terça-feira, 28 de agosto de 2007

Soulcrusher by Operator


Ser presenteados sempre com boa música não é nenhum sacrifício, ainda mais se tratando de um Hard Rock de qualidade. Ok, anda meio difícil se achar alguma banda de hard rock muito boa, mas que seja diferente das outras. Mesmo tendo de suportar esse clichê a cada novidade mainstream de peso, a banda que lhes indicarei é um dos achados deste ano.

Antes, é merecido o reconhecimento de uma banda que busca qualidade cada vez mais, mesmo não conseguindo. O Velvet Revolver (foto2) foi um tipo de Audioslave bem sucedido. Em 2004 lançaram um fantástico álbum, Contraband, que trazia um Slash e um Matt Sorun potentes e um Scott Weiland ainda dando pro gasto. Bebendo na fonte oitentista do hard rock, o álbum teve seu sucesso e o fez por merecer. O segundo trabalho lançado este ano, Libertad, não repetiu a mesma fórmula. Tentaram inovar, mas não o conseguiram, ficou algo meio óbvio e mostrou uma fraqueza: A (antes) bela voz do ex-Stone Temple Pilots, Scott Weiland, rendeu-se aos abusos do cantor e parece maquiada no Libertad. Uma pena. Enquanto isso, o ex-vocalista do citado Audioslave, Chris Cornell (foto3) também cai na qualidade em seu segundo álbum solo. Não que Carry On seja ruim (estamos falando do Cornell ok?!), mas comparado a seu antecessor, Euphoria Morning, a qualidade é bem inferior.

Então já que o Scott anda mal nas cordas vocais, e o Cornell anda mal em músicos, porquê não coloca-lo à frente do Velvet Revolver e acabar de vez com essa história? Nada disso, para isso temos o fantástico Operator (foto4), banda de rock´n roll puro que equilibra bem o que esses dois citados têm a oferecer.

“Achado” pela Atlantic Records, depois de uma demo lançado pelo vocalista Johnny Strong, em um projeto solo, e após uma união com alguns ex-integrantes de bandas, o Operator vem trabalhando em seu cd de estréia desde 2005. Soulcrusher teve seu lançamento ainda neste mês de agosto, e já vem obtendo boas críticas diante seu primeiro trabalho, e o melhor, aceitação do público: o álbum está desde sua estréia no Top 10 da Billboard, na categoria “Mainstream Rock”, e não é por menos.

Soulcruscher já começa estourando. A música que dá nome ao álbum também é o primeiro single - com um clipe censurado. Começando com uma voz a lá Cornell (assim como no álbum todo) e crescendo para gritos e uma guitarra enfurecida de bons riffs, a primeira música de trabalho é uma das melhores do álbum e uma ótima escolha para estrear. E por assim se segue quase todas as faixas. Ótimas músicas pesadas e algumas baladinhas desnecessárias, mas até boas por causa da bela voz.

A Operator peca em não criar uma identidade. A forte semelhança com a voz do Chris Cornell, pode ser uma cruz para a carreira do Strong, o que é uma pena. O produtor, erroneamente, parecer querer tirar proveito dessa qualidade. A mixagem das músicas lembra um pouco o grunge da época do Soundgarden. Aos ardorosos fans nem tanto – soa mais como um hard rock a lá Velvet Revolver mesmo-, mas para quem apenas curte o som da primeira grande banda do Chris, sendo meio leigo nas músicas deles, vai começar a comparar, o que é a pior coisa a ser feita. Outro erro está nas músicas consideradas ''baladas''. Se usassem da esperteza, fariam um álbum arrebatador, forte mesmo, com poucas músicas lentas. Seria fantástico. Este clichêzão de que tem de ter baladas nos cds, é questionável, ainda mais neste caso.

A Operator lançou um ótimo álbum em 2007, infelizmente não é um dos melhores, mas vale muito a pena conhecer o trabalho da banda. Tomara que a “maldição do segundo disco” não pegue a banda, e o próximo álbum seja arrematador, caso contrario, viria um possível triste fim.

.4 estrelas de 5.

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domingo, 26 de agosto de 2007

“O desafio de se conviver com a diferença”















Olá galera!!
Bom, como todos sabem, hoje foi o dia da aplicação da prova do ENEM, que estava ridícula este ano. Abaixo trago-lhes a cópia fiel da minha redação. Bom, o tema é o título, espero que eu vá bem, hehehehe. Abraços!!
Diego Moretto

Desde a construção de uma sociedade civilizada, aceitar diferenças – sejam elas econômicas, religiosas ou culturais-, ocasionalmente sempre foi uma tarefa mal sucedida, defeito esse que inúmeras vezes foi o propulsor de sangrentas guerras e, ainda hoje, motiva vergonhosas demonstrações preconceituosas.

Mesmo tendo na história geral de nossa sociedade, exemplos cruéis de preconceitos que foram responsáveis por grandes tragédias – como o Holocausto-, ainda vivemos sob um sistema em que não há oportunidades e aceitação para todos, devido a dificuldade de se conviver com certas diferenças. Países desenvolvidos, como França e EUA, são vistos pelos imigrantes como “terras de oportunidades”, e assim, buscam nesses países uma melhor condição financeira, já que a situação de onde prouveram, não é das mais fáceis. O problema é quando esses países de primeiro mundo adotam atitudes xenofóbicas. Em 2007, na França, novamente o caos se instalou com vandalismos e protestos por parte dos franceses, que exigiam a expulsão e não-aceitação de imigrantes. O presidente francês Sarcozy – cujo pais não são franceses-, anunciou que uma das metas de seu governo será diminuir o fluxo de imigrantes que entram no país. Nos EUA, o preconceito contra árabes e latinos, por exemplo, é manifestado abertamente entre a população americana, semelhante à sofrida pelos negros há algumas décadas no país. No Brasil – um dos países com a maior diversidade cultural do mundo-, a aceitação de diferenças da sociedade, não é muito corriqueira. Temos um maldoso repulso aos nordestinos em São Paulo, a ação dos chamados “skinheads” contra negros e homossexuais no sul, além de exemplos como atear fogo à um mendigo e espancar uma empregada doméstica.

Sendo assim, é triste saber que mesmo vivendo em uma sociedade avançada como a nossa, há diversos exemplos de preconceitos arcaicos, semelhantes àqueles que ficaram marcados na história de nossa civilização por meio de histórias cruéis. O Brasil, que deveria ser o país com a cultura mais linda devido a diversidade, tornou-se o país da desigualdade social e econômica. Em âmbito mundial, alternativas de conscientização – com ajuda da ONU-, poderiam ser repassadas à todos os países, para que se tente combater a xenofobia. No Brasil, programas governamentais que buscam oportunidade à todos, poderiam ser colocados em prática, junto à empresas e à população. Além, é claro, da educação de nossa civilização, começando com as crianças, ensinando a aceitar as diferenças e que todos nós somos iguais perante a lei, para que assim, no futuro, possamos desfrutar de uma sociedade mais justa e igualitária.

NOTA: 92, 85 PNTS.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

As Flores do terror

O blog DM traz dois posts hoje, devido um duplo motivo: Além de estar comemorando o 100º post com a crítica abaixo, o blog necessitava de uma publicação. Espero que gostem de ambos. Abraços!


Em plena era do egocentrismo, do capitalismo exaltado e do egoísmo como característica marcada da sociedade moderna, é de se estranhar algumas bonitas atitudes diante uma tragédia. Pega-se o exemplo do terrível terremoto que matou centenas de pessoas no Peru, ocorrido ainda neste mês. A mistura do terror que foi o desastre junto à precariedade do país causou um alarde em todo o mundo, que começou a fazer uma mobilização em cada parte do planeta. Doações vieram de diversos lugares: desde os vizinhos como Brasil e Bolívia até de paises europeus. Além é claro da ajuda da ONU, que neste quesito, sempre é um grande propulsor em tarefas humanitárias.

A tragédia no Peru, falando-se na solidariedade, se assemelha muito à ocorrida em 2005 na Ásia: o temido Tsunami. Foram belas as ações, que iam de escolas de ensino fundamental à megas doações de celebridades e governos. Cada um, em todo mundo, doava como podia. A solidariedade veio em conjunto.

