segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Ricardo Kotscho – Uma Vida de Reporter: Do Golpe ao Planalto


São mais de quarenta anos como assíduo jornalista. Assim, Ricardo Kotscho é tido como um dos principais profissionais do ramo no Brasil e possui uma grande influência tanto nas redações dos grandes jornais brasileiros quanto no governo federal, tendo sido um grande assessor do presidente Luis Inácio Lula da Silva. E é com uma rica história autobiográfica que Kotscho conta em seu livro, Do Golpe ao Planalto – Uma vida de repórter, sua trajetória como um jornalista idealista sob uma ótica pessoal e muito bem detalhada.

No decorrer do livro, Ricardo conta como sua profissão variava. A sua versatilidade lhe permitia contar fortes detalhes, por exemplo, como o jornalista investigativo que desvendou um esquema de lavagem de dinheiro que fazia com que funcionários federais levassem uma vida bastante vantajosa e não condizente com os salários que cada um ganhava oficialmente. Kotscho narra também suas empreitadas como correspondente internacional e jornalista esportivo, além de divertidas tentativas como repórter televisivo.

Fatos políticos e historicamente importantes para o país são narrados minuciosamente pelo jornalista, como a efervescente era da ditadura militar, com a implantação do lamentável AI-5 e a morte (assassinato) de seu amigo e companheiro de trabalho, o jornalista Vladimir Herzog – narrada aqui com profundidade, entoando uma sublime homenagem ao amigo.

Kotscho também conta como aconteceram fatos importantes para o povo brasileiro, como a famosa greve dos operários no ABC paulista – quando conheceu o seu amigo Lula -, a volta dos exilados políticos e a campanha das Diretas Já, ditas com todas as letras e com uma emoção que transcende o livro.

Partindo para o final da década, Kotscho comenta como foi ser assessor de Lula durante suas tentativas à presidência do país, e ainda faz um apanhado geral nos tempos atuais, enquanto ainda trabalhava com o presidente. O jornalista também relata um lado real (e por vezes cruel) de um Brasil que ele conheceu por um todo durante as caravanas com o atual presidente.

Assim, Do Golpe ao Planalto – Uma vida de repórter se torna leitura obrigatória a todos os estudantes de jornalismo, já que mostra os verdadeiros percalços aos quais estarão submetidos caso realmente estejam dispostos a fazer da profissão a sua para sempre. Porem, tendo uma linguagem de fácil compreensão, torna-se um ótimo livro para se recomendar a qualquer pessoa e presenteá-la com uma agradável leitura e uma história de vida profissional digna de ser chamada de brilhante.

Dica do Post:

Aproveitando o gancho literário, indico-lhes o diário pessoal e profissional do jornalista Ricardo Noblat, intitulado O Que é Ser Jornalista? O livro é mais cru na questão histórica e muito mais vigente na profissional. Nele, estudantes de jornalismo encontrarão claras dicas de como construir bons textos e como enfrentar situações do cotidiano da profissão. É um livro para ser lido e relido algumas vezes. Usufruam!

Improvável Mudança

O Linkin Park está em estúdio para gravação do novo álbum da banda, que deve sair no primeiro semestre de 2010. Em entrevista a revista norte-americana Rolling Stone, um dos vocalistas da banda, Mike Shinoda, disse: "O novo cd soará como uma ‘comida estranha’ para os fans. É algo como se você experimenta pela primeira vez e pensa que nunca provou nada como isso, mas acaba gostando. Nós temos que gravar o disco e ver no que vai dar".

Se em Minutes to Midnight, de 2007, o Linkin Park já apostava em uma visível – mas não bem-vinda – mudança, este próximo álbum pode ser a projeção ou a decadência dos norte-americanos. O Linkin Park conquistou uma legião de fiéis fans tocando um estilo original, em que o peso do metal vinha em contraponto a batidas de eletro com rap. Álbuns como o Hybrid Theory, de 2001, são históricos. Durante três anos a banda anunciou que produziria algo totalmente inovador e diferente do histórico da banda, e com isso surgiu o Minutes to Midnight, um álbum muito bem trabalhado, mas com uma visível imaturidade. Nesse, as melodias estão mais suaves e o rap – junto ao eletrônico - parece ter sido extinto quase por inteiro. Soa muito mais como uma experimentação do que propriamente como uma inovação. Apesar disso, é muito interessante e possui ótimas canções, deixando a banda ainda com o título de uma das melhores bandas de rock da atualidade.

Neste ano fomos surpreendidos com um ótimo som. “New Divide” foi escrita e produzida para o segundo filme da série Transformes e, apesar de bastante comercial, é puramente de qualidade e mostra uma banda muito bem amadurecida, com um instrumental inteligente e um vocal poderosamente bem encaixado.

Mesmo ditando uma certa mudança no som da banda, ainda acho inacreditável que virá algo realmente novo. Mudança é o que o bandas como The Killers e Silverchair fazem, álbum após álbum, mas o mainstream faz com que os ótimos Linkin park se restrinjam um pouco. Aos fans, devemos ficar na torcida e esperar muita qualidade para vir. 2010 já esta chegando, aguardaremos.

Dica do Post:

Em um ano fraco para a música, três lançamentos surpreendem pela ousadia e pelo fabulosismo.

Em agosto, os antigos garotos do Arctic Monkeys mostram grande amadurecimento em um terceiro álbum de estúdio. Hambug traz um experimentalismo quase surreal e que muito difere do seco britpop que fez o sucesso da banda. A produção do talentoso Josh Homme (Queens of the Stone Age) fez com que a fase adulta de cada um gritasse mais alto, apesar de uma evidente semelhança com as músicas da própria banda de Homme.

Em setembro, somos contemplados com dois ótimos trabalhos. O Pearl Jam volta com uma fúria evidente em seu Backspacer. O grunge é resgatado pela banda, que também investe em baladas com uma clara influência do ótimo trabalho solo do vocalista Eddie Vedder, intitulado Into the Wild.

Quem também surpreende fazendo o mesmo é o Muse. Com o experimentalismo de sempre, a banda constrói um álbum conceitual e viajante em The Resistance. As músicas são esculpidas de forma gradual e alternativa, e recheia nossos ouvidos com verdadeiras orquestras comandadas por uma única voz, e que voz...

Aproveitem!

A louvação pelo desprezível

Dizem que toda forma de arte deve ser respeitada, isso sem dúvida, cada qual com o seu devido gosto. Mas o que dizer sobre a atual circunstancia em que se encontra a cultura musical brasileira aos olhos do povo?

