquia Extermínio (1,2); o monstro devorador com o assustadoramente perfeito Cloverfiel – Monstro; a temática Céu/Inferno com o Colheita do Mal – sucesso de publico e crítica e super recomendado por este blog -; a costumeira reprodução de obras do mestre Stephen King, como o enigmático 1408, além dos costumeiros serial killer´s, que dificilmente agradam, tendo pelo visto sido salvo pela recente franquia bem sucedida de Jogos Mortais.
A utilização de elementos até então inéditos como uma fábrica de tortura no nojentamente bom O Albergue ou o amadorismo de um câmera em um prédio com zumbis - como em Rec -, dão um toque bem maior em filmes de terror e fazem com que o tédio vá embora. E prestem atenção no caso de reproduções americanas de filmes de terror japonês: a qualidade é muito inferior. Os filmes de terror japoneses têm um toque assustador a mais, inexplicavelmente melhor. Comparem: O Grito americano e O Grito japonês. A diferença é nítida.
Enfim. Ainda dá para salvarmos o gênero que tanto nos agrada. Levar sustos, ter o frio da barriga característico, querer saber qual sera a próxima morte, entre outras boas características que nos rodeiam ao assistirmos um filme do gênero e que não podem ser rejeitadas. Que venham muitas morte e sangues para nossa alegria.
Post inspirado no "O Horror do Terror", feito pelo blogueiro Rafael de Carvalho.
Dica do Post:
sexta-feira, 11 de abril de 2008
A necessidade de um corrimão para o brasileiro.
O brasileiro - visto fatos que sempre nos rodeiam devido os meios de comunicação - possui intrínseco em sua cultura a busca por um apoio em uma hora complicada. Não digo isso falando de pesares pessoais como morte ou separação, em que um ombro amigo é o melhor refúgio. Falo de problemas sociais, que estão em polvorosa em nosso país e sempre há uma válvula de escape em cada caso.
A imprensa sobrevive de escândalos. Quanto maior e mais drástico melhor. É um atrás do outro, não se vê nenhum momento a paisana onde nada acontece. O caso da vez é o que remete o assassinato da pequena Isabella Nardoni, de 5 anos, que foi jogada do 6° andar do edifício onde residia. O caso vem sendo apurado com afinco pela polícia, e sendo de uma grande tragédia, o sensacionalismo que há na imprensa é enorme. Essa pressão faz com que erros indiscutíveis da polícia se tornem expostos e não debatidos, como foi a prisão dos pais da menina, até então os principais suspeitos (mesmo sem nenhuma prova cabal contra eles) e que foram algemados, sendo que eles estavam se entregando de livre e espontânea vontade. Deixo claro que não defendo o pai e a madrasta da menina, mas acho que a justiça deve ser feita, e sei que as algemas só devem ser usadas em caso do suspeito apresentar perigo. A justiça e as pessoas que a cercam, parecem fingir que nada vêem nesses fatos. E isso é revoltante. No fim, o caso de Isabella mostra que precisamos culpar alguém logo diante de uma tragédia. Não temos a capacidade de esperar o resultado real.
A religião é outro ponto de apoio de milhões de brasileiros. Assim, mais uma estátua que chora foi motivo para um enorme alarde. Não gosto muito de entrar em discussões que envolvam assuntos religiosos, entretanto, chega a ser um cúmulo como ainda se rendem à notícias como essas. É frustrante. O apoio na religião é corriqueiro e até necessário, entretanto o fanatismo neste caso beira ao ridículo, e o pior, não duvido que em breve cobrarão a visita à imagem.
Sem mais delongas, é incrível isso no povo brasileiro: a necessidade de um bom resultado, a correria por um culpado ou a busca por um apoio indispensável. Devíamos seguir tudo do jeito que deve ser seguido: deixar a justiça fazer seu trabalho junto a polícia, tentar inibir a imprensa marrom, ser mais cético em certos assuntos, entre algumas outras "regrinhas" a mais. Se fizéssemos tudo dessa forma, teríamos resultados bem melhores e bem menos bagunçados. Isso eu garanto.
Dica do Post:
Quem tiver oportunidade, assistam na Warner Channel à nova série Pushing Daisies. Conta a história de um rapaz que tem o dom de reviver qualquer coisa que já foi viva mas não podendo toca-la novamente, o que significaria morte definitiva. É uma história intrigante e que vale a pena assistir. O modo como é narrado, parecendo um conto infantil, dá um charme a trama. Bom, àqueles que não possuem TV a cabo, sugiro que baixe os episódios legendados na net. Enquanto a Warner está em seu 1° capítulo, há fóruns com mais de 7° episódios já. Enjoy it!quinta-feira, 27 de março de 2008
A grave doença chamada Saúde Pública Brasileira.
No segundo semestre do mesmo ano, fomos surpreendidos com vários casos de Febre Amarela, de um tipo diferente e que estava matando rapidamente. A mobilização foi grande e falha, mas deu pra controlar e até o final de dezembro não houve mais do que 13 mortes. E não pense que a doença já foi banida não, porque ainda há casos surgindo.
Lembro-me das incansáveis tentativas do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, de tranqüilizar a população, com dizeres de que não havia hipótese de uma epidemia. Ele falava e mais uma pessoa morria, era algo, assim, catastrófico.