Outro tipo de boa ação, e talvez até um pouco mais importante, é quando o que vale é apenas o bom coração de cada um, como aconteceu no desastre da cidade americana de New Orleans. O susto que foi ver a nação mais poderosa do mundo tão frágil quanto qualquer outra, deu um ímpeto de força maior para a civilização, de uma forma a se unir. Usei-a como exemplo por causa da vergonhosa indiferença do governo americano com o tamanho da tragédia. Das duas uma: ou o presidente não sabia o que fazer e realmente ficou acuado com um desastre tão grande, ou houve um caso de inépcia e ignorância - o que se tratando de George W. Bush é o mais provável. Assim, já que a população havia sido “esnobada” pelo governo, o que restou foi a mobilização de quem estava prestando atenção do horror que estava New Orleans. Mais uma vez, a ajuda de artistas da música e do cinema e de vários outros do ramo, foram essenciais para a reconstrução da cidade. Parte do mérito também vai para o prefeito de New Orleans, que conseguiu ultrapassar a barreira do desespero e, na medida do possível (verbas) ajudar à sua cidade.

Aqui no Brasil (país ao qual sempre fica à frente dessas ajudas humanitárias), os acidentes da Gol e da TAM não trouxeram doações de todo mundo, mas causaram um sentimento de união por parte do povo brasileiro, que fizeram passeatas e protestos em revolta ao descaso das autoridades diante soluções do problema.

Talvez seja até triste falar disso, já que pelo visto tem-se de acontecer um triste acidente, ou um desastre, para que a civilização se una em prol da ajuda humanitária. O que anda acontecendo de grave no mundo, como a fome e as doenças, são problemas que se tivessem um olhar maior da população seriam de proporções menores. Infelizmente são poucas pessoas e instituições que se preocupam com a desnutrição da Etiópia ou a marginalização nas favelas brasileiras, por exemplo. Assim fica no ar a questão do porquê de esperar acontecer algo tão triste e ruim para fazermos algo pelo outro. Deixo no blog o parabéns há algumas escolas públicas daqui de Vitória/ES pela iniciativa das doações que serão enviadas às vítimas no Peru.

Os Simpsons- O Filme (The Simpsons - The Movie, 2007)

Comemorando, \o/, o 100º post publicado no Blog desde sua estréia, há 7 meses...

Após 10 anos e 18 temporadas, a família mais amada da televisão mundial chega às telonas, escrachando com um ótimo humor e uma história que parece mais um episódio, sem deixar de ser fantástico.

[SINOPSE] Homer, o patriarca da família, causa a poluição do lago de Springfield. Isso causa grandes danos à cidade. Uma das sugestões de como solucionar o problema, é colocar uma espécie em volta de de bolha Springfield, isolando-a do mundo.

Se tratando da técnica do filme, o diretor, David Silverman, acertou em usar o mesmo processo de animação que utiliza no seriado, sem muitos toques inovadores. Assim a película não perdeu a simplicidade original da série. As dublagens originais são bem cômicas e traz algumas surpresas (como a participação do ator Hank Azaria, que dubla mais de 10 personagens). Mas a brasileira passa longe de desapontar, ou seja, pode assistir tranqüilo.

O roteiro é super afiado, o que traz um distanciamento da série. Com piadas mais fortes, linguagens mais pesadas e uma crítica que pega desde políticos americanos até celebridades reais e fictícias. Mas também pudera, foram 15 roteiristas que criaram um roteiro revisado 158 vezes (!!!), e por incrível que pareça deixaram a história redonda, sem partes ou sub-histórias quebradas. Outro ponto positivo foi a inteligência em não contar a história da família mais conhecida do mundo, o que – se tratando dos Simpsons-, seria totalmente desnecessário.

A trilha sonora também é outro acerto. Desde o rock do Green Day no começo do longa, até as satirizadas e irônicas músicas durante o filme dão um toque mais do que especial.

No seguimento, Os Simpsons agrada. O problema se dá na repetição da fórmula, ou seja, nada diferente do que você viu na série, mas nem por isso o filme desaponta. Ao contrário, é uma ótima diversão. Tratar de assuntos do momento – como Aquecimento Global-, de forma satírica e irônica foi um grande acerto. Depois de tanto tempo, o filme merecia um tratamento mais refinado, um tempinho a mais (são apenas 87 minutos), algo mais inovador. Mas já que temos a sorte de ainda contarmos com a série televisiva, rezemos para que – pelo menos por enquanto-, não estejam pensando em fazer outro longa da animação. Tentem assistir ao filme com a sala cheia de fans adultos. Boas risadas!

NOTA: 8.6

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Meme da vez...


Dá-lhe caros leitores. Como há dois meses, os Memes se tornaram mais do que comuns no mundo da blogosfera – o que é ótimo-, o amigo Adrian Masella, me indicou para mais um interessantíssimo.

Consiste em indicar as 3 ou as 5 maiores invenções da humanidade. Bom, é meio do que impossível colocar as 3, ou 5 maiores. Assim, coloquei as 3 que vieram em minha mente, perdoem se forem babacas, hehehe.

Rock

Não poderia começar esta lista sem listar o que é o motor de todos os meus dias. Com mp3 nos ouvidos, em qualquer hora à qualquer lugar. Nada melhor do que uma boa guitarra, balanceada com um baixo, agitada por uma bateria e levada por uma voz que é capaz de mover montanhas. Sem dúvida o Rock está no pódio das maiores invenções de todos os tempos.

Livro

Talvez a invenção mais antiga dessas minhas 5 listadas. É absolutamente incrível como podemos usufruir de uma boa leitura. Peço licença e me restrinjo às leituras casuais, porque meu ódio por livros de exatas cresce a cada dia. Assim, nada melhor no fim de noite, depois de um dia cheio, em contato com sua devida cama, a leitura de um inteligente romance policial, ou uma encantadora história medieval e indo mais além, a descrição detalhada e verídica de uma guerra. Não importa a preferência, o livro é sim capaz de nos fazer viajar sem ao menos sair do lugar, impressionante.

Filme

Poderia ser colocado junto ao livro, a diferença é que ao viajar, sabemos para onde estamos sendo guiados e a realidade é bem mais intensa. Junto aos filmes, claro, vem os cinemas. Cada poltrona traz uma história, e por mais vezes que você vá, cada uma é única. Acompanhado ou sozinho, rir de uma comédia, se assustar com um terror, chorar em um drama ou se deliciar em um romance, são características inexplicáveis de um filme e que em um mundo totalmente estressante, como atualmente é, se torna um fator indispensável na vida de qualquer pessoa.

Chocolate

Pode acreditar, é isso mesmo. Quem é o maior companheiro depois de uma desilusão amorosa? Quem é o maior companheiro para uma iniciação amorosa? Ou menos romântico... ao assistir à um filme, ao vibrar com um jogo, ao se acalmar depois da dependência em cálculo e estatística, ao acordar, depois de almoçar.......enfim! Seria frustrante não coloca-lo nesta lista, apesar de que ele venceu por bem pouco o chopp gelado, hehehehehe.

Internet

Essa sim, é uma invenção muito louca. A internet foi o maior catalisador de coisas boas e ruins já inventado no mundo. Da cola escolar no Google às fotos gratuitas da Playboy, a internet é a única coisa que me vem ao imaginar onde achar algo, onde achar qualquer coisa. É uma ferramenta impressionante e que de longe desbanca outro invento fascinante: o telefone. É com ela que fecho meu ciclo, esquecendo de muita coisa, mas estas já deram para sacar bem, como a tecnologia, independente de qual, é essencial.

Agora, como segue as regras, envio o Meme para mais três blogs amigos:

Fernando Teixeira Pensamentos Equivocados d´O Arroto

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O novo preconceito


















Semana passada, a Universidade Federal do Espírito Santo, divulgou em nota que reservará 40% das vagas do próximo vestibular para alunos de escolas públicas. A medida saiu para ofuscar o último vestibular, que não teve nenhuma cota de reserva - e por isso ajudou a comprovar a grande idiotice que é esse sistema.

Na verdade, idiotice é uma palavra um pouco forte, pois o sistema é bem trabalhado, pena que a adoção dele surte fatores não muito dignos de ovações.

Se repararmos bem, Lula adotou a criação desse sistema, buscando fugir de alternativas mais promissoras mas com um pouco mais de tempo para se adotar. A pressão por soluções rápidas, e a forte cobrança do povo devido suas ilusórias promessas, são apenas alguns dos fatores que transformaram esse programa em uma solução que parecia um milagre do governo: eficácia misturada com rapidez. Um tiro no pé na verdade.