O Brasil, aos olhos dos estrangeiros, sempre foi visto com um país de pouca qualidade musical, com certa e respeitável qualidade em canções de Bossa Nova e de sambas com apelo tropicalista, como foi o caso da aclamação mundial à Tom Jobim e ao Gilberto Gil, por exemplo, respectivamente um dos principais nomes dos ritmos citados. Até o final de década de 80, priorizava-se no país uma cultura com maior apelo crítico, visto os duros momentos pelo qual a sociedade brasileira da época sofria.

Mas infelizmente, a partir da década de 90, o turbilhão de músicas descartáveis pareceu tomar a cabeça do brasileiro, que se rendeu a apenas ver na arte uma forma de diversão, sem se lembrar que a cultura é um magnífico meio para divulgarmos aquilo que realmente nos importuna no país. Lógico que não tenho nada contra as bandas de axé ou as de funk, cada um faz seu trabalho dignamente, o meu objetivo é dizer que o senso crítico do brasileiro vem se deteriorando a cada dia, e o espelho dos sucessos musicais aqui no país nos aponta claramente isso.

Ressalto também que não digo que a safra cultural brasileira atual é de péssima qualidade, na verdade, estamos produzindo artistas de calibre internacional, com ótimos álbuns e que nada perde para o que vem de fora. Porem, esse tipo de mercado musical não sai do ostracismo, salvo raras exceções.

Decerto que este não é um problema exclusivamente brasileiro, já que culturas como a argentina e a norte-americana também parecem vangloriar a falta de criatividade e o ritmo esdrúxulo, mas isso é imutável. Talvez seja um comentário preconceituoso, e o que se diz ser de qualidade para uns, é porcaria para outros. Na verdade, cultura musical, pelo visto, é a identidade de cada um. É que nem religião e futebol, não podem ser discutidos. Músicas são feitas para serem prazerosas e totalmente de caráter pessoal.

Por isso, o melhor a se fazer é ser original e curtir o que mais lhe chama atenção. Críticas são apenas opiniões pessoais comercializadas pela mídia. Como dito anteriormente, isso é algo imutável. A adoração pelo o que é desprezível está intrínseca em um povo, que apenas busca a singularidade e a simplicidade de músicas para fugir das complicações da vida.

Dica do Post:

A Onda (Welle, Die – Alemanha, 2008), filme em cartaz nos melhores cinemas alternativos do país, possui a consistência de um bom drama e ainda levanta questionamentos escondidos por uma sociedade com um passado triste, como a alemã.

Sinopse: Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.

O filme cutuca uma ferida não cicatrizada da Alemanha, mas também aponta a responsabilidade de controlar em nós mesmo a figura fascista que se esconde em nosso âmago sentimental. Fabuloso!

Nota: 10,0

terça-feira, 19 de maio de 2009

Cuidado com a Gripe?











Após confirmados casos da gripe suína no país, o que antes apenas causava um leve ar de preocupação, hoje já é causa de medo ingênuo, já que para muitos é mais um novo mal do século, assim como foi a ebola na África e a gripe aviária na Ásia.


Logicamente que devemos nos preocupar, já que ainda não há vacinas contra a doença e no México mortes ocorreram comprovadamente devido a gripe. Mas até aonde a escala de preocupação deve ir? Será que a rapidez e a articulação da mídia – que já a comparou a Peste Bubônica – não são exageradas se tratando de algo que estás sendo combatida a rédeas curtas? Se bem que a culpa toda não é da mídia, já que OMS divulgou uma escala 5 de até 6 no teor de periculosidade da doença. Desesperador não? O temor é pelo fato de mais tarde os governos quererem usar medidas drásticas que nem a do governo mexicano, que “orientou” que a população evitasse abraços, beijos, cumprimentos físicos, além de mandarem lavar as mãos constantemente. Aqui no Brasil, onde já ha um murmurinho de medo entre a população, o único lucro vai para a rede farmacêutica, que vende máscaras e remédios contra gripes rapidamente. Abrangendo, a situação em certos aeroportos as vezes chega a ser constrangedora, como no Rio de Janeiro, onde há um verdadeiro interrogatório para saber se você esta contaminado ou não, fora que muitos hipocondríacos já não entram em um avião sem mascara, o que torna tudo muito ficcional.

O que nos resta é torcer e evitar a paranóia. Já há casos de sacrifícios desnecessários de porcos aqui no país e se dermos vazão a ignorância, a coisa tende a piorar. Ao governo, um maior destaque a informação sobre a doença deveria ser passada à população de classes abaixo da C, em que o acesso a informação não é tão grande assim, além de não deixar a opinião do povo dividida e confusa, já que Lula fala uma coisa e o Temporão fala outra. E que peguem pesado no combate a essa gripe, pois se a Dengue é um vergonhoso problema para nós, o que será do país com uma Gripe Suína?

Dica do Post:

E já esta na internet (para variar) o mais novo álbum de inéditas do Green Day. Apesar de repetir a fórmula Opera Rock do multiplatinado American Idiot, a banda novamente nos presenteia com um som de qualidade, e nos leva a canções que certamente serão sucessos - talvez não tão exarcebado quando seu anterior. 21st Century Breakdown é contagiante e redondo, mas peca por não ser original.

(.3.5estrelasde5.)

domingo, 10 de maio de 2009

O "Justiceiro" de Teto de Vidro

O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), criticou ferrenhamente a atitude da imprensa perante o seu trabalho de informar. O discurso abusado e de autoridade a lá coronelismo, apenas serviu para fixar uma imagem que o Brasil já está cansada de ver: a do político canastrão acima do poder que faz troca de favores com seus amigos, mesmo estando abaixo de um teto de vidro.

A imprensa nacional, que na sua grande maioria é mentirosa, tenta fazer valer a sua opinião, quando a sua opinião, todos sabemos, é induzida. Ela usa o seu espaço de forma tendenciosa para manchar a imagem deste Congresso.” Disse Moraes em discurso dia 07 , que aliás ressaltou sob o episódio lamentável com uma jornalista do jornal O Globo. Segundo o político, a repórter havia perguntado se ele não achava vergonhoso certos deputados terem sido eleitos, após o parlamentar defender Edmar Moreira, mais conhecido como “o deputado do castelo de 25 milhões de reais”. A resposta de Sérgio Moraes foi: “vergonha é você trabalhar com quem não gosta. Mas é induzida. Que triste emprego! Tem que trabalhar com mesquinhez, distorcer, conduzir de forma mesquinha o processo neste parlamento. Eu não aceitaria, porque minha honra e minha personalidade não permitem mentiras. A minha conduta é reta, e não vou curvar-me. Eu sempre digo: em nome de meus filhos, prefiro apanhar de pé a ser acariciado ajoelhado”. E ainda salientou: “vocês jornalistas podem bater o quanto quiser que nós sempre nos reelegemos”. Além de dizer que está se “lixando” com o que escrevem a imprensa brasileira, pois é “pautada em mentira”.

