Mesmo ainda tendo a mente no ócio, sem criatividade alguma, é lendo o último post do blog do Fernando Teixeira, que um assunto ao qual já desejo falar há algum tempo vem a tona.
Qual o principal papel da mídia? Levar informação à todos, sem se importar com quem quer que seja, não é? Mas e quando a informação levada, de tão divulgada, se torna chatamente repetitiva, e na maioria das vezes, não tem utilidade de conhecimento alguma? É isso o que, diariamente, acontece com a atual imprensa. E não falo exclusivamente da brasileira, pois nos países europeus e americanos, a enxurrada de notícias fúteis, não é raridade.
Acessando sites como G1, UOL, BBC ou CNN, há qualquer hora do dia, alguma notícia sobre o caso da menina Maddeleine estará como manchete. E assim tem sido há 150 dias, desde maio. Não que a notícia não seja importante – ao contrário, ajudou muito a alertar sobre desaparecimentos de crianças no mundo inteiro-, mas quantas crianças somem diariamente em todo mundo?? Porque doa-se milhões de euros para ajudar na procura da menina, ao invés de doar para institutos responsáveis pela ação? O caso da pequena Maddie, de tão divulgado, chegou a um ponto de saturação, que ninguém agüenta mais ouvir falar.
Outro caso que a imprensa insiste em nos reportar todo dia, é quando se trata da pobre Britney Spears. É só a moça tossir que vira capa de revista ou de tablóides. É incrível. Apesar de tudo ruim que ela anda fazendo, ainda continua como a maior popstar da Terra, e tudo isso por causa da imprensa.
São apenas alguns exemplos perto de tantos que nos bombardeiam diariamente. Assuntos como crises na nossa política são trocados pela dúvida de quem matou a vilã da novela. E isso, principalmente no Brasil, é de todo ruim. Falta de informação de qualidade, é um defeito bem grave em nosso país.
Infelizmente, não tem como acabar com as revistas e os tablóides de fofocas. A escolha vai de cada um. Viver com alienação ou não? Eis a questão...