Com uma educação fundamental e média (com exceção das federais) medíocres, o estudante chega à universidade federal sem base nenhuma. Além de isso ser sim um fator super importante, se manter economicamente nestas universidades (mesmo elas sendo públicas), não é nada fácil, ainda mais para alguém que tem de provar fazer parte da baixa renda brasileira – o que é outra coisa ridícula: o sistema prima em combater o preconceito com a inclusão social, mas escracha o preconceito em sua forma mais sutil. A reserva para estudantes de escolas públicas ainda é menos do que quando era para negros, essa sim era triste e perigosa, e podia gerar mais desigualdade por raça ainda no futuro.

Tocando no assunto do preconceito e lembrando-lhes do título deste artigo, neste programa, temos nada mais nada menos do que uma forma rara de preconceito, onde quem é injustiçado é o estudante de escola particular, aquele que se encontra em uma posição considerável confortável de vida. Qualquer forma de preconceito deve ser banida, mas ainda sim a realidade é outra. Como o ensino público brasileiro é incrivelmente ruim, muitos pais (que não tem condições), colocam seus filhos em escolas particulares com um árduo sacrifício, para que, por meio de seus primogênitos, consigam uma situação melhor de vida. Isto é fato na maioria das escolas particulares. Além disso, os bolsistas também são excluídos da reserva de cotas, o que é outro absurdo.

Como vêem, a situação é desestimulante. É incrível como é comum acontecer ações sem estudos neste país. O governo teve seus acertos, como foi é o programa Universidade para todos (os pré-vestibulares de qualidade para estudantes de escolas publicas) e o ProUni. Mas sem dúvida, o sistema de reserva é de extrema infelicidade. Funciona como um atestado de ignorância para esses alunos beneficiados, além de contribuir para a formação de profissionais incapacitados no mercado. Nem sempre a mistura entre eficácia e rapidez dá certo....

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

O paradoxo da (in) eficácia da Polícia

Inevitavelmente, nós brasileiros, começamos a conviver com a desesperança. Foram desilusões que iam de um presidente que se dizia forte, mas era fraco, de um sistema que era invejado e que se mostrou podre e de uma polícia que sempre foi tida como a nossa salvação, mas que tem cometido tantos erros tristes que também entra na lista das desesperanças de nosso Brasil.

No começo desta semana dois acontecimentos nos fizeram ficar em dúvida: Será que somos tão injustos ao se referir às polícias (civil, militar e federal) como ineficazes? Ou realmente é mais um tipo de falha ao qual não teremos bons resultados em tão breve tempo?

Na última terça, um dos maiores traficantes do mundo e o segundo homem com maior recompensa na procura (o primeiro é o Bin Laden), foi preso em São Paulo. O colombiano Juan Carlos Ramírez-Abadía, residia no país já há algum tempo e vivia como um milionário, assumindo cargos importantes e com vários projetos em pauta, inclusive a construção de um aeroporto ao qual ajudaria nas viagens de seus comparsas na entrega de suas drogas. A Polícia Federal (que aliás este ano vem surpreendendo) fez um ótimo trabalho, sendo até a ovacionada pela imprensa internacional. Como viram, nem tudo está perdido, entretanto...

No final de semana, no município da Serra (ES), o vereador Antônio José Denadai (PL), foi detido após ser pego em alta velocidade pela polícia. O vereador não quis parar o carro, iniciando uma perseguição. Após ser algemado e levado em camburão, o deputado se recusou a fazer o teste do bafômetro. 3 horas e muitos copos de água depois, o teste foi feito, comprovando que estava sim com um nível de álcool superior ao permitido. O vereador pagou uma fiança de 350 reais e foi solto. Segundo ele, os policiais bateram e o roubaram, já que tinha 10 mil reais em seu porta-malas ( dinheiro que vai ter de explicar a origem...).

O que temos neste caso, é a força de um cargo alto. O vereador, apesar da pequena fiança, não sofreu com nada. A sua carteira de motorista continua como estava, não precisará responder processo e muito menos será condenado por alguma coisa. Agora fica a pergunta, por que isso? No que ele é melhor que o resto da população, que seria sem dúvida mantida presa e com diversos processos nas costas? A notícia causou grande ofuror local, já que a população ficou, com razão, revoltada. O caso todo é triste: porque a demora em se aplicar o teste do bafômetro? Porque a fiança tão baixa? Porque não manteram preso? Porque não foram tirados pontos da carteira?? São muitos porquês desnecessários.

São dois casos totalmente contraditórios, que apesar de mostrarem uma luz verde em um túnel bem escuro, ainda nos dão incerteza se podemos confiar na polícia como deveríamos. O caso de terça-feira mostra que é possível sim, só aplicar algumas soluções. Será que a unificação das polícias seria uma boa? Um reajuste de salário? Maiores condições de armamentos?? Entre tantas várias que deveriam ser estudadas, para que casos como o do último sábado não voltem a acontecer.

Agradecimento especial à amiga Priscilla Torezani pela indicação de tema... o branco ainda me persegue. Obrigado Pri e Feliz Aniversário.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

A má influência da mídia brasileira

O que se fazer em um país onde o analfabetismo literário predomina, a televisão é o principal meio de informação e o povo é passivo a ponto de deixar que coloquem seu país abaixo sem fazer nada? A resposta é desconhecida até então. O problema é quando, o único meio de fazer com que as pessoas criem uma opinião e tenham consciência do que anda acontecendo no Brasil, nos trai, fazendo apenas o necessário para se vender matéria, se tornando veículos de comunicação aproveitadores de oportunidades, o que é verdadeiramente triste.


A mídia brasileira funciona da seguinte forma: aproveita-se ao máximo o acontecimento da semana e espera outro igual ou tão grande para poderem abafar o caso e partir para outra. A exemplo disso, temos o recente caso do triste acidente com o vôo do avião da TAM, o que causou alarde em todo nosso país, nos deixando com um luto eterno por àquelas vítimas do descaso. Não se falava, não se lia, não se ouvia outra coisa, tudo passado pela mídia envolvia o acidente. OK, era de extrema importância se tratar do assunto, e abriu mais ainda a ferida que ronda o sistema aéreo brasileiro, mas o que esta sendo discutido neste artigo, não é a importância das matérias passadas pela mídia (isso em um outro post...) e sim a responsabilidade em passar informação com credibilidade e clareza para o público.

Enquanto não se via mais nada além do acidente da TAM, Renan Calheiros continuava fazendo do senado seu circo, onde os palhaços eram o publico e até agora, nada se resolveu; não se sabe mais nada sobre os jovens que espancaram a doméstica e pior, abafaram a história de outros jovens que também espancaram um idoso e de mais outros que espancaram uma professora. Aqui no estado (ES), um crime bárbaro aconteceu - padrasto matou entiado de 2 anos a socos porque ele queria brincar e não o deixava dormir-, digno de ser passado na mídia, mas... ainda tinha de se vender a tragédia da TAM....

Infelizmente isso acontece muito. Aliás, pegando o gancho, esse foi um dos motivos do caos aéreo ter perdurado tanto tempo. As pessoas esqueceram da fatalidade que foi o acidente da GOL, e em muito pouco tempo.

Este artigo critica mais a desonestidade da mídia com a população, mas o povo tem uma culpa muito grande nisso também. A mídia especializada tem mais, já que nosso país não tem uma cultura em que se cultua busca por informação. Se ao menos, déssemos mais importância às páginas de política e economia dos jornais, ao invés das de esportes e celebridades, muita coisa mudaria. A opinião gera senso de luta, o que é algo raro em nosso país. Torço para que esta tragédia da TAM não seja esquecida também, apesar de que, pelo visto, já foi...

OBS: Dois agradecimentos: O 1º vai ao Henrique Fogli pela indicação de matéria em um momento de puro branco e ao blog Macaco Primata (e ao seu blogueiro) por me dar uma dica bem feliz, justificar meu texto. Aos dois, muito obrigado!!!

terça-feira, 31 de julho de 2007

Duplo luto por dois gênios


2007, entre tantas coisas, pode também ser lembrado como um ano em que se perderam grandes talentos. Só citando como exemplo, no começo do ano perdemos Sidney Sheldon, um dos grandes mestres da literatura norte-americana. Na última segunda, o tesouro cinematográfico não perdeu apenas um, e sim dois gênios consagrados, que levavam a 7º arte realmente ao pé da letra, transformando cinema em obras-primas.