Deu no que deu. O deputado foi indiciado pelo Supremo Tribunal Federal por supostas ligações ao tele-sexo provindo de dinheiro público, já que o telefone usado seria de uso profissional, e não pessoal. Para Moraes, é claro, é apenas uma coincidência e alega total inocência, mas para àquele que defende que um deputado mineiro, com salário que não ultrapassa 15 mil reais, pode ter um imóvel avaliado em R$25 milhões de reais, meia palavra basta não acham?

Dica do Post:

No último mês de abril comemorou-se o Dia do Jornalista. Como, para variar, eu estava com indisponibilidade de internet e tempo para este blog, não pude vibrar com a data junto aos leitores. Bom, para não passar em branco recomendo 3 filmes que assisti neste último mês e que mostra a importância dessas que para mim é a mais bela profissão do mundo.

O Custo da Coragem, Verônica Guerin: A história trata das investidas da jornalista Guerin para desarmar um grande esquema de máfia que estava tomando conta da Irlanda. Filme impactante e com uma atuação impecável da talentosa Cate Blanchet.

Boa Noite, Boa Sorte: Fabulosa película que trata da trajetória de Ed Murrows ao confrontar o Senador Joseph Maccarthy, que na época, perseguia todos que pudessem estar ligados a qualquer coisa sobre o comunismo.

O Preço de uma verdade: Muitos poderiam acha-lo de segunda pela capa, mas o conteúdo é de arrepiar. Pondo em ponto a ética e a veracidade do novo jornalismo, o filme surpreende com a falta de noção e esperteza do jovem jornalista Stephen Glass. Incrível.

domingo, 26 de abril de 2009

Meme!




Bom, quando ficamos fora do mundo virtual, vivemos em uma angústia diária, as vezes querendo fazer algo e não poder por falta disso. Infelizmente, já faz quase um ano que não tenho acesso livre à uma internet (por isso a escassez de posts e de comentários em blogs amigos alheios), desespero esse que provavelmente acabará na próxima semana, quando enfim chega um lap para moi. E para que as moscas não ocupem o espaço de abril deste blog, resolvi criar um Meme que há muito tempo tenho vontade de fazer. Como gosto bastante de listas, colocarei aqui os meus 10 álbuns favoritos, e o Meme consiste em que cada indicado crie sua lista de 5 álbuns favoritos e repasse a corrente adiante, comentando, é claro, o porquê da escolha de cada disco. Abraços, repassem a corrente para quantos desejarem e em breve voltarei!!!

1º Diorama by Silverchair (2002)

Se há obras-primas na pintura, como 'O Grito' de Edward Munch, ou no cinema como '2001 – Uma Odisséia no Espaço', do Kubrick, na música há o Diorama do silverchair. A banda australiana, conhecida pela versatilidade álbum à álbum, lançou este fantástico disco em 2002, surpreendendo a todos pela beleza de cada instrumento e pela poesia nas palavras do eterno jovem gênio Daniel Johns. Aqui, a orquestração junto ao rock dos meninos, constrói canções que são verdadeiros teatros para os ouvidos, com atos e agudos, além de coros fantásticos, sendo retaliados por cordas sinfônicas em paralelo com instrumentos de uma boa banda de rock. Diorama não é apenas o meu álbum favorito desde os 14 anos, é uma concepção que jamais esquecerei. Ouçam: Acroos the Night, Tuna in the Brine e Without You.

Temple of the Dog by Temple of the Dog (1991)

Este álbum foi uma homenagem que amigos fizeram à um vocalista morto por overdose. E é incrível. Aqui temos membros do Soungardem e Pearl Jam em canções que são um marco no grunge melódico. O timbre juvenil e potente, com escala 8 de Chris Cornell ultrapassa o fantástico e da uma diferença significante em muitas músicas. É o álbum em que a emoção é evidente, e nenhum outro o barra. Fantástico. Ouçam: Say Hallo 2 Heaven, Hunger Strike e Call me a Dog.

Breath by Leaves (2002)
Os irlandeses do Leaves usaram da beleza e da força do inverno Irlandês para que este álbum tivesse a sintonia certa para se ouvir sozinho, ou com apenas mais uma pessoa. As músicas, de caráter melancólico em sua maioria, entram suavemente pelos ouvidos e pairam em nossas mentes como se revelassem um lado desconhecido nosso. É alegremente triste e puramente europeu. Impossível? Ouçam o álbum. Ouçam: Suppose, I Go Down e Crazy.

Audioslave by Audioslave (2002)

Audioslave = banda formada por ex-integrantes do Rage Against the Machine junto ao ex-vocalista do Soungarden, Chris Cornell. Preciso dizer mais alguma coisa? A junção destas duas potências resultou em um álbum estrondoso, com Cornell mostrando a qualidade de sua voz em um rock n’roll seco e avassalado pela guitarra original de Tom Morello. É uma experimentação de garagem que rendeu um dos melhores álbum desta década. Fenomenal. Ouçam: Cochise, Light My Way e Getaway Car.

Day and Age by The Killers (2008)

Sempre gostei bastante da euforia dos Killers. Penso que as músicas, sempre exorbitantes demais, sempre foram minha cara. E quando escutei Day and Age não foi diferente. Brandon Flowers aqui canta todas as músicas em uma excitação original, cheio de agudos e vibratos em que o vocalista busca eternamente se manter em suas músicas. O sentido messiânico do álbum talvez seja para conquistar um maior número de fans. Não precisou de muito para ser um de meus favoritos. Ouçam: Human, Neon Tiger e Good Night, Travel Well.

Neon Bible by Arcade Fire (2007)

The Arcade Fire é atualmente sinônimo de genialidade, é não é por menos. Em seu segundo álbum, os canadenses montam uma experimentação surreal e fazem com que canções ultrapassem o real. As letras são poesias e os instrumentos cada vez mais minuciosos e variados. É um disco para se deliciar a cada música e ir descobrindo, em um mundo fora do seu, um lugar maravilhoso e paralelo. Ouçam: Ocean of Noise, Windowsill, My Body is a Cage.

A Rush of a Blood to the Head by Coldplay (2002)

O Coldplay aqui investe em um mainstrem visível, mas mesmo assim constrói canções absurdamente belas e fortes. Pôr a força de uma bateria ladeada por uma calmaria vocal, já marca da banda, faz com que as letras funcionem com mais clamor e emocionam mais. O cd é repleto de momentos geniais, que parecem nos levar para obscuras memórias de nossa vida. É tocante e incrível. Ouçam: A Rush of a Blood to the Head, Amsterdã e Politik.

50º Aniversary Motown (2009)

A gravadora Motown é responsável pela melhor fase da música na década de 60 e 70. Dela surgiram ícones como Michael Jackson, Diana Ross e Marvin Gaye. Esta compilação lançada em 2009, possui músicas escolhidas por fans da eterna gravadora, e vem reunida em 3 discos. Cada música é uma prova do que atestei: fazem parte da melhor parte da música das décadas de 60 e 70. Fabuloso! Ouçam: Todas!