Agora a concentração está em cima dos diversos casos de dengue no estado do Rio de Janeiro. Novamente há o tranqüilizante de que não há motivo para alarde, pois não haverá uma epidemia. Mas infelizmente todos os dias novos casos da doença estão surgindo e a saúde pública de estados - como o do Rio de Janeiro - não está preparada para a grande demanda de casos com a doença.
Decerto que no período – comparado a 2007 -, o índice de casos é menor, mas não é baixo. Segundo relatos oficiais do governo, foram investidos 685 milhões de reais no combate a dengue e mesmo com tamanho capital investido, são dezenas de milhares de infectados. O que acontece? Incabível dizer. Mas há algo errado. As denúncias das más condições nos hospitais cariocas, pelo visto, não tiveram baque algum sobre o governo do estado. As más condições, o superlotamento e a falta de obras ainda são características destes ambientes. Pessoas morrem sem atendimento, não há vagas, falta remédios, falta profissionais, falta instrumentos... e o povo, como que fica na história? Tendo doenças graves para se preocupar e poucos recursos para pagar um hospital decente e comprar remédios sem ter perigo de serem barrados pela falta dos mesmos.
A saúde e a educação neste país precisam urgentemente serem observadas e trabalhadas. É preocupante a calamidade que tudo se transformou.e a passividade com que todos recebem isso. Aqui no Brasil tudo funciona a base de um grande motivo. Estão esperando acontecer uma grande tragédia para que a imprensa internacional caia em peso em cima, para que assim se comesse a fazer algo. A OMS já colocou dados alarmantes sobre a Febre Amarela e sobre a situação da Dengue no país. Já divulgou também que o Brasil não está preparado para receber uma epidemia, seja qual for o tipo. Enquanto isso estão de braços cruzados e dizendo ao povo brasileiro que investiram milhões aqui e ali e que não precisamos ficar preocupados. Francamente.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Across the Universe, 2007
A aposta de cineastas em voltar a produzir longas baseados em musicais da Broadway, com o fascínio dos palcos transformado em exuberantes obras cinematográficas – como HairSpray, Dreamgirls e Chicago -, fez com que a decepcionante e previsível indústria de filmes americanos se reinventasse e fizesse do gênero musical mais mastigável à todas as camadas populares, o que é louvável. Mais louvável ainda é quando somos presenteados com bons musicais e com identidade própria. Esse é o caso de Across the Universe, dirigido pela competente Julie Taymor (Frida) e que tinha todos os elementos para se tornar um clássico, mas que escorrega feio na desordem do roteiro e na má edição final.
A escolha dos atores de certa forma foi notável. Julie, aliás, tem essa característica em potencial. Escolher um elenco digno e competente e que não traz tantos holofotes pessoais ao longa. Jim Sturgess e Ewan R. Wood são sinceros nas palavras e nas trocas de olhares, e sabem trabalhar em um romance – acreditem, por mais fácil que seja, atualmente é raro ver competência nesse gênero. O mais no elenco do filme fica por conta da talentosa Dana Fuchs, que aparece bem pouco mas se destaca. Felizmente não há falhas com atuações, e nem pudera ter, já que a diretora se confundiu em peso e grau com as constantes aparições/sumidas de personagens. O exagero prevaleceu nesse sentido e fez com que o longa se transformasse em uma promissora história sem nexo. A utilização de personagens como Prudence (que pelo visto só foi posta no filme devido à música de mesmo nome dos Beatles), que aparecem-somem-aparecem novamente sem explicação cabível alguma, é frustrante e decepcionante. Outro exemplo foi Bono Vox aparecendo por dez minutos e sem mais é retirado de cena de forma instantânea e inexplicável.
O filme conta com um jogo de câmeras bem feito e com uma fotografia incrível. Utilizar momentos de psicodelia, além de sublime, seria de grande acerto no longa. As imagens são fantásticas e isso é incontestável. Entretanto, sabendo que este recurso é no mínimo fascinante aos telespectadores, Julie novamente exagera na dose e deixa no filme takes que poderiam ser descartados pela falta de ligação com o filme. O trabalho de edição parece ter sido corrido a ponto de deixar cenas desnecessárias à visão de cinéfilos atentos.
Outro “possível” erro, foi a utilização das dezenas de músicas dos Beatles sem cortes. Decerto que é um musical, mas o proveito poderia ser inexplicavelmente maior caso houvesse um engenheiro de som competente na maravilhosa trilha. Isso fez com que Across the Universe se tornasse um filme demasiado longo e que foge ao estereotipo de popular - o que não é uma qualidade.
Nota: 8.5
Dica do Post:
Acometido pela vasta (e brilhante) obra de Ella Flitzgerald e Nina Simone, me perdi um pouco no gênero que mais me identifico: o bom e velho rock. Quase que deixo de ouvir um dos discos mais bem feitos de 2008 até agora:
Accelerate - R.E.M. (4estrelasde5)
A banda (imortal por Losing My Religion), extrapola suas barreiras e inova a carreira com este fabuloso disco. O melhor deles nesta nova década. O R.E.M. volta a suas raízes e nos presenteia com o velho e ótimo power/rock/pop que tanto brilhou em sua carreira na década de 90. E não pensem vocês que escutarão um som já passado e enjoativo, o interessante de Accelerate é a facilidade com que o som funciona no decorrer do álbum, partindo de um prisma antigo - por assim dizer-, e chegando aos dias atuais, com uma baixo e uma guitarra enfurecida. Quase inacreditável!