Na manhã de segunda, o diretor sueco Ingmar Bergman (foto1), de 89 anos, faleceu em sua própria residência de causas não divulgadas. Bergman foi responsável por levar inteligência e poesia para as telas (e para os palcos) de todo o mundo. Seus 40 filmes, sem exceção, possuem uma categoria superior na 7º arte. Com toques pessoais de melancolia, solidão e morte, o diretor levava o clima noir ao máximo e com sutilidade. Aliás, tratar da morte com maestria era uma das características mais marcantes do diretor sueco. Ver a morte sob olhos alegres e fascinantes da personagem principal de “Morangos Silvestres” ofusca a forma ironicamente engraçada do script principal de “O Sétimo Selo”, em que o personagem tem de decidir a vida em um jogo de xadrez jogando com a própria Morte. Ambos filmes tratando do tema “morte” de forma maravilhosa.

Mas, Ingmar Bergman alcança um patamar ainda maior da genialidade com o belíssimo “Fanny e Alexandre”, premiado com 3 Oscar´s. Tamanha qualidade talvez se deva pelo fato da história do filme ser praticamente a história de sua vida. Assim como os dois irmãos do filme são maltratados física e psicologicamente pelo padrasto Bispo, o diretor teve uma traumática infância, com um pai (pastor luterano) rígido e violento. Em rara entrevista, Bergman disse que desde criança era atormentado por demônios, e ao se acostumar com isso, transformava em história.

Mas, como se não fosse o bastante perdermos uma figura como Bergman, na noite dessa mesma segunda-feira, morre o diretor de cinema italiano Michelangelo Antonioni (foto2), aos 94 anos. O diretor também faleceu em sua residência de causas naturais. Antonioni foi um mestre em levar o drama ao ponto mais sensível do discernimento humano, com temas como solidão, egoísmo e angustia, tratados da forma mais real e humana no mundo cinematográfico. “Blow Up” e “A Aventura”, são apenas alguns dos grandes clássicos da carreira do diretor.

Infelizmente, hoje em dia, são poucos diretores que ainda são lembrados pela genialidade de suas obras. Como ressalva pela morte de Bergman, temos o excentricamente talentoso Woody Allen, que diz ser muito inspirado pelo diretor sueco, o que é ótimo, já que os filmes de Allen também primam pela qualidade. Bom, tanto as obras de Bergman como as de Antonioni ficarão marcadas para sempre na história do cinema mundial. Aos que não os conhecem, busquem as obras, sem dúvida alguma, àqueles que realmente gostam de um bom filme, não irão se arrepender. In Memorian....

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Pan confirma a maravilha cubana

Não, este não é um post sobre o Pan e muito menos sobre esportes. Até o final da semana passada, foram-se confirmados o “desaparecimento” de 3 atletas e um treinador cubanos. Os desertantes são o jogador de handebol Rafael Capote, o técnico de ginástica artística Lázaro Lamelas Ramírez, e os boxeadores Guillermo Rigondeaux (foto2) e Erislandy Santoya, que abandonaram a competição sem explicações ou pistas de seus paradeiros.

Essas deserções são nada mais do que um frio e cruel retrato da realidade escondida pelo mundo da lastimável situação em que se encontra Cuba há 48 anos.

Tido por jovens idealistas como um país revolucionário e de ideologia inteligente, Cuba máscara uma dor latente em sua população esfomeada, amordaçada pela censura e esquecida pelo mundo.

Com quase 81 anos, em um estado de saúde condenável e um discurso que nunca foi muito lá inteligente, Fidel Castro (foto1) foi o responsável de fazer de “seu” país um antro sujo de calamidades desonestas, onde o povo é obrigado a viver com o mínimo necessário há 48 anos. Sempre colocando Cuba como um país digno de ser chamado de país, Fidel parece se esquecer das taxas de miséria e de mortalidade infantil cubanas, ofuscando à sua realidade, com 60 mansões à sua disposição.

É triste, nós brasileiros, acostumados com a diferença de classes, depararmos com uma manchete de jornal em que Cubanos são obrigados a vender uniformes para comprar comida e roupas, além de “bugigangas” – como esmaltes e máquinas fotográficas-, que para nós é super normal encontrar, mas que são levados escondidos por eles, para que não tomem antes mesmo de desembarcarem me sua nação.

Em um mini-documentário feito pela banda Audioslave em seu dvd Live in Cuba, os integrantes fizeram questão de ressaltar as diferenças sociais que há inclusive em Havana. Visitaram casas de famílias, onde angus de milho são tidos como refeições certas e logo após mostraram o banquete que os esperava no hotel. Muito disso acontece por lá. Aliados políticos de Fidel Castro têm uma vida incrivelmente confortável, enquanto seu povo...

O que também é incrível, é que ninguém se preocupa. Raramente a ONU se intromete quando se trata de Cuba. Não se vê ONGs e nem países preocupados em resolver tal problema. Assim, os cubanos são obrigados a viver daquela forma sem ter para onde correr. Os que tem sorte, conseguem desertar do país e saem sem olhar para traz. Castro, nesta segunda, fez um pronunciamento chamando os desertores de “traidores da pátria”. Poxa, traição? Fidel falar de traição? Desde o final de década de cinqüenta, apoiado pelo espírito do falsamente idolatrado Che Guevara, Castro proclama um sonho que nunca se realizou. Transforma uma população sofrida pela miséria, em um exemplo revigorante de política socialista a ser seguido. E o pior, está sendo seguido. Pseudo-socialistas, como Chávez e Moralez (e porque não Lula?), acometem de aclamar o ditador e tentar seguir seu exemplo. Aqui no Brasil, felizmente, temos uma certa fraqueza no comando, e por isso essas idéias ilusórias não nos afetam, mas no caso da Venezuela, por exemplo, já se tornou ridículo.

O mundo, principalmente os latinos, deveriam encarar a realidade. Cuba não é uma maravilha de país, seu povo sofre e muito. A deserção desses atletas no Pan é apenas mais uma indicação dentre tantas passadas para nós diariamente. É lamentável que aquele povo seja esquecido, enquanto seu ditador continua por acabar com o ego de nosso vizinhos. Se nós podemos usufruir de liberdade, liberdade para trabalhar e ganhar justamente, liberdade para comprar o que quisermos - e pudermos-, liberdade para comer idem, liberdade para falar e se defender.....enfim Liberdade. Se nós temos isso, por que eles não podem ter?

Mais reconhecimento...


O mês de julho foi o mês de prêmios deste blog, e assim, nada mais justo do que agradecer a todos pelas indicações. Muito obrigado mesmo.

E ainda não acabou não: dois amigos blogueiros, o Adrian Masella e o R. Lima me indicaram para dois prêmios interessantes, ao qual segue abaixo a explicação junto aos meus indicados:

Bom o primeiro é um prêmio feito por outra amiga blogueira, a Elza, que consiste em indicar os nossos cinco blogs favoritos. Eu, particularmente, não cito os meus favoritos, mas sim cinco blogs que acho maravilhosos, porque até eu saber quais são os meus favoritos... Bom, vamos as regras e depois às indicações:

REGRAS:

  1. Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogs ativos há mais de um mês [os outros esperem por outra ideia brilhante que alguém irá ter].

    2. Cada blogger deverá referenciar cinco nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.

    3. Cada blogger só poderá votar uma vez, e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor desejar], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail: elzinhalinda@gmail.com. No e-mail, além da sua escolha, deverão indicar o link para o post onde postaram as nomeações. A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 27/08/2007.

    4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:
    - Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);
    - Os votos no blog Nada pra mim.

    5. Cada blog que for indicado ou indicar, deve conter de onde veio a origem do concurso, ou seja deverão manter um link para este blog afim de que outras pessoas possam conhecer a idealizadora da idéia.

Indicados:

Blog do Dorian Blog Formador de Opinião Blog Poesia e Palavrão

Blog Avesso da Vida Blog Pensamentos Equivocados

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Bom, este outro prêmio também é muito interessante.

O prêmio foi criado por Mike do Ordinary Folks e Danielle do Pink Rewiels.

Este prêmio é uma tentativa de reunir os blogs que são adeptos aos relacionamentos "inter-blogs" fazendo um esforço para ser parte de uma conversação e não apenas de um monólogo.

Antes das regras, vale aqui uma definição de SCHMOOZE, vocês não vão encontrar facilmente o termo em algum dicionário convencional.

Schmooze: (Verbo) fofocar, jogar conversa fora, trocar idéias. (Substantivo) conversa, bate-papo.