Acústico MTV - Nirvana (1994)

Este praticamente, álbum póstumo, mostrou o porquê temos em Kurt Cobain o último ídolo do mundo. A revolucionária banda, deixou de lado o tom underground e assumiu a beleza de cordas e da suavidade acústica, colocando influências distintas em cheque. Temos o melhor acústico da história graças a ousadia da banda, que transformou covers em hinos e fez do fim de uma história uma emocionante marca na vida de todos. Ouçam: Where Did U Sleep Last Night, Lake of Fire e All Apologies.

In Rainbows by Radiohead (2007)

Talvez não seja apenas por ser um divisor de águas na história da música, ou por ter sido feito pela banda com maior potencial filosófico genial atualmente. O que se sabe, é que, música por música, temos a prova de que o mercado musical criativo mundial está em falta. A cada susurro, a cada tom elevado ou dançante, é um chamativo para que possamos refletir sobre aquele som e sobre a vida. É belo demais para ser descrito de forma tão fugaz. Ouçam: Jigsaw Falling Into Place, Nude e Videotape.

Agora indicarei 10 dos meus blogs favoritos, que peço sinceras desculpas pela ausência e que em breve voltarei. Grande abraço a todos e espero que gostem do Meme. DIEGO MORETTO.

http://do-gmas.blogspot.com/

http://blogpontotres.blogspot.com/

http://jucymm.blogspot.com/

http://oelementofogo.blogspot.com/

http://flaviamelissa.blogspot.com/

http://misquilinas.wordpress.com/

http://vladirduarte.blogspot.com/

http://pensamentosequivocados.blogspot.com/

http://exagerosdoleo.blogspot.com/

http://www.champ-vinyl.blogspot.com/


terça-feira, 31 de março de 2009

Descaso Humilhante.


É com vergonha que relato que nos dois maiores hospitais públicos do Espírito Santo, Hospital São Lucas e o Hospital Dório Silva, na comida em que é servida aos funcionários e pacientes foram encontrados coisas como dente humano, lâmina de bisturi e barataS. Além disso, muitas irregularidades foram diagnosticadas pelos profissionais da vigilância sanitária, entre elas o armazenamento de bebidas ao lado de sangue e o carregamento das carnes em situações precárias de um porta-malas de um carro Escort enferrujado.

Já houve a denúncia e o pedido de que a empresa terceirizada responsável por cuidar da higiene nos hospitais, a Ki Sabor, seja substituída por uma mais séria e com melhor desempenho no trabalho. Apesar da explícita denúncia, com cobertura exclusiva da imprensa, o governo ordenou que fosse feita uma vistoria de 90 dias (!!!) e avisou que abrirá uma petição para que seja votada a possível modificação da empresa responsável pela manutenção da cozinha hospitalar.
É incrível o processo lento com que tratam um assunto tão sério em nosso estado. Que a saúde já estava precária, todos estão cansados de saber, no entanto, é ridículo que após uma verificação cabal e nojenta como essa, apenas se faz o cruzamento de braços e estendam o problema por mais tempo. Aliás, é um erro deixar que empresas terceirizadas cuidem de um serviço tão absurdamente importante. Isso só faz com que o governo seja beneficiado em detrimento da população. Enquanto isso, os pacientes e os funcionários são postos em humilhante situação escrava, já que a comida a que são submetidos vem de um lugar bem duvidoso. É esperar e ver no que vai dar, mais um capitulo da novela da precária saúde capixaba.
Dica do post:
A empresa de viagens CVC abriu uma demanda enorma de promoções de pacotes para a Semana Santa. Sem dúvida vale a pena conferir o site e dar uma olhada nos bons preços de algumas viagens nacionais, internacionais, seja o transporte com avião ou ônibus. Se divirtam e relaxem!

sábado, 21 de março de 2009

Festival Just a Fest Rio de Janeiro - 20.03.2009


Por incrível que pareça, 2009 já começou com um gás potente em relação à shows internacionais que se torna inacreditável por estarmos no Brasil. A lenda de que nosso país esta na rota das turnês realmente parece estar vingando atualmente. Só falando no ano até março, já pudemos conferir Elton John, Keane e Iron Maiden em espetáculos que sobrepõe ao excepcional. Salvo raras exceções, a formalidade e o cuidado com tudo que rodeia os festivais e shows internacionais aqui no Brasil estão surpreendendo, já que a tranqüilidade e o não aborrecimento têm se tornado marca de certos concertos. Com isso, mais um fabuloso festival paira por aqui. “Just a Fest” nos presenteia com nomes como Los Hermanos, Kraftwerk, e Radiohead – em sua primeira visita ao país. Abaixo, o comentário deste festival que aconteceu no Rio e acontecerá em São Paulo. Inesquecível.

Los Hermanos: É com o verdadeiro clima de irmandade que a banda chegou ao palco caloroso com uma platéia não muito cheia na Praça da Apoteose no Rio de Janeiro. De mãos dadas e sendo muito carinhosos com seus fans, a banda entrou já com um clima que lembra os solos de Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante: praiano, onde a calmaria desperta o desejo de ter alguém próximo. Com exceção de certos momentos, o show teve muito de caráter acústico, com hits inesquecíveis como “O Vento”, “Assim será” e a bela “A Flor”. Tocando a característica “Todo carnaval tem seu fim”, os Hermanos deixam no ar a dúvida que permaneceu durante todo show: será esta apenas mais uma calorosa apresentação única, ou realmente teremos a melhor banda jovem brasileira junta novamente?

Kraftwerk: Definir sem conhecer é complicado, mas um show eletrônico como foi o do Kraftwerk é a prova de que idade nada tem a ver quando se pensa primeiro que a maturidade e a experiência é quem conta na hora de botar para ferver. E foi assim durante toda a apresentação dos europeus. Com batidas estrondosas, recheadas de grooves e psy, o quarteto comandava uma cabine louca, com apenas 4 laptop’s e telões gigantescos com imagens que nos fazia flutuar pelo psicodelismo visual. Uma apresentação esnobada mas inesquecível que os alemães proporcionaram - mais uma vez – aos brasileiros.

Radiohead: Se este não for o show do ano, não sei o que pode barrar. A primeira apresentação do Radiohead (foto) por terras brasileiras foi indescritível. Em mais de duas horas de show, a banda presenteia 25 mil fans brasileiros com um set list louvável, fazendo um apanhamento de TODA sua carreira de sete álbuns. Thom Yorke grita, chora, pula, ri, briga... e transforma o palco em seu infinito particular, sendo emotivo e dramático quando deve ser, e pulsante e animado nos momentos certos. Isso sem se tornar caricato e teatral. Clássicos como “Paranoid Android”, “Idioteque” e “Air Bag” se misturaram com as ótimas do premiado último trabalho da banda, In Rainbows (2007), como “Nude”, “Videotape” e “Jigsaw falling into place”. Infelizmente, houve a pessoal decepção dos britânicos não tocarem a belamente triste e inesquecível “Fake Plastic Trees”, mas que foi retardada pelo acústico de “Creep” no final, fechando um concerto fabuloso e único, que se tornará lenda aos que foram e que deixa um vazio enorme, apenas aguardando a próxima vinda de uma das melhores bandas da história do rock.
Dica do Post:
Caso vc leitor não conheça alguma dessas bandas, aconselho investir na ideia e pesquisar. Dos inteligentes brasileiros dos Los Hermanos, passando pelo insano quarteto alemão do Krafertwerk e chegando aos geniais do Radiohead, você terá uma experiência profunda e eterna, e que vale muito a pena conhecer.

quinta-feira, 19 de março de 2009

'Scream' by Chris Cornell [2009]


Se versatilidade na música é a alma do atual negócio, com bons frutos saindo de remanescentes como Kings of Leon e Keane, o que diríamos quando o melhor vocalista de rock n’roll vivo anuncia que seu próximo álbum solo será produzido pelo rei da produção de black music? Até então, apenas um insegurança bate, mas a confiança ainda é plena. Um erro.

Scream, terceiro álbum solo de Chris Cornell (ex-Soundgarden e ex-Audioslave) já chega sob o rótulo de pior disco do ano, mesmo sendo lançado em março. O que parece inacreditável perdura por quase em uma hora de um som tosco e que apenas serve para mostrar o quão perdido e egocêntrico está Cornell e o quanto Timbaland é característico e repetitivo.

O primeiro single, Part of Me, possui estranho arranjo com toque indiano e já começa com batidas fortes, lembrando ícones do pop atual como Madonna e Justin Timberlake. Sendo um álbum conceitual – o que é mais doloroso ainda, pois funciona como se fosse uma música só, sendo que nenhuma salva -, a próxima faixa, Time, é um dos momentos de derrota total do álbum, sendo impossível escuta-la até o final. Infelizmente, isso acontece muitas vezes durante o disco, que varia do ruim para o terrível.

Não se sabe mesmo o que aconteceu. O visual, o disco, o clipe, nada salvam nesta nova empreitada de Cornell. Minto: o vocalista ainda continua potente nos microfones, mas nem isso se torna motivo para escutar Scream mais de uma vez (que até possui uma capa boa). Se tínhamos em Euphoria Morning (1999) um alternativo de absoluta qualidade e em Carry On (2007) um experimento cru mas que deu certo, em Scream temos o álbum mais comercial já lançado pelo artista, que assumiu de vez uma veia pop ridícula e que faz vergonha a seus verdadeiros fans e a sua própria carreira.

Ao menos, Chris Cornell possui um histórico brilhante, com muitos discos clássicos e que são provas do quão fabuloso ele é, por isso, apenas nos sobra torcer para que esta seja apenas uma empreitada insignificante e passageira, pois fracassada ela já é.

(.0estrelade5.)

Dica do Post:

Se já possuímos, infelizmente, o pior disco do ano, possivelmente também já temos o melhor: Merriweather Post Pavilion, dos caras do Animal Collective.

Com um disco existencialista e conceitual, a famosa banda de Baltimore cria um disco de vanguarda mas sem ser nostálgico. Inovador mas não único. Com camadas belas e muito bem trabalhadas, com muita psicodelia e barulho, faz com que MPP se torne o absurdo pensante da banda, com toques geniais e que funcionam como uma crônica fíctícia da humanidade. É prazeroso por no repeat e escutar, escutar e escutar….. Ouçam “My Girl”, “Lion in a Coma” e “Brother Spot”, e encontrarão o ponto mais genial do álbum.

(.5estrelasde5.)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Vitória com V de vergonha.

Alguns grandes problemas, as vezes, só se tornam importantes quando recebemos o alerta de alguem de fora. As cidades de Vitória, Guarapari (foto), Vila Velha e Serra – no Espírito Santo - possuem praias que são os principais pontos de turismo no estado, com milhares de visitantes durante todo o ano, com um crescimento logicamente vertiginoso nos últimos e primeiros meses de um ano.


Apesar da potencial importância dessas praias e tendo no mundo uma discussão séria envolvendo questões ambientais, é visível a precária situação dessas praias. Infelizmente, não são uma ou outra e sim todas que contam com uma imundície vergonhosa e que faz com que os moradores se sintam acoados com os visitantes.


É claro que boa parte dos lixos que são vistos nos litorais capixabas são fruto da falta de educação de muitos turistas, mas neste ano a situação fugiu do controle.


Além disso, se confirmou a previsão do secretário estadual de defesa e segurança pública, Rodney Miranda: este carnaval superou o ano passado se tratando de violência, com mais homicídios e furtos residenciais, principalmente nos litorais cujo principal atração seriam os trios elétricos. No meio da folia, já tendo acontecido alguns desastres, certas prefeituras ainda ampliaram o atendimento médico (não de segurança) mas não foi o bastante.


Pelo visto a situação fugiu do controle. Balneários como os de Vitória, possuem quase metade das praias impróprias para banho. Os investimentos para este verão foram pífios se tratando de recursos para o bem estar da população local e de turistas. Os índices negativos aumentaram e a má impressão também. Os políticos, as vezes, esquecem que nem todas as pessoas vem visitar o estado atrás de folia. Àqueles que procuram tranqüilidade, são prejudicados com uma falta de estrutura vergonhosa e uma sujeira que incomoda olhos e corpos de quem passa (ou fica) nesses locais.


Algumas autoridades deveriam mudar o pensamento que conscientização apenas funciona a partir do fim do ano. Junto à órgãos responsáveis de outros estados vizinhos, poderiam começar uma forte campanha contra jogar lixos nos balneários, além de se economizar na água de cada cidade. Além disso, o estado poderia criar algum tipo de multa para as cidades com um teor de contaminação grande, já envolvendo denúncias e votação de turistas, já que mexendo no bolso do brasileiro é que se consegue algum resultado positivo nessas empreitadas.


Para o próximo verão, ao invés de ficarem preocupados com quais bandas farão parte das atrações dos balneários durante a folia, que pensem melhor na situação da segurança, saúde, infra-estrutura e saneamento das praias do litoral capixaba. Para que estes defeitos presentes não virem características e envergonhem mais nosso estado perante o país.