Assim, de uma maneira mais ampla, o termo é aplicado a nós, blogueiros, que buscamos um relacionamento, uma conexão social com os outros blogs e blogueiros, gastamos um tempinho visitando e comentando nos outros espaços, travamos um certo nível de amizade com os outros. Os bons schmoozers têm uma habilidade natural, dentro e fora da blogosfera, de fazer amigos novos ao longo do caminho. Não limitam suas visitas somente ao blogs de sucesso, mas, gastam algum tempo para dizer um "oi" aos blogs novos também. São esses que incluem outros nas conversações "inter-blogs", seja mencionando, linkando ou trocando banners, seja convidando para memes e desafios. Digamos que sejam blogueiros "camaradas".

Regras:
1. Se, e somente SE, você receber o "Thinking Blogger Award" ou "The Power of Schmooze Award", escreva um post indicando 5 (cinco) blogs que tem esse perfil "schmoozed" ou que tenha te "acolhido" nesta filosofia. (se não entendeu, leia a explicação no parágrafo anterior de novo).

2. Acrescente um link para o post que te indicou e um para o post do Mike, para que as pessoas possam identificar a origem deste meme.

3. Opcional: Exiba orgulhosamente o "Thinking Blogger Award" ou o "The Power of Schmooze Award" com um link para este post que você escreveu.

Então, vamos aos meus indicados:

Blog Panorama Internacional Blog d´O Arroto Blog Coisas que Eu Vivendo

Blog Folhetim OnLine Blog ZoiramA

MUITO OBRIGADO PELAS HONROSAS INDICAÇÕES!!!!!!!!


segunda-feira, 23 de julho de 2007

Breathe by Leaves (2003)

O histórico de rock indie de qualidade vindo da Islândia não é restrito comparado a outros países europeus. Países como Suécia e Finlândia, de vez em quando, competem neste quesito - lançar bandas de qualidades no mundo -, mesmo assim são ofuscados, comparados à Islândia. A começar pelo exemplo de música islandesa de qualidade, temos a excêntrica Björk, uma das personalidades mais influentes da música européia. Normalmente, talvez pelo clima gelado, a dor, a solidão e temas obscuros são as principais características das letras de música islandesas. Não seria nada diferente com uma banda de três jovens jogadores de futebol (acreditam?), que foram responsáveis por um dos mais fantásticos álbuns lançados após o século XXI.

A música dos Leaves (foto 2) parece uma mistura daquelas bandas de rock cool que conhecemos. É como colocar Coldplay e Doves brigando musicalmente. O vocalista (de voz um tanto limitada) Arnar Gudjonsson transfere uma poesia eloqüente ao interpretar as canções deste álbum. Talvez pela limitação de voz, lembra muito Chris Martim, mas o tom de voz e a colocação melancólica soam mais como um Damien Rice feliz.

Temos como base instrumental a guitarra (pelo próprio Arnar), o baixo (Hallur Hallson) e a bateria (Arnar Olaffson). Mas durante Breathe, percebe-se um piano delicioso e – as vezes-, frenético, um sintetizador calculado, gaita de boca, entre alguns outros não-reconhecíveis.

Breathe colocou os Leaves como uma das mais surpreendentes e promissoras bandas indies européias. O álbum teve grande consagração. Infelizmente, a maldição do segundo disco pegou esta banda. Não que The Angela Test seja ruim, isso não. Mas é apenas mais um álbum feito com pressa a pedido de gravadora. O que é uma pena. Mesmo assim, Breathe continua no pódio de um dos mais fascinantes discos de rock indie europeu dos últimos anos. Ouvindo este sim, encaixa-se a infeliz frase de nossa ministra - “Relaxe e Goze...”

.5 estrelas de 5.

As 5 mais de Breathe:

  1. Cath
  2. Silence
  3. Epitaph
  4. Deep Blue Day
  5. Suppose
LABEL: DreamWorks
RELEASE DATE: 23 September 2003
DISCS: 1 disc
GENRE(S): Indie, Rock

Download álbum:
http://rapidshare.com/files/44420228/Leaves_Breathe.rar.html

Site Oficial: http://www.leaves.tv/





sábado, 21 de julho de 2007

Será que agora aprenderam?

NOTA: O BLOG DIEGO MORETTO TAMBÉM ESTÁ NA CORRENTE DE LUTO NACIONAL.

Porquê será que aqui no Brasil tudo tem de ser na base do tranco? Precisa sair uma reportagem no The New York Times, falando sobre a violência no Brasil, para que comecem uma busca nas favelas e uma possível guerra civil? Claro, violência se resolve com violência por aqui, nada de planejamento. Fica ainda pior quando aqueles que deveriam ser os responsáveis por manter a ordem e resolver os principais problemas de nosso país, ficam jogando a culpa um para cima do outro, como se fossem crianças evitando o castigo. E esse é o cenário principal que desencadeou a tragédia do último dia 17 de julho.

A triste tragédia com o vôo JJ 3054, da TAM, novamente abriu uma ferida que já havia sido esquecida pelo povo e principalmente, pelas pessoas que cuidam do caso. No final de 2006, ou seja, há menos de um ano, um avião da GOL também caiu, não deixando nenhum sobrevivente. O acidente trouxe a tona às más qualidades em que estavam o sistema de controle aéreo de nosso país. Vôos atrasaram, pessoas gritaram, revistas e jornais se aproveitaram...mas nada foi bastante o suficiente para que se resolvesse um problema que ainda persiste nos aeroportos brasileiros. Uma guerra verbal entre controladores, presidentes e diretores sobrevoava cada manchete, sempre com uma descartada de culpa e passando a responsabilidade para outras pessoas. Acabou que virou uma corrente de injúria, em que ninguém se prestava a resolver a crise. O nosso presidente, a não mercê de sua influência e de seu cargo, disse que queria o problema resolvido o mais rápido o possível, como se fosse um jogo de vontades. E enquanto o ministro Guido Mantega dizia que não havia crise aérea nenhuma, a ministra Marta Suplicy falava para o povo relaxar e gozar. Tudo parecendo um espetáculo circense, onde os principais palhaços eram o povo brasileiro.

Com o recente acidente em Congonhas, mais feridas foram abertas. Demora em recolher corpos e identifica-los, não-prestação de atenção às famílias das vítimas – o que desencadeou revolta em Porta Alegre-, além das vagas explicações das causas do acidente. Bom, a má qualidade da pista de pouso é a provável justificativa, e talvez a única. Problema com a aeronave não tinha, os pilotos eram competentes e fizeram – até então-, o trabalho certo. Não há o que justificar. Lula disse em recente comentário, que já havia mandado executar o projeto de reformas de vários aeroportos do país. Bom, isso foi verdade, mas aqui no Espírito Santo a obra já esta parada.... mais descaso.

E por falar em Lula, sexta última, o presidente fez um pronunciamento, em que prestou solenidades às vítimas e disse que (novamente) o problema da crise aérea tem prioridade zero no governo. Bom, como presidente, esperamos que novamente ele não fique na mesma balela que ficou no decorrer da crise, desde o acidente da Gol até o atual da TAM. Mas o que chamou atenção, foi o presidente dizer, que mesmo depois de tudo isso, o sistema aéreo é seguro: “O nível de segurança do nosso sistema aéreo é compatível com todos os padrões internacionais. Não podemos perder isso de vista. Meus amigos e minhas amigas, na apuração dos fatos, estamos trabalhando com rigor e serenidade, sem precipitações. Rigor para conhecer a verdade e serenidade para não cometer injustiças”, afirmou. Inacreditável não?

Infelizmente não há mais nada para se falar. Este blog está, assim como o Brasil todo, em luto pelas vítimas do descaso, pelas vítimas da TAM e pelas vítimas da GOL. Clama-se por soluções. Reuniões devem ser feitas, estudos rápidos e inteligentes, demissões precisas e uma agilidade para que se solucione logo esta mazela. Fala-se em fechar o aeroporto de Congonhas. Mas será que esta ação resolveria o problema? Provavelmente não. O aeroporto, assim como em muitos outros estados, está sim em más condições, mas o principal problema vem da administração, é por causa do descaso vindo de lá que o caos aéreo se tornou um do principais problemas de nosso país. Às famílias das vítimas, meus pêsames e minhas solenidades, tudo vai ficar bem. Que não deixemos nos ofuscaz pela mídia e esquecer deste problema, assim como aconteceu com o da GOL, e que este trágico acidente tenha sido o bastante para que acabem com este inferno em próprio céu, ou precisa acontecer mais alguns?

sexta-feira, 20 de julho de 2007

E na vitrola...

Neste mês de julho, percebe-se que as coisas desandaram neste blog. Assuntos como política, economia já não são tão corriqueiros assim. Mas o que para muitos pode ser algo ruim, o motivo pelo qual isso aconteceu neste blog foi muito bom. Correntes de “jogos”, desafios e pedidos de posts de outros blogueiros, tiveram um ímpeto estrondoso neste mês, o que foi muito satisfatório, já que estão reconhecendo nosso trabalho. Aproveito então para agradecer a todos os amigos bloggueiros e desejo à todos vocês Feliz Dia Internacional do Amigo!

Bom, o amigo Fábio Martins me passou um dos 5 tentáculos de uma corrente muito interessante, ao qual tenho de dizer-lhes o que toca na minha vitrola enquanto faço meus textos para o blog.

Devo começar dizendo que, apesar da minha veia roqueira, o Jazz, o Blues e até a música erudita, ocupam boa parte das minhas preferências musicais ao escrever um post. Varia muito da vontade. Ouvir por exemplo uma estrondosa voz como a de Nina Simone (ao qual não possuo um álbum específico, e sim uma coletânea) e de Frank Sinatra, dois senhores máximos da música, me faz ter ímpeto e mais emoção para escrever sobre assuntos bem triste e que requer reflexão.

Mas não são só eles. Norah Jones e (essa ainda mais) Amy Winehouse, também me fazem viajar nas letras escritas. Amy, aliás, é tão única que até me atrapalha, sendo eu obrigado a voltar de vez em quando algumas músicas para ouvi-la novamente.

Muitos dos meus posts são escritos de madrugada, assim, gosto de algo bem suave e mágico. Por isso varia. As vezes gosto de sentir a tristeza latejante do Damien Rice nos dois álbuns; a melancolia alegre (não sei explicar) do Leaves no excelente álbum Breathe; o jazz moderno e frenético do Jamie Cullum; a suavidade das obras de Mozart e Bach ou o mais perfeito álbum já lançado (na minha opinião), que é o Diorama, do Silverchair. São sons deliciosos de ouvir na madrugada e que fazem aumentar minha criatividade.

Agora quando vou fazer uma crítica de filme ou de algum álbum lançado, aí sim Rock´n Roll nas alturas. Então, não tem como definir. O novo álbum do Linkin Park, o novo do QOTSA e os dois álbuns do The Arcade Fire, têm tocado muito, mas muito mesmo, ao escrever sobre este tipo de post.

Putz, mas tem muito mais coisas que fugiram da memória: Björk, Killers, James Morrison, Oasis, Mika, Chris Cornell, Queen, Bublé.....ih caramba, muitos outros. Só sei que sem música não vivo, hehehehhe. Fecho este post, agradecendo mais uma vez ao Fábio Martins pela indicação, ao som do álbum Ta-Dah, da incrível banda Scissors Sisters.

Passando a "brincadeira", tenho curiosidade em saber o que escutam na hora em que escrevem:
1. Abrace o Mundo
2. Blog da Polly
3.
Championship Vinyl
4. Fernando Teixeira
5. Nada Pra Mim

6.
Pensamentos Equivocados

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Desafio do Espelho Quebrado.


O mundo da blogosfera, cada vez mais criativo e interessante, traz mais uma novidade criada pelo blog Butique da Severina. A novidade consiste em escolher uma matéria "real" e inverter a história como se realmente fosse invertida. E, honrosamente, o blog Diego Moretto, recebeu três desafiadores, são eles: Selva de Batom, Pensamentos Equivocados e o ZoiramA - que aliás deixo meu profundo agradecimento aos três pela lembrança. Abaixo ditarei as regras do desafio e após a isso, lançarei meu texto escolhido. No final do texto,as minhas 7 indicações.

ESPELHO QUEBRADO - REGRAS
  • Escolher 01 (uma) reportagem/notícia a critério pessoal.
  • Colar a imagem (disponibilizada também neste blog) na parte superior do texto reescrito por você para que todos saibam que o mesmo tem dono mas foi modificado.
  • Acrescentar no final do texto, o link da página de onde retirou a informação, juntamente com o link deste post para eventuais consultas as regras e cópia da imagem.
  • Colar a mesma imagem, em algum local do Blog, para que outros blogueiros saibam que você participou do desafio (não é obrigatório)
  • Escolher 07 (sete) Blogs para participar do desafio, avisando-os da maneira que preferir, pois o mesmo também terá que escolher uma reportagem, modificá-la, publicá-la e escolher mais 07 (sete) blogs para participarem.
Chávez crítica Lula e diz que relação dos dois acabou

CARACAS, 16 jul 2007 – O presidente venezuelano, Hugo Chávez, criticou nesta segunda-feira o seu ex-colega, e ainda ressaltou que “conseguiram” separar de vez os amigos, referindo-se às divergências nas últimas semanas em torno do ingresso da Venezuela no Mercosul.

"De todas as partes do mundo fizeram de tudo para afastar o Brasil da Venezuela, e conseguiram. Lula se tornou um traidor, um “pela-saco”, um desumano porco, com más intenções e ainda por cima é burro e covarde", afirmou o líder venezuelano.

"Há um plano do império americano, que utilizando quintas-colunas na Venezuela e no Brasil, queria nos fazer brigar, e ele (Lula) disse que concordava com o calhorda do Bush, e repito aqui: o pela-saco do Lula morreu pra mim", disse o presidente a um grupo de militares.

"E mais: a procura das soluções para os problemas que se apresentam diariamente está encerrada, desejo que o Brasil se exploda junto com Lula e Bush(...)", destacou o líder venezuelano.

Chávez garantiu que sempre quis aderir ao Mercosul e lembrou que, em dezembro de 1998, após ser eleito presidente pela primeira vez, viajou a Brasília e a Buenos Aires. "Desde então, porém, começaram a surgir vozes de alguns setores internos do Mercosul que não se interessam pelo avanço da Venezuela com a visão unionista bolivariana na América Latina e eu pensei que o Lula estava ao meu lado... decepcionante.”.

No dia 3 de julho, Chávez fixou um prazo de três meses para que os Congressos Nacionais de Brasil e Paraguai ratifiquem o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul, ameaçando retirar o pedido de ingresso de seu país no Bloco e começar uma guerra na América Latina.

"Não havia qualquer razão para os Congressos de Brasil e Paraguai não aprovarem nossa entrada no Mercosul. Nenhuma razão política, jurídica, econômica ou moral, agora há: Digo que a partir de hoje será travado um conflito armado entre Brasil e Venezuela.", disse Chávez na ocasião.

As relações entre Brasil e Venezuela foram abaladas, após Chávez chamar de "papagaios" dos Estados Unidos um grupo de congressistas brasileiros que criticaram a decisão do presidente de não renovar a licença da rede de televisão privada RCTV. Com isso, Lula havia devolvido a ofensa, chamando Hugo de “pseudoditador socialista”.

Legisladores brasileiros têm indicado que esperam um "gesto de cumplicidade e sabedoria" por parte de Chávez para considerar a adesão da Venezuela ao Mercosul. Lula nada disse sobre a declaração de Hugo.

(Foto: Lula e Chávez, íntimos, antes da separação oficial.)

Notícia Original

Meus 7 indicados:

Blog Fábio Martins Blog Poesia e Palavrão Blog Championship Vinyl

Blog Panorama Internacional Blog Formador de Opinião Blog Abrace o Mundo

Blog da Polly



domingo, 15 de julho de 2007

Furacão canarinho acaba com hermanos

Uma rivalidade positiva e que já é cultuada no coração de cada brasileiro e argentino, se torna a melhor parte para acompanhar um jogo. Independente da partida, acompanhar BrasilXArgentina no futebol, exige um cenário caloroso, com amigos, boteco e chopps.

E no domingo de hoje, a euforia foi tanta, que até o Pan se ofuscou diante da belíssima vitória do Brasil em cima dos argentinos.

Pois é caros amigos, em um jogo em que a aposta de que o Brasil sairia vencedor era quase nula, tivemos um show de bola verde e amarela e uma pouco inspirada Argentina, que já em menos de 20 minutos de jogo, mostrou-se incompetente em campo, errando com passos feios. Com o primeiro gol, feito por Júlio Batista, o time canarinho já causou euforia, mostrando uma superioridade e deixando o time dos hermanos com um tom de nervosismo não muito obscuro.