Dica do Post:
Carnaval acabou, mas muitos ainda podem desfrutar de um feriado prolongado. Assim, aproveitem e vão ao cinema, que neste semana está com preço promocional. Abaixo listarei 5 dos meus filmes favoritos que ganharam algum Oscar em 2009 e que ainda estão em cartaz ou já sairam em dvd. Ainda não vi o grande ganhador, “Quem quer ser um milionário”, mas em breve terei o prazer de assisti-lo. Se divirtam!
Se surpreendam com... “O Fabuloso Caso de Benjamim Button”
Se emocionem com... “O Leitor”
Se renovem com... “Milk”
Aluguem... “Batman – O Cavalheiro das Trevas”
Comprem... “Wall - E”

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

OS 10 MELHORES ÁLBUNS DE 2008.

Antes de tudo, peço perdão pela incompetência minha neste blog. Final de ano está tenso, viagens, lugares sem internet e falta de tempo (!!!) estão me deixando meio por fora da blogosfera, infelizmente. Para completar, quando eu resolvo publicar meu top 10 de final de ano, o Google vai e apaga meu post por causa dos links para download. Enfim, caso encontrem dificuldade em achar algum álbum, por favor me contatem. Novamente, perdão e que 2009 seja um ano melhor para todos nós.

2008 não trouxe tanta coisa boa quanto 2007 no campo da música, no entanto tivemos estréias fenomenais e álbuns lindos e que já se tornaram clássicos. Abaixo os meus 10 favoritos do ano. Divirtam-se!

Dear Science - TV on the Radio

A Rolling Stone Brasil o definiu como uma colcha de retalhos musical e nada mais é do que isso. Com este terceiro álbum o TV on the Radio se torna bem mais acessível e por isso mais genial. O rock se passa pelo soul, encontrando-se com o R&B por trás de um dance eloqüente e por aí vai. Difícil imaginar? Pois é. O álbum é recheado de influências e diferenças de estilos. A união das faixas estão nas inteligentes letras e nos rastros instrumentais. É o disco do ano, alguém dúvida?


Day & Age – The Killers

O The Killers nunca se manteve preso à uma caracterização ou taxação, buscando sempre se renovar a cada disco, motivo que já causou prejuízo para a imagem da banda, principalmente após seu debut de sucesso ser seguido por um álbum inovador como foi o Sam´s Town (06) - e que foi massacrado pela crítica especializada, além de não ter tido sucesso comercial, apesar de ser muito bom. E é assim que a banda segue, investindo na inovação e acertando em cheio dessa vez. Day & Age é o álbum que melhor define a banda. Agoras os hinos não são tão grandiosos, mas estão lá. As faixas dançantes são mais calorosas e o toque latino e africano é evidente em muitas faixas. Aqui o The Killers se encontra com o world music e faz do seu pop à busca pela conquista nos quatro cantos do mundo. As influências como Queen e U2 são mais evidentes e são utilizadas com muito brilho e entusiasmo, tornando Vegas peça fundamental para a caracterização na carreira da banda. É filosófico e poético e mostra Flowers em plena forma. Fabulosos como sempre!

Atack & Release – The Black Keys.

É com este álbum que a dupla americana faz com perfeccionismo o que uma banda com mais de cinco integrantes poderia não fazer. Atack & Release faz o rock´n roll bater de frente com o blues em uma explosão nostálgica, proporcionando um som sujo e de ótimo bom gosto, além de ser atual, graças a produção significante de Danger Mouse. É um road álbum para a vida.


Fleet Foxes – Fleet Foxes

Parece que o hype de 2008 realmente foi o folk music, até aí tudo bem, mas aí surgem os Fleet Foxes é põe maestria no estilo. É com uma harmonia gritando que cordas, pianos e coros de vozes montam canções poéticas, que soam como uma pintura em forma de música. É denso e profundo, sentimental demais e por isso fascinante. Um presente.

Oracular Spectacular – MGMT

Com lançamentos pop´s meio do que rasos (leia-se previsíveis), o MGMT consegue mexer com o padrão musical da atualidade lançando um debut louvável, onde a juventude onipresente nas canções parece ser oriunda dos acampamentos hippies da década de 70. É com muita psicodélia em faixas gritantes e com letras realistas e atuais, que a banda investe pesado em arranjos que vão do dance/rock ao folk, com evidentes influências da música negra americana. É dopante e extremamente estimulante escuta-lo. Precisa de características maiores do que essas?


Viva la Vida (or Death and All His Friend) - Coldplay

Inovar quando se esta no mainstream é árduo para uma banda. E o Coldplay bem sabe disso. Ao lançar o complicado X&Y, em 2006, a banda engoliu críticas ferrenhas e o descontentamento por parte dos fans (apesar do sucesso comercial), tornando o álbum um verdadeiro fiasco. Assim, a banda novamente se reinventa e junto ao produtor Brian Eno ( U2 ), lança o ótimo Viva la Vida..., o álbum mais profundo e mais bem feito da carreira da banda – não o melhor, diga-se de passagem.Usando coerentes orquestrações e toques latinos empolgantes, o Coldplay se consagra não apenas com um álbum, mas definitivamente com uma completa obra-prima.


Rockferry – Duffy

No decorrer de 2008, muito se comparou a galesa Amy Duffy à inglesa Amy Winehouse. Ambas são talentosas e fazem músicas ótimas, no entanto, Duffy prova que não precisa ser uma constante nos tablóides para fazer sucesso e ser boa no que faz. Com Rockferry, a cantora traz lirismo e autenticidade em faixas que lembram cantoras da época da Motown produzidas pelo gênio atual Mark Ronson. É um veludo único e vibrante.


Death Magnetic – Metallica

Após o lançamento do magnífico Black Álbum, em 1991, o Metallica pareceu relaxar com seu trabalho e assim com seus fans. Com álbuns fracos e que nada lembravam os tempos do Master of the Puppets, a carreira da banda estava em uma decadência visível, oficializada com o tosco St. Anger. Felizmente, a banda ressurge a lá Fênix com o ótimo Death Magnetic, o verdadeiro álbum pós The Black Álbum. Durante o disco, é transparente a paixão pelo metal, com acordes únicos e violentos que estouram caixas com uma intensidade crua e perfeita. É simétrico como deve ser, com a sofisticação de quem já o faz há tempos. Aqui, realmente, quem é rei nunca perde sua majestade.


The Age Of The Understatement - The Last Shadow Puppets

Alex Turner é um gênio. E isso não é um elogio, mas uma constatação. Não se contentando em lançar um dos melhores álbuns de 2007 à frente do Arctic Monkeys, junta-se ao vocalista do The Rascals (Miles Kane) e juntos montam o projeto The Last Shadow Puppets, estendendo influências sessentistas ao máximo, com arranjos por hora orquestrados ou sujos, com guitarras e bateria cruas. Junto a isso, letras que contestam um mundo interior e exterior de cada um de nós. Sem dúvida, uma inquietação genial de jovens com hormônios exaltados.