Na verdade, o que aconteceu foi que o Brasil esteve em seu melhor momento e a Argentina, azaradamente, em seu pior. Logo ela, que ora pois, era tido como a favorita- desde o começo da copa América, diga-se de passagem.

Bom, destaque para a dupla da zaga, Alex e Juan, que marcaram e desarmaram com categoria o time adversário. Além é claro, do Josué, que foi o jogador que mais brilhou no jogo, com uma cerrada marcação. Robinho não se mostrou com entusiasmo e elegância com que jogou o último jogo, sendo o mais ofuscado jogador do time, junto ao goleiro Doni.

Bom, o segundo e o terceiro gol foram por um acerto inteligente do técnico Dunga. Por uma substituição, Daniel Alves (foto) entra em campo e é o responsável pelo fechamento do caixão azul e branco no estádio de Maracaibo.

Assim, temos uma saborosa vitória em cima dos “incha pelota”. Com o título de campeão da Copa América, o Brasil continua com o favoritismo estampado na camisa canarinho. Vencer essa copa, também deu maiores esperanças da Copa Mundial de 2014 se situar em nosso país. Bom, é aguardar e conferir. Bela vitória, belo jogo....3X0.....

OBS: Post tecnicamente escrito com a ajuda do amigo Henrique Bertholini.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Harry Potter e a Ordem da Fênix (Harry Potter and the Order of the Phoenix, 2007)



O aprendiz de bruxo mais famoso do mundo virtual e real volta em mais uma jornada cinematográfica, sem dúvida, assim como o livro, a melhor até agora.

[SINOPSE] Os fãs ficaram muito tensos e com o coração nas mãos. A razão é óbvia: A volta do arquivilão Lorde Voldemort e seus Comensais da Morte. Indubitavelmente a morte de um amigo de escola e as lições de como tolerar dor insuportável não são elementos comuns de uma estória para crianças. Em "Harry Potter e a Ordem da Fênix" (HPOF), o bruxo mais famoso do cinema retorna para o quinto ano de estudo em Hogwarts e descobre que a comunidade bruxa está abnegando seu recente encontro com o malígno Senhor Valdemort, preferindo fechar os olhos para as notícias de que Voldemort teria retornado. Temendo que o venerável diretor da escola de Hogwarts, Alvo Dumbledore, esteja mentindo sobre o retorno de Voldemort, na tentativa de tomar seu cargo, o Ministro da Magia Cornélio Fudge indica um novo professor para a disciplina de Defesa Contra as Artes das Trevas, de forma que fique este fique vigia em Dumbledore e os alunos de Hogwarts. Mas a indicada, professora Dolores Umbridge, faz com que a disciplina deixe de ser ministrada para os bruxos mais novos que estão despreparados para defenderem-se contra as artes das trevas que ameaça a comunidade bruxa, que junto com seus amigos Rony e Hermione, Harry assume o problema. Encontrando secretamente um pequeno grupo de estudantes a quem denominaram-se "Armada de Dumbledore", Harry os ensina a como se defenderem contra as Artes das Trevas, preparando corajosos jovens bruxos para a batalha que virá a frente.

Como sempre, uma rápida passada pela parte técnica do filme: Em HPOF, assim como nos outros longas anteriores, os efeitos especiais primam por qualidade. Das fascinantes magias realizadas aos esquisitos e diferentes seres misteriosos, tudo vem com uma qualidade hollywoodiana. Os efeitos sonoros são bem normais, mas não deixam a desejar. Agora se tratando da trilha sonora, o filme explora recursos magníficos. Há cenas (como as de luta no final) que tendo ao som de fundo uma forte e estrondosa épica orquestrada, fazem os nervos ficarem mais rígidos e assim ficamos com mais ansiedade em saber o que virá a cada segundo. Delicioso demais para descrever.

O roteiro assinado pelo novo (na franquia) Michael Goldenberg, talvez seja o maior problema do filme. Mas calma, nada digno de aborrecimentos. Goldenberg conseguiu transpor por volta de 700 páginas em 2:18hrs de filme com uma certa eficácia, cumprindo o deixado pelo roteirista antecessor. Lógico, perdeu-se muita coisa importante, que podem trazer um futuro não muito promissor nos próximos dois filmes, mas se for bem trabalhados não irá atrapalhar não. Uma coisa que tem de se colocar na cabeça, é que ao adaptar um livro em um filme, perde-se muita coisa. Impossível não acontecer. Na franquia Harry Potter, não foi diferente. Os roteiristas de todos os filmes trabalharam bem, e trouxeram filmes com roteiro adaptado de qualidade, o que já é difícil.

A direção de David Yates foi competente. Os modos de câmera, a captação de sentimentos – principalmente do Daniel R.(Potter)-, a coordenação de movimentos foram tudo feito com excelência. Ao assistir ao filme, é perceptível a preocupação de Yates com a qualidade.

As atuações são o ponto alto do longa. O intérprete de Harry Potter, Daniel Radcliffe, cresce junto ao seu personagem. Com um Harry mais forte e mais “revoltado”, Daniel conseguiu mostrar o quão talentoso é. Nada de fenomenal, mas muito bom. Rupert Grint e Emma Watson, respectivamente, Ron e Hermione, também brilham, mas não com tanta intensidade – fato também devido à poucas oportunidades. Como são muitos atores, apenas é necessário dizer que nenhum foi infeliz. A atriz que realmente rouba a cena é Imelda Staunton, que brilha muito como a insuportável inquisidora Dolers Umbridge. A atriz usa de caricatos assim como está no livro, e a forma como ela desempenha é absurdamente competente, conseguindo em nós o que pretendia, ou seja, odia-la. Outra que merece um forte mérito, é a atriz/revelação/mirim/pottermaníaca Evanna Lynch, que interpreta a doce e importante Luna Lovegood, que nos conquista pelo ar avoado e maneira hippie intrínseca que a rodeia. Sem dúvida uma aposta que deu certo.

"Harry Potter e a Ordem da Fênix" é o melhor filme do tipo “grande produção”– até agora-, neste ardoroso verão americano. Com sangue, cicatrizes e brigas para todos os lados, é o mais maduro filme da franquia, que traz um ar bem noir, algo pesado, sinistro... O filme nos segura do começo ao fim, e varia de diferentes formas: Do amor para a dor, da comédia para a tragédia, da aventura para o dramalhão......tudo bem coordenado. Realmente não é absolutamente fiel ao fabuloso livro, mas por isso esta perdoado. Agora é esperar pelo sétimo e último livro da franquia nas livrarias na próxima semana e ano que vem o 6º filme- que assim como o livro, provavelmente não será melhor do que o quinto.

A dica é que vão correndo ao cinema, e que seria interessante ler o livro antes. Espero que não dêem o mesmo azar que eu e sentem ao lado de frenéticas e irritantes pottermaníacas, que a cada aparição do bruxo soltavam gritos. Boa sessão!

Nota: 9.7

segunda-feira, 9 de julho de 2007

A Decepção de Hipócrates

Dentre tantos problemas mal cuidados no Brasil, o da saúde – mesmo não sendo o maior-, sem dúvida está no pódio dos mais agravantes. Manchetes e mais manchetes exploram a inépcia do governo com a mazela e nos fazem indagar o que eles estão esperando acontecer para tomar algum tipo de providência, já que as coisas no Estado só funcionam na base do “susto”. Mesmo reconhecendo que o problema é criticamente nacional, durante o artigo, citarei apenas a lamentável situação que se encontra o setor da Saúde no Espírito Santo, assim, peço aos meus leitores não-capixabas que tentem fazer um parâmetro com a condição do seu estado com a atual do Espírito Santo.

Na última semana, um acontecimento fez com que a população capixaba e a imprensa local voltassem os olhos para uma situação que já há muito tempo necessita de atenção. A doméstica Maria dos Anjos Barcelos, 53, morreu em um Pronto-Atendimento, por demora no atendimento. A vítima chegou com fortes dores no peito, e mesmo com quatro médicos de plantão, a paciente havia sido informada que não havia médicos disponíveis no momento. Assim, após esperar alguns minutos, sofreu um infarto e morreu. Os médicos chegaram logo após junto à um enfermeiro, mas já era tarde demais. A família de Maria disse que vai levar o caso à justiça.