10º Litlle Joy – Litlle Joy

O grupo já nasceu grandioso. Formado por Fabrízio Moretti (The Strokes) e Rodrigo Amarante (Los Hermanos), além de Binki Shapiro, lançaram no final do ano o ótimo álbum de estréia e supriram as expectativas. Com um clima praiano e que muito lembra amigos se divertindo em um lual, o álbum passa por vezes melancólico e por vezes agressivo. É sensual e sujo, puro brasileiro internacionalizado.

Dica do Post:

E o ano musical de 2009 já começa a todo o vapor. Queridinhos da cena pop indie mundial, os escoceses do Franz Ferdinand muito demoraram mas acabam por lançar o terceiro disco de inéditas. O esperado Tonight é único. Aqui a banda investe na modernidade e caracterizam a noite como roupagem, investindo no eletrônico e colocando a dance music como fator primordial das faixas que se seguem. É um novo Franz, mais moderno, dançante e inovador. Tonight já é grandioso e tem tudo para ser um dos melhores do ano. Eu não duvidaria...

Nota: (.3/5estrelasde5.)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Day & Age by The Killers (2008)



Se é tardiamente que venho expor minha crítica a este álbum, se sinta com vergonha caso ainda não tenha escutado esse debut da brilhante banda americana The Killers.


Considerados queridinhos da cena cult mainstrean, os Killers levantaram foi muita poeira com o lançamento do ótimo Hot Fuss, considerado por muitos como seu melhor álbum. O caráter fashionista dançante trouxe singles louváveis como Somebody Told Me e a mágica Mr. Brightside – esta até hoje a melhor música do grupo. Hot Fuss abriu diversas portas para a banda e os alçou ao sucesso absoluto, com isso, a cobrança por um segundo álbum de inéditas fabuloso como o primeiro veio a galope.


Em meados do fim de 2006 eis que surge o criticado Sam’s Town, disco que bebe na efervescente Las Vegas e funciona na carreira da banda como um laboratório de experimentações. A mixagem altíssima e a rara presença oitentista (que havia se tornado característica da banda) fizeram chover críticas negativas. No entanto, Sam’s Town é um álbum consistente e maduro, recheada de hinos que entoam emoção exacerbada.


Em 2007, lançam a compilação Sawdust, que traz b-sides importantes e singles incríveis, como Tranqüilize.


Com a moral baixa diante à crítica e com dizeres de inovação no novo álbum, o The Killers se manteve na corda bamba escondida, já que o esperado terceiro álbum de inéditas definiria se a banda responsável pelo Hot Fuss seria apenas mais uma lembrança fugaz do século XXI ou se ficariam para a história da música, realizando o sonho de serem o próximo U2. Pois então, com Day & Age a banda consegue as façanhas de lançar o melhor álbum de 2008, além do melhor álbum da carreira deles.


Day & Age já começa com uma bela capa. Com cores e um “q” de saudosismo, a pintura é linda e assim permanece durante todo encarte do disco. Abrindo com a ótima Lousing Touch, já percebemos o quanto o disco promete. Com um inteligente solo de guitarra que brinca com teclados inquietos, a música torna-se um groove digno de um clássico dos anos 80, recheado com Flowers melodiando com calmaria.


Mas são nas próximas duas faixas que o disco se encontra. Se em Human (primeiro single) Brandon questiona o que procuramos e faz inveja à Robert Smith, com uma “melancolia animada”, em Spaceman a banda explode em uma danceteria que levará milhões aos gritos uníssonos apenas com a pulsante guitarra e com um coro de vozes que lembra o antigo Queen tocando nos estádios. Aqui esta o clímax de Day & Age.


Em Joy Ride, a guitarra de Dave Keuning traz um funk delicoso e convidativo, lembrando um bar de blues, até mesmo pela presença de sax competentes.


Brandon Flowers é dotado de uma voz que encanta pela doçura e suavidade, e é em A Dustland Farytale que ele procura explorar mais seu dom. A emoção faz parte da música e isso é evidente.

Juntos, a banda explora o mundo com as faixas This is Your Life e I Can’t Stay, com um toque de ritmos do terceiro mundo, os Killers nos traz serenidade nessas faixas. O que já não acontece com Néon Tiger, que é vibrante e nos convida a pular.


Partindo para o desfecho, The World We Live in seria bizarra se fosse tocada por outra banda. Melhor dizendo, seria gastante se fosse cantada por outro vocalista. Brando Flowers prova com essa música que quem faz a mágica do The Killers acontecer é ele. Não desmerecendo o resto da competente banda, mas aqui transformar o tosco no belo é uma tarefa quase impossível e Brandon o faz com maestria.


E é em Goodnight, Travel Well que o The Killers define o Day and Age. Ouvindo ela e esquecendo do mundo exterior é como fazer uma viagem ao desconhecido em uma noite. Com um vertiginoso instrumental, no final entendemos muito bem o que a banda quis nos propor com o álbum. Ao final da música, ainda de olhos fechados, nos perguntamos em que hora do dia estamos, se ao abrir os olhos veremos sol ou lua. Flowers homenageia um de seus ídolos, Bono Vox, entoando uma voz de mesmo timbre e que muito lembra o cantor irlandês. E assim finaliza este fabuloso álbum.


Difícil esta para definir que caminho o The Killers seguirá pela frente, mas visto a sua discografia, isso se torna extremamente interessante e charmoso. Ouvi-los é um prazer e isso já é irrefutável. Ao futuro ...

.(.4/5estrelasde5.).


Dica do Post:

Final de ano e a temporada de shows bons internacionais acabou. Mas ainda dá para conferir o melhor show de 2008. É com um embate entre o saudosista e o contemporâneo que a diva Madonna traz um espetáculo do maior grau de finessi para nós brasileiros: a turnê Stick and the Sweet. Da incrível montagem do palco às ótimas performances, tudo é inovador. Os telões enormes se desmontam e formam convidados como Britney Spears, Justin Timberlake e Pharrel Willians. Coisas magestrais como um Rolls Royce entrando adentro do palco fazem o show valer cada centavo gasto. O efeito de luz e a discografia por trás das batidas, dão um toque especial e novo à sucessos antigos como Like a Prayer e Vogue. Sem dúvida, é o show do ano, e para muitos brasileiros, é um show para a vida. Aproveitem e corram para ver, até mesmo quem não gosta, vale muito a pena.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Justiça Comprada.


Em um caso em que a falta de honra se confunde com masculinidade e que a procura por justiça se confunde com vergonha, abre-se mais um capítulo triste na história do judiciário brasileiro, que com este caso, provou que bandidos de colarinho branco possuem sim vantagens explícitas neste lugar chamado Brasil.