Com este incidente, vários problemas começam a surgir, revelando que o âmago da saúde pública se encontra tão bagunçada e prejudicada, que merece uma atenção mútua do Governo (estadual e federal).

Para começar, nos principais hospitais do estado, não há leitos suficientes, fazendo com que internados fiquem até em escadas (nos corredores já é de praxe na saúde pública), ou em locais que podem agravar o quadro de saúde, como por exemplo, ao lado de lixeiras (São Lucas) ou próximo à esgotos interditados (Dório Silva). Além disso, com superlotação, a demora para consultas, cirurgias e tratamentos faz com que a agravação de casos se tornem sem revés, o que leva pacientes em estado terminal ficar em alojamentos precários na esperança de um cura não muito existente.

O problema é mais crítico do que se pensava, logo que 3 grandes hospitais de Vitória se encontram em greve, inclusive a HUCAM (Hospital Universitário).

Para se tentar diminuir o caos na saúde, o governo do estado do Espírito Santo, devia expandir sua verba. Atualmente, são destinados à este setor, cerca de R$560 milhões, o mínimo imposto pelo Ministério da Saúde (12%), o que é vergonhoso, visto a situação. Em nota para a imprensa, a assessoria do governo, disse que por enquanto é impossível aumentar a verba, e que já se está em prática a ampliação do São Lucas e de outros hospitais, sendo que as obras só ficarão prontas em 2008 – coincidência ou não, ano de eleição.

Além das verbas, para melhorar a situação dos grandes hospitais, poderia definir de uma vez por todas, o perfil de cada hospital. Está na cara que a população não sabe diferenciar uma unidade básica de um com exames especializados. Assim, com a criação de clínicas de pequenos e médios portes nos bairros e definindo o potencial de atendimento de cada uma – além da criação de um programa para ajudar a esclarecer a população a diferença de cada unidade-, o problema da superlotação nos grandes hospitais diminuiria bastante. Tudo é claro, somado com reajuste aos assalariados e investimento em equipamentos e profissionais.

Outra solução para o problema da superlotação nos hospitais nas metrópoles, é uma parceria entre os municípios do interior, dividindo médicos especializados e que custam caro aos cofres das prefeituras.

Claro que tudo isso leva tempo, mas também da pra se fazer em curto prazo também. Será que seria difícil a construção de salas de atendimento externas, direcionadas aos pacientes que se encontram em corredores, por exemplo? Pois, como a população não sabe diferenciar os tipos de hospitais, muitos daqueles pacientes que sofrem de problemas de baixo nível de preocupação são atendidos em clínicas de grandes portes, o que é um problema de pura desordem; e a implantação destas clínicas ajudaria neste quesito.

Assim, o que precisa é o governo pensar mais. Essas soluções não são difíceis de se colocar em prática. Claro, são alternativas que precisam ser trabalhadas em cima. Mas do jeito que está não pode continuar. O problema do SUS já não é de hoje, então porque a demora para solucionar? Talvez seja semelhante à mazela da violência, que precisa de uma quantidade revoltante de mortes para que se tenha uma solução...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

O tal do “Meme”


O bom lado de se ter um blog, é participar das atividades realizadas por blogueiros, que tentam assim criar um tipo de corrente, ou algo parecido. Pelo que parece, o Meme é mais uma dessas divertidas atividades, e este blog foi escolhido para participar pelo amigo blogueiro Slim Shady.

Bom, começar explicando o porquê da criação deste blog pode ficar um tanto vaga, já que não tive um motivo tão forte assim. A idéia rodeava a minha mente já há algum tempo, mas a preguiça e a falta de tempo nunca me deixaram coloca-la em prática. Assim, em uma frustrada viagem, sem nada para fazer nas férias e com o hiporgloss esgotado, decidi – após ler o blog do Fernando Teixeira, que foi quem que me ajudou a entender mais deste mundo da blogosfera-, montar um blog.

Durante dois meses foram posts quase todos os dias, o que já não é comum. Troca de layouts (Obrigado Lívia sumida...), posts perdidos, alguns clonados (sacanagem cara isso...) foram apenas algumas das várias dores de cabeça que este blog já me causou. Mas a satisfação das congratulações, das opiniões concordantes e discordantes e da diversão que é escrever supera tudo que há “trabalhoso” na blogosfera.

Competição por comentários as vezes chega até a ser engraçado, visto que há muitos comentários orkuteiros, que de tão vagos nem deveriam ser considerados como tal. Comentário é aquele que realmente há uma opinião sobre o que foi lido, e isso é de grande satisfação ao blogueiro.

Este blog tem um pouco mais de 6 meses, com quase 100 postagens, quase 10 000 visitas e um restrito mas maravilhoso grupo de visitantes. Por enquanto, é uma das coisas que mais gosto de fazer, então perguntar se sempre continuarei cuidando bem dele (do blog) é algo bem complexo, não sei de meu futuro, mas é algo que desejo manter por anos a fio.

Enfim, compartilhar minha opinião sobre assuntos que nos rodeiam diariamente e o prazer de escrever, são os principais motivos para a continuação do blog. Safadezas na nossa política, filmes bons e música boa tem toda dia, toda hora. Notícia é notícia. Por isso o blog não tem data de morte, hehehe. Obrigado ao Slim pela indicação na corrente, e parece que mais três têm de ser indicados, então vamos lá:
ABRACE O MUNDO
ZOIORAMA
BUTIQUE DA SEVERINA
Boa sorte com o "Meme"....

quarta-feira, 4 de julho de 2007

O Fabuloso Cinema Nacional

Neste 2007, mesmo se estando apenas no 1° semestre, provou que o cinema nacional já pode ser considerado de tamanha qualidade, digna de filmes americanos ou europeus. E não se fala em qualidade de grandes produções, que escondem má qualidade de roteiro e atuações, por exemplo (igual a filmes como Quarteto Fantástico 2). O cinema brasileiro, apesar de não ter verbas para orçar uma grande produção, vem trazendo cada vez mais brilho e inteligência em seus roteiros, direções e atuações.

É o caso do excelente Não Por Acaso, que além das primorosas atuações, traz uma inteligentíssima história, daquelas que até Freud dúvida.

O intrigante Baixo das Bestas e o bem humorado O Cheiro do Ralo, também são exemplos de qualidade digna daqueles deliciosos filmes franceses.

A pergunta que fica, é por que a demora para se mostrar tanta competência no cinema nacional, sendo que o que dá qualidade a essas atuais produções não são as explosões, os carros de luxo e nem as locações caríssimas, como é nos filmes americanos? A resposta fica no ar... talvez seja pela pequena abertura que havia no passado para os talentos que tentavam de alguma forma mostrar sua capacidade e não podiam, por ser um mercado muito restrito as grandes classes. Realmente é uma interrogação.

Apesar de que no passado também houve filmes grandessíssimos, mas eram coisas raras, visto a quantidade de longas produzidos.

A projeção no exterior, nunca veio com tanta intensidade como atualmente. Apesar de temos filmes como o antigo O Beijo da Mulher-Aranha aclamado internacionalmente, foi o Cidade de Deus que levou o nome do Brasil ao patamar de qualidade reconhecida fora do nosso país. Para quem não sabe, o filme ficou quase dois anos em cartaz nos cinemas de Nova Yorque, além de ser indicado a três Oscars- ofuscados azaradamente pelo filme O Senhor do Anéis. O diretor e roteirista, Fernando Meirelles, é tido como uma das mentes brilhantes no mundo cinematográfico atual.

O que falta ao brasileiro, para ter mais sucesso lá fora, é inteligência na escolha dos filmes enviados para escolha de indicações em grande festivais, como o Oscar ou Cannes, por exemplo. Ano passado, devido ao tamanho da bilheteria arrecada, o enviado ao conselho julgador do Oscar, foi o filme Os Filhos de Francisco. Uma boa produção, mas não digna de ser indicado a um prêmio como o Oscar.

Assim, com filmes como O Céu de Sueli, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, Central do Brasil, Anjos do Sol, Antônia, entre os já citados e muitos outros que circulam nos cinemas e locadoras de todo o país, o Brasil fica entre os primeiros dignos de reconhecimento por estar trazendo obras cinematográficas de grande magnitude. Torcer o nariz ao ouvir falar de cinema nacional já não é algo mais a ser feito por nós brasileiros, pois produções que primam por qualidade estão todos os meses nos cinemas e vale a pena conferir.