O promotor Thales Ferri Schoedl (foto) foi absolvido das acusações de homicídio simples – pela morte do jovem Diego Mendes Modanez – e tentativa de homicídio, pelo atentado ao amigo de Diego, Felipe.




Segundo Thales, em 30 de Dezembro de 2004, o promotor saiu com a namorada Mariana Ozores Bartoletti, quando em um grupo de 4 rapazes, um deles teria mexido caluniosamente com a namorada do réu. Envolvido em uma discussão e acuado pelos quatro jovens, o réu teria disparado tiros, da qual teria acertado Diego e Felipe, matando o primeiro.


O caso se desenvolveu até hoje, sendo que nestes anos todos, o réu/promotor ficou em liberdade provisória e no último mês voltou a exercer a função como se nada tivesse acontecido, ganhando um salário que muito difere da realidade da maioria dos brasileiros honestos deste país.


A decisão de absolver o promotor foi feita por unanimidade (!!!) pelos desembargadores, que concordaram que o réu agiu em legítima defesa (!!!).


Dentre as peças que não se encaixam, há o fato do réu e da vítima estarem em uma mesma festa, e que poderiam acionar a segurança a qualquer momento, além da esfarrapada colocação do desembargador que relatou o processo, Barreto Fonseca (companheiro de trabalho do réu), que disse na íntegra: "O réu só fez o disparo usando meio necessário. Ele era bem menor em estatura do que as vítimas. Apesar do número de disparos, não se pode dizer que foi um uso imoderado da arma porque ele atirou antes para o alto e para o chão".



É de se pensar: Se o promotor fosse um balconista, ganhando seus dois salários mínimos (bem diferentes dos 10 mil reais mensais ganhos por Thales) e cometesse o mesmo tipo de crime, teria ele o mesmo tratamento e a mesma absolvição no caso? Provavelmente não. Felizmente ainda pode ser recorrido, mas todos nós sabemos como terminará este caso não é mesmo?


É um lamento que a justiça de nosso país seja controlada pelos mais poderosos. É um jogo onde a hierarquia da fortuna prevalece e a dignidade vira chacota.

Dica do Post:

Fim de ano chegando e os planos para viagens vão sendo feitos. Férias? Quem não gosta? rs. Fazer uma viagem inesquecível sempre esta nos planos da vida de todo mundo, mas nem sempre o orçamento permite. Mas e quando, por meio da simpatia e educação de berço, pode-se economizar uma quantia razoável com hospedagem, por exemplo? É aí que entra a dica do post: o Coach Surfing (surfando no sofá) é um site onde há interação entre viajantes de todo mundo, que oferecem o sofá da casa para hóspedes de todas as partes do mundo. Você pode oferecer sua casa ou pedir hospedagem em qualquer canto do mundo, podendo assim conhecer uma cultura mais afundo sem ao menos gastar com nada. A experiência é válida e o site é divertidíssimo. O bloggueiro que vos fala vai tentar uma hospedagem no Rio de Janeiro para o final de semana do show da cantora Madonna, se tudo der certo, posto a experiência. Enjoy it!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O Jogo da alienação.

A mídia sempre foi a precursora de modismos e influências na vida da maioria das pessoas no mundo. Ditar tendências, gírias, modos de vida, enfim, características que adotamos devido a algo passado pela mídia e que, por algum fato, nos simpatizamos com determinada coisa a ponto de a adotarmos.. Sejam filmes, novelas, músicas, ou bandas estilosas, todas elas de alguma forma fazem parte de nossa vida.

A mídia senhores (as), é um veículo que ao mesmo tempo em que destrói, pode vangloriar determinado artista visando exclusivamente o lucro. Exemplos são vastos, mas o que me fez escrever sobre isso foi o novo auge ao qual a “cantora” Britney Spears se encontra no momento depois de tantos baixos.

Spears é a capa e recheio da edição de dezembro da revista Rolling Stone americana, nada mais nada menos do que revista com maior influência no campo da música mainstream no mundo. Sucessora de fracassos na vida pessoal, que se acumula em perda da guarda dos filhos e internação em clínica psiquiátrica, Britney é hoje (novamente) a maior artista pop com menos de 30 anos.

Após o lançamento do ótimo Blackout no final do ano passado, seus singles, ao serem lançados, não saem do pódio de listas especializadas das mais tocadas. Seu novo sucesso, Womanizer, foi recorde de downloads pagos e seu novo cd (Circus, 02/12/08), assim como o anterior, é esperado por milhões no mundo todo. Fora isso, há as (estranhas) vitórias nos prêmios da MTV americana e européia. Sim, Britney voltou com tudo.

Mas o que é estranho, é que por dois anos a cantora apenas era vista como um fracasso ambulante. Tida como a sucessora de Madonna, Brit já tinha seu fim decretado por todos do show business. Manchetes e mais manchetes ditavam 24hrs do dia de Spears, procurando qualquer indício de barraco ou coisas afins. É lamentável, mas era o que acontecia.

Hoje, fotos com crianças na escola e entrevistas de arrependimento entram em detrimento à vida de Spears há pouco mais de um ano. É um jogo de negócios. Britney ainda gera muito dinheiro ao show business, suas músicas, por menos talentosa que a cantora seja, sempre são sucessos e sempre são ótimas, se tratando na categoria em que ela se encaixa. Circus já pode ser baixado e escutado, e nele é visto mais um “disco de ótimos produtores”, ou seja, há tantos mecanismos nas músicas que fica difícil perceber a Britney da época de Baby One More Time... (seu primeiro grande sucesso), mesmo assim, é um bom álbum e venderá que nem água novamente.

A mídia tem esse poder: ao mesmo tempo em que destrói, põe o artista lá em cima. É tudo alienação. Mexer com a mente das pessoas virou moda para se ganhar dinheiro. Infelizmente é inevitável. São conseqüências da nova era.

Dica do Post:
Começou a temporada de ótimos filmes no cinema. Assistir a todas as seções anda sendo uma tarefa complicadíssima, mas sempre arrumamos tempo para a arte não é mesmo? Assim, a dica de hoje vai para mais um filme deslumbrante do ótimo Woody Allen. Vicky Cristina Barcelona é uma comédia romântica recheada de inteligência e bom gosto. Cada personagem se encontra em total sintonia e harmonia e uma história totalmente redonda. Grande destaque à Penélope Cruz, que arranca boas risadas com sua eufórica Maria Elena.
[SINOPSE] Duas jovens americanas, Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson), vão passar as férias de verão em Barcelona. Vicky é uma mulher sensível e está prestes a se casar; Cristina é dada a aventuras sexuais. As duas viverão um intenso - mas complicado - romance entre elas e também com Juan Antonio (Javier Bardem), um carismático pintor que vive uma tempestuosa relação com a ex-mulher Maria Elena (Penélope Cruz).
NOTA: 9,0